Wednesday, April 6, 2016

Divulgação: Wine Seasons Festival em São José dos Campos


Como eu já falei em um post anterior, sobre a descentralização dos eventos de vinho, agora é a vez de divulgarmos um evento bacana no interior de São Paulo, mais especificamente em São José dos Campos. Já tive a oportunidade de ir a um destes eventos num passado não muito distante e fico feliz com a oportunidade de uma nova edição. Vejam abaixo:

"Os amantes do vinho e os profissionais ligados à área vitivinícola têm encontro marcado em São José dos Campos, no próximo dia 03 de junho, quando acontece o Wine Seasons Festival, no Hotel Nacional Inn.

O evento pretende reunir na cidade renomados produtos de vinhos nacionais e internacionais, importadores e exportadores, distribuidores, fabricantes de acessórios e prestadores de serviços do segmento, além do público em geral. Dentre os expositores já confirmados, estão a vinícola Miolo e a importadora Portus.

O objetivo do evento é apresentar as novidades do setor e oferecer oportunidades de negócios para os profissionais da área. Além de produtos e serviços ligados à vitivinicultura, o público também poderá conhecer as novidades do mercado de azeites.

Os visitantes que comparecerem ao evento, que será realizado das 17h às 21h, poderão ter contato com o melhor do mundo dos vinhos, participar de degustações e de palestras com renomados profissionais. Entre os participantes estão confirmados sommeliers, enólogos e produtores de vinho.

O evento tem realização e comercialização das empresas Proimagem Eventos e TextoPP e apoio do Sinhores (Sindicato de Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares). Para mais informações sobre como participar do evento, é só ligar para: (12) 3923.3393"

Evento: Wine Seasons Festival 

Quando: 3 de junho 

Horário: 17h às 21h 

Local: Hotel Nacional Inn (Av. Dep. Benedito Matarazzo, 9009) – S. J. Campos 

Informações: (12) 3923.3393 


Informações e Credenciamento para Imprensa: Alameda Comunicação (12) 3923.9818

Tuesday, April 5, 2016

Pasquale Cantina & Montessu IGT: A Itália em sua melhor forma!

Um passeio em família que culmina com um belo almoço, merece sempre o bom e o melhor. E, imbuído desta missão, procurei um lugar que apresentasse um comida que nos confortasse, um ambiente que nos acolhesse e que coubesse no bolso. Foi ai que descobri a Pasquale Cantina, no coração do bairro boêmio da Vila Madalena, zona Oeste de São Paulo. Afinal era por ali que aproveitávamos que era feriado e a cidade estava mais vazia e menos tumultuada para fazer um pouco de turismo em São Paulo.

A Pasquale Cantina é um dos restaurantes em São Paulo certificados pelo "Ospitalità Italiana", cujo objetivo é avaliar a hospitalidade e a tradição italiana, sendo que os requisitos para a certificação englobam desde a presença de, ao menos, um funcionário fluente em italiano até a proposta gastronômica, que deve conter pratos e vinhos da tradição do país e serem elaborados com produtos comprovadamente de origem italiana. E isso não é difícil para o Sr. Pasquale Nigro, dono do lugar, e sua origem lá na Puglia. Tendo suas portas abertas em 2001, a cantina se viu obrigada a diversas expansões ao longo do tempo, dada a fama que se abateu por lá. Entretanto, conseguiu ao longo destas mudanças, manter as tradições e o bom atendimento do passado, aliado a um ambiente rústico e sem formalidades. O único por menor é que como existem ambiente abertos, não existe ar condicionado e em dias mais quentes, pode ser um problema. Existe ainda por lá uma bela seleção de antepastos e entradinhas caseiras que valem conhecer. Além disso, o lugar funciona também como um empório, onde você pode comprar massas frescas, molhos prontos, antepastos, vinhos e acessórios.


Os pratos que pedimos estavam dentro de uma seleção "mais vendidos" do cardápio, e não decepcionaram. Eu optei pelo famoso Pene à “Pérola Negra” (molho a base de tomate picado, mozarella de búfala, alho, azeitonas pretas, pancetta, manjericão e pecorino romano), simplesmente perfeito, rústico nos sabores, que eram harmônicos entre si e com a massa al dente, exatamente como eu gosto. Já minha esposa foi no tradicional “Spaghetti à Carbonara” que também não decepciona e você pode ainda, alternar entre a pancetta e o bacon para compor seu molho. Por fim, minha filha foi de Orecchiette à Caprese, com bastante mozarella de búfala, manjericão e tomate cereja numa massa que parecem pequenas conchinhas, cozidas a perfeição.


