Tuesday, September 29, 2015

Festival do Espumante SBAV 2015 - Um passeio pelas borbulhas!

Na última sexta feira aconteceu no Hotel Pestana São Paulo o Festival do Espumante 2015, uma ótima oportunidade de degustar e promover o espumante e difundir a bebida entre nós, consumidores além de profissionais da área. O evento, organizado pela SBAV (Associação Brasileira dos Amigos do Vinho) contou com as presenças da Pizzato, Aurora, Salton, Decanter, Perini, Miolo, Valmarino, MoëtHennessy, Adolfo Lona, Cave Geisse e cinco produtores da Campanha Gaúcha. O ambiente estava propício para tal, afinal o dia inteiro fez muito calor e a desconcentração com que os vinhos espumantes foram apresentados, atraiam muitas pessoas para o salão do hotel. Abaixo destaco alguns espumante que, segundo minha opinião, foram destaques no evento.


Adolfo Lona Brut Rosé: espumante elaborado pelo método charmat e que possui em sua composição Chardonnay e Pinot Noir. Este vinho é mais fresco, fácil de beber e entender. Tinha uma coloração salmão puxando casca de cebola roxa com borbulhas minúsculas, extremamente abundantes e persistentes. No nariz o vinho alternava frutos vermelhos frescos com toques cítricos, lembrando um pouco de abacaxi e limão siciliano. Na boca tem boa cremosidade, aliando ainda boa acidez e e estrutura média. Retrogosto confirma olfato e o final é de média para longa duração. Sem dúvida um belo vinho espumante;


Poesia do Pampa Brut Guatambu: este espumante é elaborado pelo método champenoise e que possui em sua composição uvas Chardonnay e Suavignon Blanc de Dom Pedrito, na fronteira com o Uruguai. De cor amarelo palha com reflexos esverdeados, o espumante tinha um perlage intenso e de pequenas borbulhas em abundância. Toques de frutos cítricos e maçã verde com leve lembrança de panificação ao fundo. Na boca fazia a diferença com muito frescor e cremosidade, com um equilibrio incrível. Retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração;


Hermann Lirica Brut: este é um espumante de todo curioso, começando por sua composição, 75% de Chardonnay e 25% de Gouveio de vinhedos localizados em Pinheiro Machado, no Rio Grande do Sul (Serra do Sudeste) também feito pelo método champenoise. Resulta num vinho espumante de coloração amarelo palha com reflexos esverdeados com uma perlage intenso e abundante. Toques de frutos cítricos, flores e com um fundo notadamente de panificação. Na boca era fresco e cremoso, com o retrogosto confirmando o olfato e um final longo e limpo. Mais uma bela descoberta;


Pizzato Brut: mais um vinho espumante que tem como base as uvas Chardonnay e Pinot Noir, também pelo método champenoise. Ostenta a DO Vale dos Vinhedos em seu rótulo. Cor amarelo palha com reflexos esverdeados, perlage abundante e de finas borbulhas. Aromas de frutos tropicais e cítricos, flores e panificação. Cremoso e fresco, este vinho espumante confirma o olfato com o seu retrogosto. Delicioso e longo;


Valmarino Brut Rosé: este vinho aparece aqui para fechar o post por ser muito curioso, composto por uvas Sangiovese e Pinot Noir, feito pelo método champenoise. Apresenta coloração rosada tendendo a um acobreado/alaranjado com boa formação de perlage. Aromas de frutos vermelhos e cítricos com algo de panificação. Fresco e com boa cremosidade, se tornando fácil de beber. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração. Vale conhecer.

É evidente que tínhamos muitas outras opções de bons vinhos espumantes, o que só vem a provar que o Brasil realmente está um passo a frente no tocante a esta bebida. Mas, para não me tornar cansativo, escolhi estas dicas acima e espero que tenham gostado. Um grande evento promovido pela SBAV e que, ano após ano entra para o circuito dos eventos reconhecidamente tradicionais do calendário de Sampa.

Até o próximo!

Friday, September 25, 2015

Hidalgo Castilla Verdejo 2014: A saga do vinho branco versus o calor continua

Continuando na onda branca (vinhos brancos) aqui no blog, afinal com esse calorão me sinto estimulado a consumir tais vinhos, viajamos diretamente para a Espanha. E encontramos uma casta que apesar de ter sua fama pelas terras de lá, eu percebi que pouco consumi até então. Hora de virar o jogo e comentar sobre o Hidalgo Castilla Verdejo 2014. Nota mental: consumir mais vinhos brancos, mesmo no inverno ou em temperaturas mais amenas, pois eles também guardam boas surpresas e prazer.


