quarta-feira, 12 de março de 2014

Cave Geisse: Modernidade, requinte e claro, ótimos espumantes!

Continuando meu tour pelos Vinhos de Montanha (Pinto Bandeira), todos os caminhos me levavam a Cave Geisse. Seja por que eu estou em uma fase de descobrir melhor os espumantes, seja por que o calor que assolou São Paulo nos últimos tempos me levou a aumentar o consumo deste tipo de vinho ou mesmo por que minha amada esposa me confessou que dentre todos os vinhos que juntos viemos a degustar, os espumantes são os que mais a agradavam. E teve um quê a mais com a indicação também do amigo Alexandre Frias, que não pode deixar de ser citado.


A Vinícola Cave Geisse tem sua história intrinsecamente ligada ao Chile. Explico: Mário Geisse, fundador e proprietário da vinícola veio do Chile, onde nasceu e se formou, para o Brasil em meados dos anos 70 então com a missão de chefiar a Moët & Chandon do Brasil. Como ele era um homem sonhador e empreendedor, logo percebeu que por aqui havia muito potencial inexplorado para a elaboração de espumantes de alta qualidade e não pensou duas vezes, juntando o útil ao agradável, fundando em 1979 a Cave Geisse. Identificou em Pinto Bandeira o local ideal para plantar seu vinhedos e voilá, o sucesso não tardou. 

Ao chegar a vinícola o choque é evidente, se compararmos a estrutura com a da vinícola anterior (Valmarino). Tudo aqui parece pensado nos mínimos detalhes a fim de se obter uma senhora experiência com o vinho, desde a área produtiva até a recepção turística e a vista em si, do local. Lá só é utilizado o método tradicional de elaboração de espumantes, onde a segunda fermentação ocorre dentro das garrafas. Além disso possui 23 ha de vinhas plantadas, divididos entre Chardonnay e Pinot Noir. Existe ainda o emprego de alta tecnologia para o manejo dos vinhedos, o controle de pestes com o emprego de jatos de ar em alta temperatura (TPC), diminuindo ou praticamente zerando o uso de agrotóxicos. Depois de engarrafado e dependendo da linha a qual o vinho pertença, permanece ainda em contato com as leveduras de um a três anos no geral.

Falando um pouco sobre as linhas de vinhos disponíveis por lá, temos a mais básica e de entrada conhecida como Cave Amadeu (nome original que a vinícola possuia em sua fundação) com seus espumantes mais simples , Cave Geisse e seus espumantes TOP, El Sueño que é uma parceria da vinícola em algumas regiões vitivinícolas do planeta com vinhos tranquilos e a mais nova sensação da casa, os vinhos Vinhedos Hood, feitos com algumas parcelas de uvas de parceiros. Além disso, criaram em parceria com uma Maison francesa, um champagne que leva a marca do Sr. Geisse.Para não tornar tudo ainda mais maçante por aqui, vou fazer como no post anterior e citar dois vinhos que me chamaram mais a atenção. Me acompanham?

O primeiro é o Cave Geisse Brut, 70% Chardonnay e 30% Pinot Noir. Espumante de cor amarelo palha, com perlage fina e persistente. Muita fruta branca no nariz além de um leve toque de nozes. Em boca é extremamente agradável, fresco e fácil de se beber. 

Já o segundo é um deleite, o Cave Geisse Brut Terroir Rosé, um vinho espumante 100% Pinot Noir com 36 meses de contato com as leveduras. Cor salmão, perlage pra lá de persistente, com borbulhas muito pequenas. Frutas vermelhas em evidência, seguidos de panificação. Em boca é um show, bom corpo, fresco e cremoso, pede muito uma comida para acompanhar. Este foi meu preferido sem dúvida nenhuma.
E assim deixávamos pra trás grandes espumantes e um visual deslumbrante, em busca da próxima visita. O que será que viria a seguir?

Até o próximo.

Ps.: O tonto do blogueiro aqui não sabe exatamente o que houve mas simplesmente se esqueceu de tirar qualquer foto nesta visita e portanto deixo aqui meu pedido de desculpas e uma foto retirada do próprio site do produtor.

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