terça-feira, 22 de maio de 2012

Como sabemos se um vinho continuará envelhecendo bem, ou não?

Mais um pouco de curiosidades sobre o vinho. Parte deste artigo foi tirado de uma pergunta de um leitor respondida no site da revista WineSpectator e que eu achei interessante dividir com vocês por aqui. Leiam o texto e discutiremos a seguir.

Prever se um vinho irá  evoluir com o tempo ou quão bem isso poderá acontecer não é uma ciência exata, mas se você degusta muitos vinhos antigos e jovens, você pode fazer uma suposição bastante coerente. Alguns produtores têm uma reputação de fazer vinhos que envelhecem bem, e algumas regiões em particular, assim como alguns varietais e safras irão se prestar a um envelhecimento mais longo. Tenha em mente que não somente a maioria dos vinhos são feitos para consumo dentro de poucos anos, a grande maioria dos vinhos disponíveis no mercado serão apreciados melhor após sua liberação ao mercado, assim como os que são considerados dignos de guarda. Não é que um vinho é ruim e intragável de repente se transformasse em algo delicioso com o envelhecimento em adega. Uma frase interessante e que se aplica neste caso é: "A adega não é um hospital de vinhos".

Usualmente, para que um vinho envelheça bem, ele precisa de bons sabores, alguma intensidade e uma estrutura que se preste a evolução. As vezes as pessoas se concentram apenas nos taninos de um vinho (aquela sensação rascante e de secura causada por substâncias presentes na casca das uvas, sementes e pela influência da madeira). Mas se um vinho é excessivamente tânico quando jovem, mesmo que parte destes taninos possam se suavizar com o tempo em adega, este processo não é tão simples. É realmente necessário possuir um equilíbrio, mesmo em seu estado juvenil.

Entendo que é necessário que se façam renúncias típicas toda vez que entramos em uma discussão sobre o envelhecimento dos vinhos para que não caminhemos para um caminho ruim: você só deveria envelhecer vinhos se você sabe que gosta do sabor dos vinhos mais velhos, e o envelhecimento do vinho só vai funcionar se você tem uma adega/local em condições adequadas (ambiente fresco, levemente úmido e longe de flutuação da luz, temperatura, calor e vibração).

Agora a pergunta que eu lanço para vocês, meus prezados leitores(as), é a seguinte: vocês gostam de vinhos envelhecidos? Em caso afirmativo, como vocês fazem para envelhecer os seus vinhos? É, acabei me excedendo e fiz duas perguntas, mas se vocês puderem colaborar com este que vos bloga, agradeceria muito!

Até o próximo!

2 comentários:

  1. Olá Victor,

    excelente texto, como sempre.

    Bom, eu gosto de tentar extrair o máximo dos vinhos que compro. Tento ler algumas informações sobre ele, e aí decido. Se for pra consumo rápido, mando pro abate. Se for melhorar com o tempo, coloco na adega (climatizada).

    Particularmente, prefiro o vinho mais domado, e mais complexo em aromas, então tendo a esperar ele envelhecer um pouco, o máximo que der sem perder de vista a proposta e a qualidade do vinho. Isto é, se for um vinho para ser tomado jovem, não terei razão para guardá-lo. Se 1 ou 2 anos fizerem bem ao vinho, tento esperar o máximo que der antes de abrir.

    Abraço!

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    1. Mateu,

      Obrigado pela visita. Continue conosco.

      Você levantou uma questão importante: a informação. Só precisamos tomar cuidado que com o mundo virtual a nossa volta, muita informação está disponível. Só precisamos saber filtrá-la. De qqer forma, é isso ai mesmo, buscamos tirar o máximo dos nossos "investimentos".

      Abração!

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