Tuesday, October 7, 2014

Les Amis Bordeaux 2010: Um Bordeaux simples e fácil de beber!

E pra finalizar os vinhos oriundos do último Winebar em companhia da Importadora Expand, trouxe pra mesa um exemplar vindo da região de Bordeaux, o Les Amis Bordeaux 2010. Vamos aos detalhes.


Este projeto denominado "Les Amis" advém da união de alguns vinicultores franceses, amigos, que possuem propriedades e empreendimentos vinícolas em diversas regiões da França e que juntos, no melhor estilo cooperativa, lançam vinhos sob os rótulos "Les Amis". E desde então, além da produção em mercado nacional, começaram a exportar seus vinhos para outros lugares do mundo e voilá, a Importadora Expand nos presentou com seus rótulos em território nacional.

Localizada na região de Bordeaux, a vinícola cumpre todas as regras de produção estabelecidas pela Denominação de Origem e estão anualmente sujeitos a um exame gustativo exigente. Este rigor é uma base qualitativa que diretamente garante a reputação mundial dos grandes vinhos de Bordeaux. A região possui clima oceânico temperado e apresenta solo calcário argiloso. O vinho é um corte composto de 60 % de uvas Merlot com 40% de uvas Cabernet Sauvignon.

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de média intensidade, bom brilho e boa transparência. Lágrimas finas, rápidas e incolores também compunham o conjunto visual.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos vermelhos, madeira e leve toque de especiarias.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos finos e macios. Retrogosto confirma o olfato e o final é de média para longa duração.

Mais um bom exemplo de um Bordeaux acessível e fácil de beber, mostrando que vinho não precisa ser complexo e complicado todos os dias. Eu recomendo.

Até o próximo!

The Crossings Sauvignon Blanc 2013: Elfos, Anões? Não, vinho branco!

Provavelmente você não deve ter entendido uma vírgula do título, e olha, pra ser sincero, eu acho que não consegui passar a mensagem que eu gostaria também. A questão é que, como estamos falando de um vinho da Nova Zelândia, quis fazer menção as filmagens da trilogia "O Senhor dos Anéis" e também de "O Hobbit"que aconteceram por lá. Dito isso, já acabei com o mistério do título. Vamos agora é falar do The Crossings Sauvignon Blanc 2013.


Formado por uma terra e clima bem incomuns, o vinho da Nova Zelândia levou apenas algumas décadas para figurar entre os favoritos entre os amantes do vinho em todo o mundo, especialmente o Sauvignon Blanc vindo de Marlborough. O país atravessa latitudes equivalentes a Itália, tem sol intenso, no entanto, o oceano circundante é frio e coloca a Nova Zelândia num espectro frio e limítrofe para o cultivo de uvas. Combinado com uma paisagem intocada e com uma robusta gama de viticultores comprometidos com práticas sustentáveis, o vinho da Nova Zelândia atinge sabores e purezas de intensidade incomparáveis. A maioria dos vinhedos do país encontram-se em vales e planícies protegidas ao longo da costa leste. Eles são todos diferentes e cada região vinícola da Nova Zelândia tem suas próprias forças. No entanto, nenhum deles tiveram um impacto maior sobre o mundo do vinho de Marlborough. Marlborough está na ponta nordeste da Ilha Sul da Nova Zelândia. Seus vales e planícies aluviais são limitadas pelo Oceano Pacífico, a leste e as montanhas em todos os lados, fornecendo abrigo que mantém esta região seca, ensolarado e quente.

Sobre o The Crossings Sauvignon Blanc 2013 pouco resta a se falar a não ser que é feito a partir de 100% de uvas Sauvignon Blanc oriundas do Awatere Valley, em Marlborough, na Nova Zelândia e o mesmo não passa por qualquer envelhecimento em madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração amarelo palha com reflexos verdeias, muito brilho e transparência. Lágrimas finas, rápidas e incolores também faziam parte do conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de mousse de maracujá e torta de limão além de um toque herbáceo delicado.

Na boca o vinho apresentou corpo leve para médio com uma bela e gulosa acidez, Retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um belo vinho neo zelandês que encanta pela beleza dos aromas e dos sabores que se contrapõem a elegância com que se mostram. Eu recomendo,

Até o próximo!

Friday, October 3, 2014

1º FESTIVAL DO VINHO SUL-AMERICANO: É HOJE!

A SBAV-SP organiza na data de hoje, o 1º Festival do Vinho Sul-Americano, que acontece no Hotel Golden Tulip Paulista Plaza.

Entre os participantes, já estão confirmadas as importadoras Decanter, Interfood, Zahil e Viníssimo e vinícolas de destaque, como a chilena Viña Ventisquero. Miolo, Perini e Aurora compõem o time de sul-americanos com rótulos brasileiros.

No evento, aberto ao consumidor final, também será possível comprar os rótulos, que estarão à venda. E é essa a parte mais legal do evento, afinal você poderá degustar e conhecer o que vai comprar!


1º Festival do Vinho Sul-Americano

Dia 3 de outubro (sexta-feira), das 16 às 21 horas

Hotel Golden Tulip Paulista Plaza [Alameda Santos, 85 - Jardins]

Para participar é necessário confirmar sua presença.

R.S.V.P.: (11) 3253.7052 | rsvp@ch2a.com.br

Até o próximo!

Thursday, October 2, 2014

Mettler Family Vineyards Petite Sirah 2010: Vinho americano na taça!

Nem bem voltei de viagem de quase duas semanas em terras americanas e resolvi beber um vinho em homenagem ao meu retorno. Iríamos fazer um bom e velho fondue de carne ao vinho e escolhi o Mettler Family Vineyards Petite Sirah 2010 para fazer os trabalho da noite. Vamos ver o que ele teve a nos dizer?


