terça-feira, 18 de setembro de 2012

Degustando as cegas: o Toro Loco realmente surpreende!!!

Ontem foi um dia para lá de especial. Estávamos diante da última degustação preparada pelo Beto Duarte para o seu guia Brasil as cegas e a saudade já começava a bater, afinal mesmo não tendo participado de todas estas degustações, pude fazer parte deste grupo de pessoas que muito me ensinaram ao longo deste período. E desde já agradeço por dividirem um pouco de seu conhecimento comigo, isso me ajudou muito. E a noite marcaria também por algumas surpresas durante a degustação. E a principal delas atendia pelo nome de Toro Loco Tempranillo 2011.


Para quem não esteve muito por dentro da história deste vinho, nas últimas semanas (talvez meses?) criou-se um hype em cima do mesmo pois durante umas das muitas degustações as cegas promovidas pelo International Wine and Spirit Competition este vinho acabou sendo preferido sobre outros "montros" como Costa di Bussia Barolo Riserva DOCG 2005 e o renomado Stag’s Leap Wine Cellars Artemis Cabernet Sauvignon 2009, isso levando em conta a diferença de preços entre eles: o Toro Loco custa pouco mais de 4 euros e os outros dois com preços dez vezes maiores. Além disso, ganhou nesta mesma competição uma medalha de bronze. Tudo isso somado ao fato de que este vinho é um vinho produzido para venda em uma rede de supermercados britânica, a rede Aldi,  gerou uma mídia muito forte na internet e outras. Produzido na região de Valência, na Espanha, o vinho é feito com 100% de uvas Tempranillo (uva típica espanhola) e não consegui descobrir se o mesmo passa ou não por madeira. Vamos a algumas impressões sobre o vinho.

Na taça ele apresentou uma cor violácea de média pra grande intensidade, pouco transparência e brilho mediano. Lágrimas finas, rápidas e com alguma cor ajudavam a tingir a taça.

No nariz o vinho é essencialmente frutado, com aromas de frutas vermelhas em evidência (cereja principalmente).

Na boca um corpo leve para médio, acidez na medida e taninos finos e macios, de boa qualidade. Retrogosto confirma o nariz num final de média duração. 

O engraçado de tudo isso é que o vinho realmente vale os R$ 25,00 pelo que é vendido, é bem feito e não possui defeitos aparentes mas, o que mais surpreendeu é que nesta degustação fora o preferido de muitos dos participantes e, para "piorar", no meu caso empatou na nota com o franco-argentino Cheval des Andes 2007 (já tendo comentado a safra 2005 aqui). Mais do que uma jogada de marketing, menos do que um ícone, o vinho cumpre e muito bem o seu papel. Em se tratando de vinho para o dia a dia, eu com certeza mais do que recomendo! 

Até o próximo!

Um comentário:

  1. Caríssimo, na minha comparação com vinhos da Espanha, com a mesma uva (tempranillo) o vinho Toro Loco não foi tão bem quanto relatado no seu post. Em suma, o Toro Loco é um vinho de dia a dia, mas não podemos deixar de anotar suas contradições e a frustação de expectaivas. Abraços, Rodrigo
    Obs.: meu post sobre o vinho - se quiser conferir - está no seguinte link:

    http://www.vinhoseviagens.com.br/2012/09/toro-loco-tempranillo-2011-nada-de-toro-nada-de-louco-seria-melhor-chamar-de-oveja-docil-critica-ou-elogio-toro-loco-day-torolo/

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