Uma refeição destas não poderia deixar de contar com um belo vinho para acompanhar. E a escolha recaiu sobre o Montessu IGT 2010. Este vinho é produzido pela Agricola Punica, uma joint venture entre Sebastiano Rosa, o homem por trás do vinho Sassicaia, a Cantina de Santadi, a Tenuta San Guido, Antonello Pilloni presidente da Santadi e do lendário enólogo Giacomo Tachis. Em 2002, a Agricola Punica comprou uma terra de 170 hectares dividida em duas propriedades: Barrua e Narcao, situadas na zona sudoeste da Sardenha, em uma área conhecia como "Sulcis Meridionale". As vinhas situadas em Barrua e Narcao caracterizam-se por 15 hectares de Carignano, plantados em 1990 e 50 hectares de novas plantações de Carignano, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot. Os solos são muito profundos e rochosos, com uma boa parcela de argila. A Agricola Punica produz dois vinhos com base na uva Carignano, Barrua e Montessu ambos IGT Isola dei Nuragui, nome que remete às torres antigas de pedra construídas por nuraghes que habitaram esta ilha do período neolítico até 238 AC, quando a Sardenha passou a fazer parte do Império Romano.

Sobre o Montessu IGT 2010, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de uvas Carignano, Syrah, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon e Merlot. Passa ainda por amadurecimento e envelhecimento em barricas de carvalho francês durante 15 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi de média para grande intensidade com ligeiro halo granada nas bordas. Algum brilho, boa limpidez e lágrimas finas, rápidas e sem cor.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos negros, café com leite, alcaçuz, especiarias, chá preto e algo mentolado também.

Na boca o vinho era encorpado, taninos marcados, rústicos mas de boa qualidade e uma gulosa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e marcante. 

Uma bela refeição e um belo vinho italiano para fechar um passeio em família de maneira magistral. Eu recomendo a prova, da cantina e do vinho. Quem ainda não foi, deve ir . Penso que não se arrependerá.

Até o próximo!

Monday, April 4, 2016

Evel Douro Branco 2014

A Real Companhia Velha, produtora deste vinho, é a mais antiga e emblemática empresa de vinhos de Portugal, tendo celebrado 258 anos de existência e de atividade ininterrupta ao serviço do Vinho do Porto. Para trás, fica o registo de uma história fabulosa e de um passado glorioso. Para o futuro, permanece a vontade de manter um elevado padrão de qualidade dos seus vinhos e a confiança numa Companhia onde o rigor e a visão de fazer ainda mais história são uma preocupação constante. Desde a sua instituição por Alvará Regio de El-Rei D. José I, em 10 de Setembro de 1756, a importância desta Ex-Majestática Companhia ficou bem patente através dos valiosos serviços prestados à comunidade. Proprietária de algumas das melhores quintas do Douro, a Real Companhia Velha tem sabido preservar e honrar a sua tradição, apostando no futuro, através de um constante processo de modernização e experimentação na Região Demarcada do Douro.


Evel é uma das mais antigas e carismáticas marcas de vinho em Portugal, tendo sido registada em 1913. A curiosidade do seu nome fantasia provém do fato de não ter um significado próprio, para além daquele que resulta da leitura do seu anagrama: Leve. O vinho Evel Douro Branco 2014 é produzido a partir de uvas Viosinho, Rabigato, Fernão Pires e Moscatel provenientes de vinhas plantadas na Quinta do Casal da Granja e Quinta do Cidrô, localizadas nos conselhos de Alijó e S. João da Pesqueira, respectivamente. Por fim, não passa por estágio em madeira, somente em tanques de inox até seu engarrafamento. Vamos às impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração amarelo palha com reflexos dourados, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores compunham também o aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou notas de frutos tropicais, frutos cítricos, flores brancas e leve toque mineral ao fundo.

Na boca o vinho tinha corpo médio com uma acidez elétrica. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo, cremoso e saboroso.

Mais um belo vinho português por aqui, que fez a alegria na sexta-feira santa aqui em casa e que, acompanhou bem um belo filé de pescada branca frita, purê de ervilhas e saladinha de tomates e cebola roxa. A harmonização foi uma delícia. Eu recomendo a prova. A receita é da Rita Lobo em seu programa no canal de TV a cabo GNT.

Até o próximo!

Friday, April 1, 2016

Divulgação: Curitiba recebe grande prova de vinhos do Porto e do Douro

Eu ouço bastante que o eixo Rio-SP (mais São Paulo mesmo) concentra grande parte dos eventos que acontecem no país, sejam quais mercados estejamos falando, mas em especial quando falamos de vinho. Mas, ao que tudo indica, estamos vendo um movimento no sentido contrário desta tendência, com a disseminação dos eventos por todo o Brasil. E é sobre isso que quero falar hoje.


