Wednesday, March 7, 2012

Total Wine & More - A rede americana do vinho fino

Apesar de não ter tido tantas experiências e oportunidade enofílicas quantas eu gostaria e previa, a minha ultima viagem a trabalho aos EUA me proporcionou algumas boas informações para que eu pudesse compartilhar com vocês, prezados leitores. A primeira eu já até postei enquanto estava por lá que é um vinho californiano bacana, que provavelmente não existe por aqui ou que se o fizer, deve ser considerado mais caro (como normalmente todos os vinhos americanos o são), que era o Simi Cabernet Sauvignon (relembrem aqui). Mas o motivo do post de hoje é relacionado a uma rede de lojas de vinhos com a qual eu tive contato, ainda que rápido, por lá e que me pareceu ser uma excelente oportunidade para quem estiver em viagem por aquelas bandas. Falemos um pouco sobre a mesma.

A Total Wine & More, como o próprio nome já diz tem seu foco principalmente no vinho) mas também trabalha com outros tipos de bebidas, como cervejas e destilados por exemplo (os chamados "spirits" por eles). É considerada a maior rede de lojas independente dos EUA quando falamos de vendas de vinhos finos. Começou no estado de Delaware em 1991 mas vem crescendo a taxas rápidas e atualmente possui mais de 80 lojas espalhadas por mais de 11 estados americanos. 

A loja está dotada de uma vasta gama de opções de vinhos, que variam de acordo com as uvas pelas quais são feitos e por seus países de origem. Evidentemente a maior seleção é de vinhos americanos, com grandes destaques de Cabernets, Zinfandéis e Chardonnays. Além disso, a sessão voltada a Bordeaux e Borgonha me impressionaram pela quantidade e diversidade de rótulos. Além disso, nossos hermanos Chile e Argentina estão muito bem representados, com diversas linhas e ainda seus vinhos tops sendo ostentados pelas diversas prateleiras espalhadas pela loja. 

Um diferencial da rede entretanto é que eles possuem um espaço dedicado para educação e degustações, onde cursos e degustações são ministradas para que o pessoal em geral tenha contato com este mundo maravilhoso. E estes cursos e degustações vez ou outra são direcionadas também a outros tipos de bebidas que não só o vinho, o que é muito legal afinal de contas pois cultura e conhecimento adicionais nunca são demais, certo?

A dica esta dada e quem tiver a oportunidade de visitar uma das lojas da rede depois deixe seu comentário e sua opinião pra mim aqui no blog.

Até a próxima!

Tuesday, March 6, 2012

Kuleto Estate Zinfandel 2007

Confesso que apesar de não ser um grande conhecedor dos vinhos norte americanos, sou um apreciador, sempre que entro em contato com eles. Normalmente, e principalmente os oriundos da Califórnia e do Vale do Napa, são vinhos potentes, alcoólicos (faz muito calor na região, com pouca pluviosidade), carnudos, corpulentos, enfim, vinhos bem ao estilo novo mundo e que agradam uma grande parcelo do mercado consumidor por passarem uma falsa impressão de doçura no paladar. Sobre a uva zinfandel, comentei anteriormente sobre as curiosidades que envolvem sua origem e portanto não irei falar sobre isso de novo para não me tornar repetitivo. Quem quiser ler um pouco sobre isso, acesse este post aqui.

A Kuleto Estates tem a história datada de 1992, e nasceu nas mãos de apaixonados por culinária e vinicultura em geral. Aliado ao potencial vinícola da região, criaram um verdadeiro ícone vinícola na região. Sobre o vinho, o mesmo é feito com uvas 100% zinfandel plantadas entre 1200 e 1400 metros acima do nível do mar, o que gera condições únicas de amadurecimento mais lento e progressivo das uvas. Além disso, o vinho passa por um período de 9 meses em carvalho francês para amadurecimento. Mesmo assim o vinho atinge incríveis 14,9% de álcool. Vamos as impressões.


O vinho apresentou na taça uma bonita coloração rubi violáceo sem halo de evolução e com moderada transparência. Lágrimas finas, rápidas e com pouca cor completam o aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas escuras cozidas numa espécie de licor, algo de terroso e leve lembrança de violetas ao fundo. Com um tempo em taça, algo de lácteo pode ser identificado. Tudo muito integrado e delicado, sem aquela pancada que eu esperava.

Na boca o vinho tinha corpo médio para cheio, boa acidez e taninos finos, redondos e extremamente domados. Retrogosto trazia licor de frutas escuras e algo de chocolate. O álcool podia ser sentido durante toda a degustação, como esperado, mas não prejudicou a degustação.

