segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Ruffino Chianti 2010

Sabe um dia daqueles em que você chega em casa, cansado e um pouco incomodado com a semana que não fluiu legal, com fome e pensando em comer algo gostoso, não se importando com calorias e afins? Pois é, minha última quinta feira foi assim. E chegando em casa vi que tinha um pedaço de pizza ainda quente e não pensei duas vezes, decidi que iria come-lo. E eu queria um vinho para acompanha-lo, mas não iria abrir uma garrafa inteira e não tinha uma meia garrafa a mão. É nessas horas que se tem sorte de ter um mercado razoável perto de casa, que embora não tenha preços muito convidativos, pode fazer a diferença. E foi lá que eu encontrei este Chianti e como já tinha ouvido falar coisas boas a respeito, resolvi arriscar. E vocês vão conferir abaixo se valeu a pena.


Um pequena pausa para um pouco de história. Chianti, o mais famoso de todos os vinhos italianos, é produzido na região central da Itália, mais precisamente na Toscana, nas cercanias das cidades históricas de Florença e Siena. Os vinhedos de Chianti estão espalhados por toda a região, sendo que em 1932 foram definidas por lei sete zonas produtoras, dentro da apelação. São elas: Chianti Clássico, Colli Aretini, Colli Fiorentini, Colli Senesi, Colline Pisane, Montalbano e Rufina. Mesmo com a introdução das normas de DOC ( Denominazione di Origine Controlata) e DOCG (Denominazione di Origine Controlata e Garantita), estas subdivisões permaneceram inalteradas.

O Chianti tem um lugar especial no coração da vinícola Ruffino. Ele foi o primeiro vinho produzido por Ilario e Leopoldo Ruffino, os fundadores da empresa, e sempre foi referência de qualidade para toda a categoria de Chianti. Para muitos consumidores, Chianti Ruffino são duas palavras inseparáveis. O Ruffino, de fato, influenciou significativamente a percepção de quem gosta de um bom Chianti. Esses vinhos eram tradicionalmente famosos pela garrafa coberta de palha, mas que a partir de 1975 a Ruffino buscando uma nova imagem para os Chianti, substituiu essa tradicional garrafa por uma nova garrafa tipo "Florentina".

Voltando ao vinho, o mesmo é composto por 70% de uvas Sangiovese e o restante de uvas aprovadas no consórcio tais como Canaiolo e Colarino. O vinho passa por madeira, sem período ou tipo de madeira divulgados. Sem mais delongas, vamos a minhas impressões sobre o vinho.

Na taça o vinho apresentou uma cor rubi bonita, brilhante e com certa transparência. Lágrimas finas, rápidas e incolores complementam o aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas, terra e notas florais. Todos aromas muito harmônicos e elegantes, com muita qualidade.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez, taninos finos e macios. Retrogosto trazendo de novo frutas e flores num final de média para longa duração.

Um vinho bacana, acompanhou bem a pizza e que eu pretendo revisitar para uma comparação, até por que o preço pago pela meia garrafa realmente era um pouco aquém do esperado. Mas eu recomendo!

Até o próximo!

2 comentários:

  1. Qual o valor pago por meia garrafa na época e onde?

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    1. Prezado visitante, obrigado por estar por aqui.

      O preço do vinho na época beirou os 30 dinheiros e o mesmo fora adquirido no mercado chamado Santa Gema, em Sampa.

      Abraços,

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