No primeiro grande evento de 2016 dedicado aos apreciadores de vinho em Curitiba, o Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) promove, dia 4 de abril (segunda-feira), uma grande degustação gratuita no Hotel Pestana. Mais de 30 empresas e cerca de 40 marcas portuguesas estarão representadas e poderão ser degustadas por formadores de opinião, jornalistas, chefs e público em geral.

Das 15h às 20h, os produtores apresentarão aos visitantes as mais recentes novidades e rótulos icônicos no mercado brasileiro. O crítico Alexandre Lalas, das revistas Gula e WINE – A Essência do Vinho, comandará ainda duas provas comentadas – “À Descoberta do Vinho do Porto” e “Uma Viagem pelo Douro” –, dirigidas a jornalistas e profissionais convidados.

Estão confirmados os seguintes produtores: Alpalina, Casa Ferreirinha, Cockburn’s, Croft, Dow’s, Dalva, Duorum, Fonseca, Graham’s, Lavradores de Feitoria, Messias, Poeira, Poças Júnior, Quinta da Casa Amarela, Quinta do Crasto, Quinta Dona Leonor, Quinta das Lamelas, Quinta do Monte Xisto, Quinta dos Murças, Quinta Nova, Quinta do Noval, Quinta do Pessegueiro, Quinta do Portal, Quinta de la Rosa, Quinta de Santa Eufémia, Quinta da Touriga-Chã, Quinta de Valbom, Quinta da Veiga, Quinta do Vallado, Ramos Pinto, Real Companhia Velha, Romaneira, Sandeman, Taylor’s, Vale da Veiga, Vicente Faria Vinhos e Wine & Soul.

Os interessados em participar da degustação aberta devem fazer inscrição online e obrigatória, através do endereço http://cadastro.portointernationaltasting.com

O Brasil é um dos principais mercados para os Vinhos do Porto e do Douro. No calendário de ações promocionais organizadas pelo IVDP neste ano, estão previstas degustações no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Serviço:

Degustação aberta de Vinhos do Porto e do Douro

Data: 4 de abril (2ª feira)

Horário: 15h às 20h

End.: Hotel Pestana (Rua Com. Araújo, 499 I Centro I Curitiba-PR)

Inscrição: Gratuita mediante cadastro no site http://cadastro.portointernationaltasting.com

Casa Valduga Gran Reserva Heitor Villa-Lobos Cabernet Sauvignon 2006

Hoje é mais um daqueles dias em que eu me animo mais ainda para escrever aqui no blog, afinal é dia de uma brincadeira gostosa onde blogueiros ao redor do Brasil postam sobre vinhos que abordam um mesmo tema, escolhido por um dos confrades, é dia da #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs aqui no Balaio. E o tema deste mês foi escolhido pelo amigo Gustavo Kauffman, do blog Enoleigos. Ele andava meio sumido, mas aproveitou-se que era seu aniversário e foi pedido "um presente" para a CBE. A escolha foi: "Vinho Sul Americano com 10 anos de vida ou mais. Vamos ver como nossos vinhos, e de nossos hermanos, tem amadurecido!". De início fiquei um pouco tenso, pois não tinha um vinho com tais características em casa. Mas, como missão dada é missão cumprida, estamos aqui as voltas com o Casa Valduga Gran Reserva Heitor Villa-Lobos Cabernet Sauvignon 2006.


Pensei até em falar sobre a Casa Valduga, mas desculpe a heresia, seria chover no molhado. Um player gigante como este no mercado nacional não precisa de apresentações e portanto, ater-me-ei apenas ao vinho.

No ano do cinquentenário da morte do maior compositor erudito das Américas, a Casa Valduga selecionou as mais finas uvas Cabernet Sauvignon para compor uma verdadeira sinfonia de aromas e sabores em homenagem ao célebre maestro Heitor Villa-Lobos. Bem, isso é o que diz o site da vinícola. De qualquer maneira o Casa Valduga Gran Reserva Heitor Villa-Lobos Cabernet Sauvignon 2006 é um vinho feito com 100% de uvas Cabernet Sauvignon do Vale dos Vinhedos com amadurecimento de 12 meses em carvalho francês e mais 18 meses nas caves da vinícola antes de ser liberado ao mercado. Vamos ver qual é o resultado de tamanho primor nesta produção?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com halo granada, algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas se faziam notar também.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas em compota, especiarias, mentolado, chocolate e leve herbáceo.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, com acidez ainda viva e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um grande vinho nacional que provei para a CBE, este da Casa Valduga, o que só demonstra a dedicação com que esta família trata a vitivinicultura no Brasil. Se a idéia era verificar como os vinhos nacionais, ou melhor, sul americanos envelhecem, eu diria que a surpresa foi boa. O vinho estava muito vivo e no seu auge, mesmo com 10 anos de vida. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!