A Bodegas Verduguez, produtora do vinho, é uma empresa familiar (atualmente na quarta geração), na cidade de Villanueva de Alcardete, na parte oriental da província de Toledo, na fronteira com a província de Cuenca. A Bodega está registrada no Conselho Regulador da DO La Mancha que apoia e destaca a alta qualidade de seus vinhos. A adega atual foi fundada no mesmo ano em que foi construída, 1950, só que com outro nome. A partir de 1994 o atual presidente, Miguel Angel Verduguez Morata, num claro compromisso com a qualidade, começou a mudar a produção de vinhos tintos e brancos, e ao invés de vendê-los a granel, passou para o desenvolvimento de vinhos varietais puros com a preparação e caracterização necessária para atender às necessidades do mercado.

Sobre o Hidalgo Castilla Verdejo 2014, podemos acrescentar que faz parte da seleta gama de vinhos especiais da vinícola e que é feito com 100% de uvas Verdejo sem estágio em barricas de madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração amarelo palha com reflexos ainda esverdeados e joviais. Lágrimas de médio volume e de velocidade moderada também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos, frutos tropicais como maçã verde e pêssego e toque florais. 

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio com uma acidez ligeiramente pronunciada. O retrogosto confirma o olfato e adiciona uma nuance mineral e herbácea ao vinho.

Um vinho jovem, simples e bem fácil de beber, daqueles que quando você percebe, a garrafa secou. Eu recomendo a prova. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Thursday, September 24, 2015

Paralela Grasevina 2013: Vinho branco croata para combater o calor!

Passando por essa onda de calor que nos assolou em pleno inverno e que persiste ainda na primavera, tenho bebido muito vinho branco, coisa pouco comum em casa, e tenho me surpreendido positivamente cada vez mais. O vinho que trago hoje é oriundo da Croácia, o Paralela Grasevina 2013. Vamos ver o que descobrimos sobre ele?


A Krauthaker Vineyards & Winery, produtora do vinho em questão, possui vinhedos onde 38 diferentes variedades de uvas crescem, e estão localizados na região vinícola Kutjevo, na encosta sul de Krndija - uma colina eslovena parcialmente inserida dentro do Papuk Nature Park. Tudo isso na Croácia. Difícil não? E é, pois é muito pouco divulgado por aqui, em nosso mercado. Vlado Krauthaker, bacharel em agronomia e enólogo, proprietário da Krauthaker Vineyards & Winery, contribui para enriquecer a viticultura e a enologia da região Kutjevo. Na época de sua fundação, a vinícola tinha em sua propriedade 1 hectare de vinhas, no entanto, até 2010, a vinícola tornou-se proprietária de 32 hectares de vinhedos. A adega opera hoje com mais 68 hectares de vinhas de propriedade de terceiros. A atenção especial é dada à variedade indígena conhecida como "Graševina", cujos vinhos são frequentemente premiados com medalhas de ouro em feiras e exposições de vinho ao redor do mundo. Entretanto, são produzidos vinho de outras variedades de uva: Chardonnay, Pinot Gris, Zelenac, Merlot e Pinot Noir. 

Sobre o vinho de hoje, o Paralela Grasevina 2013, podemos ainda acrescentar que o vinho é um corte da uva nativa Graševina com a internacional Riesling sem estágio por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor amarelo palha com tendência ao dourado, brilhante e bem limpida. Lágrimas finas, incolores e rápidas também apareciam na taça.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos (limão siciliano) e frutos tropicais (pêssego), toques herbáceos e algo de mel.

Na boca o vinho apresentou corpo médio com uma acidez na medida. O retrogosto confirma o olfato e adiciona um quê mineral, algo como maresia, salobridade. O final era de média duração.

Mais um curioso vinho diretamente da Croácia que ajudou a diminuir o calor de uma noite dessas em Sampa. Acompanhou filé de peixe ao molho de tomates c/ cogumelos frescos e brócolis. Eu recomendo a prova. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Wednesday, September 23, 2015

Casarena Jamilla's Single Vineyard Perdriel 2012: Elegância a toda prova!

