quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Violência no futebol virou banalidade

Parece que não ficamos cansados de receber/ver notícias sobre violência no futebol de tempos para cá. É verdade que a maioria das vezes esta violência vem das arquibancadas e se encerra em batalhas campais pelas ruas das cidades. Mas ao que tudo indica estamos chegando a um nível onde o profissional que faz o espetáculo, o jogador, não tem o direito de ser bem remunerado pelo que faz (tá certo que existe muito exagero quando falamos de algumas minorias de clubes granes) e não tem mais o direito de exercer sua profissão em paz. Não está entendendo onde quero chegar, certo? Neste post quero discutir um pouco sobre o ocorrido neste início de semana com o atacante Vagner Love, da Sociedade Esportiva Palmeiras. Ele foi agredido verbalmente e fisicamente por três covardes enquanto se dirigia a uma agência bancária nas imediações do Palestra Itália onde iria participar de mais uma série de treinamentos no período da tarde.

Vale lembrar que quem protagonizou esta cena de barbárie se diz "torcedor organizado" do clube, tem livre acesso aos estádios, clube, treinos, etc. e mais do que isso, tem o aval das diretorias do clube para protagonizar tais cenas. Nunca é demais frisar que o envolvimento entre as torcidas organizadas e as diretorias é muito estreito, inclusive com denúncias de utilização dos clubes para financiamento e facilitações para tais indivíduos.

Mas afinal, para que servem as torcidas ditas organizadas? Elas usam cantos e uniformes que exaltam elas mesmas em detrimento dos times, sempre arrumam maneiras de não pagar ingresso, geralmente fazem arruaças e criam situações que ameaçam a integridade física de jogadores, dirigentes e demais torcedores.

É preciso que as autoridades discutam seriamente punições mais severas para este tipo de comportamento, afinal estamos vislumbrando ainda a realização de um mundial de futebol no país. Não temos ao menos explicações e investigações convincentes em todos os episódios que cercam estes bandos uniformizados. É claro que existem exceções, mas a cada dia que passa estas estão se tornando mais e mais raras. É triste ver que nosso futebol acaba por se tornar refém deste tipo de situação. Precisamos dar um basta nestes episódios e acabar com a confusão que se faz entre facções criminosas e torcidas organizadas.

Vamos ver quais serão as cenas dos próximos capítulos..

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