segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Quanto vale uma vida?!


Confesso que estou estarrecido com a notícia da morte do jovem jogador de futebol William Moraes, oriundo das categorias de base do Corínthians, e que estava emprestado para ganhar experiência em outro clube. Sei que muitos irão dizer que este é nosso cotidiano, que muitas mortes similares acontecem a toda hora/todo dia e que esta só teve uma repercussão maior por ser um jogador de futebol. Sim, eu concordo em gênero, número e grau com todos e é mais ou menos por isso que estou escrevendo hoje. Para ilustrar isso ainda tivemos hoje um tiroteio em um shopping na capital paulista. E o pior, o bandido responsável pelo tiro no William teve a cara de pau de falar: “antes ele do que eu..”. Bárbaro!

Atualmente somos reféns de uma corja de bandidos que agem impunemente em qualquer lugar, qualquer hora e que não tem nada que meça as consequências de seus atos. Ultimamente não podemos sair de casa e saber se voltaremos inteiros, se teremos todos nossos bens de volta conosco e por ai vai. Mas a pergunta que não se deixa apagar é: será que qualquer bem que possuamos vale a nossa vida? É claro que eu sei a resposta e aliás, todos nós sabemos. Mas se matam por uma corrente de ouro, por um relógio, por um celular, o que está acontecendo? Quais são os valores(morais)  envolvidos nestes crimes e que norteiam estas pessoas?

Governantes lançam na mídia números e se gabam deles dizendo que a taxa da violência, principalmente no estado de São Paulo diminui em comparação a medições anteriores. Mas e daí? Se mesmo assim ainda vivemos em um estado/cidade/país violento? Se não podemos juntar um dinheirinho e comprar um sonho que não sabemos se vamos ser assassinados por eles. E de concreto, o que temos em relação a ações de contenção/repressão/prevenção a o crime?  Afinal somos o país do desenvolvimento, da ascensão social, ou não? EU tenho minhas dúvidas.

Infelizmente o prognóstico não é bom e não vejo uma luz no final deste tunel. Será que ainda poderemos passear em paz com nossa família? Eu espero que um dia isso se torne uma realidade.

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