A Família Mettler, uma das mais antigas famílias de agricultores do Lodi, tem raízes na indústria do vinho que remontam à década de 1770, e tem cultivado uvas para vinho na apelação Lodi desde o final de 1800, quando as primeiras vinhas foram plantadas. A tradição da agricultura familiar continuou e na década de 1940, a sexta geração produtor de uva Carl Mettler casou com Gladys Handel, também de uma família de agricultores bem conhecidos na região. Isso ajudou a expandir as vinhas da família. Carl trabalhou em estreita colaboração com universidades próximas delegando a várias regiões demarcadas o plantio de variedades experimentais. Essa experimentação ajudou a estabelecer as condições de crescimento para as variedades específicas da apelação de Lodi. Hoje, Larry Mettler, o mais jovem dos três filhos de Carl, ainda cultiva os vinhedos originais da Mettler Vineyards.

Já que tanto falei a apelação Lodi, uma AVA americana famosa principalmente por seus vinhos feitos de vinhas velhas de uvas Zinfandel, vamos entender um pouco mais sobre a mesma. A apelação Lodi está definida e influenciada por sua proximidade com o Oceano Pacífico e com a baia de San Francisco. Situada diretamente a leste de San Francisco, na beira do Delta do Rio Sacramento, Lodi se aproveita da lacuna costeira onde as faixas litorais norte e sul se encontram na baia de San Francisco. Enquanto as temperaturas sobem no vale central, brisas marítimas frias são puxadas diretamente em toda a região Lodi criando um clima diferenciado que permite o cultivo de uvas na região a mais de um século. Gozando de um clima mediterrânico clássico, Lodi tem verões quentes e secos e invernos frescos, úmidos. Os dias de verão quentes e secos permitem as das uvas do Lodi sua maturação e o desenvolvimento de sabores de frutas maduras completos, enquanto as brisa marítimas tendem a manter a acidez natural do vinho, criando uma estrutura e complexidade nos vinhos produzidos.

Sobre a uva Petite Sirah em si eu pouco descobri, a não ser que foi criada inicialmente no Vale do Rhône e por lá é mais conhecida como Durif. Esta casta foi criada num cruzamento entre a Syrah e uma uva menos famosa autóctone do Rhône com o intuito de aumentar sua resistência a pragas. Com o passar do tempo no entanto se percebeu que a casta se adaptou muito bem ao clima mais seco da Califórnia onde passou a ser cultivada por alguns produtores, gerando vinhos interessantes até hoje. Finalmente o Mettler Family Vineyards Petite Sirah 2010 é feito com a seguinte composição de uvas: 90% Petite Sirah, 8% Cabernet Sauvignon e 2% Cabernet Franc. O mesmo passa por 21 meses em barricas francesas antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração violácea de grande intensidade, sem transparência e com algum brilho. Légrimas finas, abundantes, rápidas e bem coloridas também compunham o conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas escuras em compota, especiarias e toques de café com leite. Fundo de taça apresenta também aromas tostados.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, com taninos macios e redondos e uma boa e gulosa acidez. Retrogosto confirma o olfato e o final é de longa duração.

Mais um belo vinho americano por aqui, vinhos aliás que eu gosto muito por sinal, e que tem feito a alegria de todos aqui em casa. Este veio junto com a remessa do SmartBuy Wines Club. Eu recomendo.

Até o próximo!

Wednesday, October 1, 2014

Loma Larga Cabernet Franc 2008: Diretamente do Chile para a #CBE

É mais uma vez aquela época do mês em que os enoblogueiros espalhados por este Brasil (e mundo) afora se unirem em mais uma degustação virtual, a já conhecida por aqui #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs. Desta vez quem escolheu foi o Felipe Silva E Silva do blog BebadoVinho: "Um vinho 100% CABERNET FRANC, de qualquer país e faixa de preço". Como minha esposa estava em viagem pelo Chile e queria trazer uns vinhos que ela andou vendo por lá, enquanto ela me mandava as fotos eu a ajudava a escolher. E foi assim que o Loma Larga Cabernet Franc 2008 veio participar da festa.


Como já comentado anteriormente por aqui: "Don Manuel Escudero Joaquin Diaz Alvarez de Toledo, bisavô dos proprietários da Loma Larga Vineyards, trouxe pessoalmente em sucessivas viagens a Paris e Bordeaux, cepas as quais ele plantou com consultoria de enólogos também franceses, em sua propriedade agrícola "Chacra Victoria", localizada ao leste do que hoje é a rua Santa Rosa, da cidade de Santiago. Com o sonho de manter viva essa tradição vitivinícola, o que levou seus ancestrais a produzir vinhos de alta qualidade, que foram inclusive exportados para a Europa, a família começou a plantar as vinhas que existem atualmente na Loma Larga Vineyards ainda em 1999. Anteriormente porém, ainda em 1994 se iniciaram os estudos de clima e solos para entender o potencial do "Terroir" da Loma Larga".

Agora falando um pouco mais sobre o Loma Larga Cabernet Franc 2008, ele é um vinho com uvas colhidas na DO Vale da Casablanca que após a fermentação malolática passou por estágio de 14 meses em barricas francesas. Após este período não foi filtrado e foi engarrafado, estando liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de grande intensidade com algum brilho e pouca transparência. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas tingiam as paredes da taça. 

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos escuros, toques de especiarias, flores e algo de coco.

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos macios e redondos. o retrogosto confirma o olfato e final era guloso e de longa duração.

Mais um bom vinho Chileno provado por aqui, este parte do desafio mensal da #CBE, desta vez cumprido dentro do prazo estabelecido. Eu recomendo.

Até o próximo!