sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Mais um capítulo da série: por que eu não queria a copa do mundo no Brasil.

DENISE MENCHEN
da Folha de S.Paulo

Nove dos 15 aeroportos situados nas cidades-sede da Copa de 2014 têm mais aviões no solo do que posições de estacionamento no pátio no horário de pico. Os dados constam de um estudo feito por Elton Fernandes, da Coppe/UFRJ e presidente da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Transporte Aéreo, com apoio do Snea (sindicato das empresas aéreas).

O pesquisador analisou o número de voos autorizados nos cinco minutos mais críticos de cada aeroporto nas sextas-feiras de outubro. O problema foi maior em Guarulhos, Congonhas e Brasília, que tinham, respectivamente, 12, dez e nove aeronaves a mais do que posições para estacionamento.

Para o diretor técnico do Snea, comandante Ronaldo Jenkins, isso pode travar o desenvolvimento do mercado aéreo nacional, que, até novembro, cresceu 15,6% sobre igual período de 2008. Ele teme que, com os pátios dos aeroportos perto da capacidade máxima, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) deixe de autorizar novos voos nos horários de maior demanda.

A Anac afirmou que, sempre que recebe um pedido de autorização de novo voo, requisita parecer técnico à Infraero. Disse ainda que, nos aeroportos de Congonhas e de Guarulhos, já há restrição a novos voos. A Infraero não se manifestou.

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