Outro excelente vinho americano de uvas zinfandel, que apesar de não ser barato, pode ser considerado boa compra em sua faixa de preço. Eu recomendo.

Até o próximo.

Monday, March 5, 2012

Casa Venturini Le Bateleur 2008

Eu já devo ter comentado por aqui que gosto muito e até admiro a Vinícola Góes e Venturini, uma joint venture entre uma vinícola paulista e uma gaúcha, pois aos poucos, com produtos simples e de média gama, a empresa tem trazido alguns bons caldos pro mercado. E como tenho frequentado São Roque, no interior de Sampa, a um bom tempo (sede da Vinícola Góes), tenho tido contato com muitos de seus produtos. E é sobre um de seus produtos que eu vou falar aqui hoje.


O vinho de hoje é feito com uvas 100% Cabernet Sauvignon plantadas em Santana do Livramento (segundo consegui apurar), no Rio Grande do Sul e tem a intenção de ser um vinho de entrada da vinícola. Não tem passagem por madeira e tem grau alcoólico de 13%. Vamos as impressões.

Na taça apresentou uma cor violácea de média para grande intensidade, alguma transparência com lágrimas finas, levemente coloridas tingindo o corpo da taça.

No nariz o vinho apresentou frutas vermelhas, um herbáceo lembrando algo um pouco verde e algo meio adocicado que eu não consegui distinguir.

Na boca o vinho tinha um corpo leve, boa acidez, taninos bem discretos e um único detalhe que incomodou um pouco: tinha um certo amargor final. Nada porém que pudesse penalizar o vinho.

Um vinho correto, cumpre seu papel de ser um vinho de entrada e que, pode ser usado para fazer uma transição entre as pessoas que ainda gostam de vinhos "docinhos" para os vinhos finos. E é só.

Até o próximo.

Sunday, March 4, 2012

Domaine Jean Bousquet Cabernet Sauvignon 2010

Mais um bom vinho desta família francesa que se radicou em Mendoza e que vem tirando bons néctares, de maneira orgânica da região do Vale do Tupungato (o outro foi um Pinot Noir Reserva, que vocês podem conferir aqui). As uvas 100% Cabernet Sauvignon são colhidas de vinhedos a mais de 1000m acima do nível do mar, sendo que o caldo passa  6 meses por envelhecimento em carvalho francês e americano, para afinamento. Vamos as impressões.


Na taça o vinho apresentou uma bonita cor violácea de média intensidade, pouca transparência e com lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas. 

No nariz o vinho abriu com frutas vermelhas maduras, um pouco de pimentas doces e ligeira lembrança láctea ao fundo, algo como chocolate ao leite.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez, taninos macios e ligeiramente rascantes. Retrogosto trazendo de volta frutas e um pouco de baunilha. Final de curta para média duração.

Mais um excelente opção de vinho para o dia a dia, que não tem defeitos e que vai agradar a maioria por ter esse ataque adocicado no começo.

Até o próximo.

Saturday, March 3, 2012

Santa Rita Reserva Carmenére 2007

Depois de um longo e tenebroso inverno o blog volta a suas atividades e espero que, com todo o gás! E volta com um bbb (vulgo bom, bonito e barato) no mundo dos vinhos, pois eu considero uma ótima opção nos vinhos de entrada. E olha que no Chile existem muitos "santas" que são bem ruinzinhos. No caso deste aqui, eu entendo que é um dos melhores desta categoria. De qualquer forma, opinião é opinião. Feito pela gigante Viña Santa Rita (umas das maiores vinícolas chilenas), este vinho é o vinho de entrada da vinícola, feito com uvas 100% Carmenére do Vale do Rapel, no Chile e passa por envelhecimento de 8 meses em barricas de carvalho americanas e francesas de primeiro, segundo e terceiro usos. Vamos as impressões.


Na taça uma cor rubi violácea bem intensa e escura, com certo brilho e lágrimas finas, rápidas e levemente coloridas.

No nariz muito aroma de frutas escuras frescas, especiarias tendendo para pimentas e algo de baunilha e chocolate ao fundo.

Na boca corpo leve-médio, boa acidez, taninos redondos e macios com um retrogosto que remete as mesmas frutas escuras e chocolate sentidos no nariz. O final é um pouco curto, mas já era um pouco esperado

O vinho é bem feito, não tem defeitos e serve perfeitamente para o dia a dia ou mesmo para alguma comemoração sem muita formalidade. Deve ir bem com carnes vermelhas e massas sem muita condimentação, com molho de tomate. Eu gosto e não nego.

Até o próximo.