sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Monte das Ânforas Tinto 2014

A Bacalhôa Vinhos de Portugal existe desde 1922, mas ganhou um grande impulso com a parceria com o Grupo Francês Lafitte Rothschild e a aquisição de propriedades como a Quinta do Carmo, por exemplo. O Grupo Bacalhôa possui adegas nas regiões mais importantes de Portugal com um total de 1200 ha de vinhas, 40 quintas, 40 castas diferentes, a saber: Alentejo, Península de Setúbal (Azeitão), Lisboa, Bairrada, Dão e Douro, produzindo uma grande variedade de vinhos, dos mais simples aos topo de gama.


Falando um pouco mais especificamente do Monte das Ânforas Tinto 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir das castas Aragonez e Trincadeira, plantadas em diferentes vinhas do Alentejo. O vinho não tem passagem por madeira. Como curiosidade, o vinho Monte das Ânforas deve o seu nome à Herdade das Ânforas, em Arraiolos, que possui como elemento decorativo uma coleção de ânforas ou “talhas” notável. Tradicionalmente na região do Alentejo recorria-se a ânforas de cerâmica para a produção de vinhos. Foi a solução encontrada para driblar a dificuldade de utilizar boas madeiras para a construção de barricas, ocorrência que se fazia sentir em toda a bacia mediterrânea. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de média para grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, espaçadas e com ligeira cor também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos frescos, especiarias e algo de flores.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos fininhos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um vinho português simples, sem defeitos, feito para o dia a a dia e que deve agradar até as pessoas que não são consumidoras costumeiras de vinho, pois tem aquela leve sensação de dulçor durante a degustação. Eu recomendo a prova, especialmente se você está naquela transição entre os vinhos de mesa e os vinhos finos.

Até o próximo!

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