Casarena Bodegas & Viñedos (traduzido como "Casa de Areia") tem este nome em virtude do estuque exterior em tons de terra da vinícola, localizada em Brandsen Street, no coração do distrito de Perdriel, na região de Luján de Cuyo, a cerca de 20 minutos do centro de Mendoza. Este projeto viticultural começou em 2007 após a reconstrução de uma vinícola familiar centenária (datada de 1937). O prédio antigo, onde a Bodega Casarena se encontra, foi totalmente renovado para a operação de uma adega state-of-the-art, que combina os melhores dos processos tradicionais com as mais recentes inovações tecnológicas. No momento, tem uma capacidade de 650.000 litros em tanques de revestidos com epoxi e equipados com um sistema de aquecimento e arrefecimento, o que ajuda a evitar alterações de temperatura durante o processo de fermentação. A adega tem também 175 mil litros de capacidade em tanques de aço inoxidável e uma sala especial projetado para armazenar 400 barris de carvalho, com temperatura controlada e sistema de umidade.


Falando um pouco mais sobre o Casarena Jamilla's Single Vineyard Perdriel 2012, podemos acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Malbec de Agrelo & Perdriel, Luján de Cuyo, Mendoza. A fermentação acontece com leveduras naturais e o vinho passa por malolática e envelhecimento em barris de 500 litros. Vamos as impressões?

Na taça o vinho mostrou coloração de um profundo violáceo, brilhante e limpido. Lágrimas finas, rápidas e abundantes, com bastante cor, também se faziam presentes.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos vermelhos, grafite, chocolate e florais. Sem exageros.

Na boca o vinho tinha corpo médio para encorpado, boa acidez com taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um belo vinho, acima de qualquer suspeita. Não é pesado nem tão pouco enjoativo, amigo de uma boa mesa como de um bom papo. Foi ganhador de troféu na premiação do Argentina Wine Awards 2015 na categoria Malbecs. Estará na prova principal do Argentina Tasting Experience (relembrem  o que é e quando será aqui). Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, September 22, 2015

Peñasol Selección Tempranillo Garnacha: Um BBB espanhol!

Em tempos de crise, como os que passamos hoje em dia, nada melhor do que encontrarmos opções mais em conta para produtos que gostamos de consumir. E este vinho que vamos falar hoje, o Peñasol Selección Tempranillo Garnacha, com certeza se encaixa nesta categoria. Veja, não espere qualidade de Grand Cru de Bordeaux aqui mas sim o prazer de conseguir consumir um vinho que se encaixa no dia a dia.


Este vinho é produzido pela Félix Solís, uma empresa familiar dedicada à produção de vinhos de qualidade, suco de uva e sangria. A empresa tem duas adegas nas denominações mais importantes no centro da Espanha; Valdepeñas e La Mancha. A adega de Valdepeñas foi inaugurada em 1975 com algumas das melhores e mais modernas técnicas de produção e engarrafamento disponíveis até então. O site é uma das maiores empresas familiares em termos de recepção de uva, com uma capacidade de colheita diária de 7,5 milhões de quilos e uma adega de vinificação para 175 milhões de quilos de uvas. Para efeitos do envelhecimento tradicional, o site tem uma grande cave com barricas de carvalho americano, necessário para a produção de Crianzas, Reservas e Gran Reservas. A adega lançou com sucesso uma série de marcas, incluindo Vina Albali e Los Molinos, muito conhecidas pelos consumidores espanhóis. Já a adega Félix Solís em La Puebla de Almoradiel está localizada em La Mancha, com uma grande tradição no cultivo de uva e produção de vinho. Suas modernas instalações são perfeitas para a produção de vinhos jovens produzidos com variedades de uvas indígenas e internacionais. A adega de La Mancha teve sua primeira colheita em 2011 e os seus vinhos, Caliza e Vina San Juan, já receberam prêmios em alguns dos concursos de vinhos internacionais de grande prestígio.

Sobre o Peñasol Selección Tempranillo Garnacha, podemos acrescentar que é um vinho considerado um Vino de la Tierra de Castilla, o equivalente ao francês Vin de Pays, sendo uma indicação geográfica para vinhos espanhóis localizada na região autônoma de Castilla La Mancha. É feito a partir de um corte (50% de cada) de uvas Tempranillo e Garnacha sem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas se faziam notar. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros e leve toque floral.

Na boca o vinho apresentou corpo leve, boa acidez e taninos finos e macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de curta para média duração.

Se você gosta de vinhos simples, sem defeitos e que pode acompanhar desde um papo até comidas mais leves, este pode ser o seu vinho. É vendido na rede Pão de Açúcar por algo em torno de 25 dinheiros e não decepciona, entrega o que promete. Eu recomendo.

Até o próximo!