sábado, 1 de março de 2014

Fetzer Quartz White Blend 2011 - #CBE

E é chegada a hora da Confraria Basileira de Enoblogs por aqui, momento este que ocorre sempre no primeiro dia de cada mês, onde todos confrades e confreiras postam suas impressões sobre um vinho baseado em um casta, país, região, tipo, etc, que fora escolhido previamente por algum destes mesmos confrades/confreiras. Este mês (Março) a escolha foi do Deco Rossi, e veja o que ele falou: "Pra aproveitar o calor e tentar variar um pouco, vamos com um vinho branco de corte de qualquer faixa de preço." Missão dada é missão cumprida e eis que surge em nossa mesa o Fetzer Quartz White Blend 2011. Confesso que já havia visto este vinho nas prateleiras de um supermercado que costumo frequentar e que o rótulo dele sempre me chamou a atenção, mas acabava sempre comprando algum outro vinho ou bebida e deixa pra lá. Mas eis que com o desafio da CBE deste mês, a chance surgiu e eu o trouxe pra casa. 


Os vinhos da vinícola Fetzer vem da ensolarada e linda Califórnia, na costa Oeste dos Estados Unidos, mais precisamente do condado de Mendocino. Sua fundação ocorreu em 1968 e desde então a vinícola se dedicou a um trabalho sério e de maneira sustentável, sempre acreditando que quanto mais harmônico fosse o convívio do homem com a terra e com a plantação, maior a qualidade de seus vinhos. Desde sempre apostaram na força das castas brancas como Chardonnay, Gewürztraminer e Riesling quando a moda ditava que o Cabernet Sauvignon era o vinho com a cara da Califórnia. A linha Crimson and Quartz traz vinhos macios, amigáveis, fáceis de beber e ligeiramente não usuais. 

O que falar então do Fetzer Quartz White Blend 2011? Este vinho é um blend bem incomum de 35% de Chardonnay, 23% de Riesling, 18% de Gewürstraminer, 14% de Pinot Grigio, 7% de Muscat e ainda 3% de outras uvas brancas misturadas. Ao que parece não passa por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor amarelo palha com alguns reflexos esverdeados, muito brilhante e límpido. Lágrimas finas e incolores complementavam o aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos tropicais, cítricos, toques florais, plástico e fósforo. Um vinho muito fragrante e perfumado. 

Na boca o vinho apresentou uma entrada de boca ligeiramente adocicada, corpo médio e boa acidez. Retrogosto confirma o olfato com muita fruta e tem um final de curta para média duração. 

Um bom e curioso vinho, muito saboroso e que cai bem com o nosso clima mesmo. Além disso foi um excelente companheiro de uma quiche de presunto, queijo e cebolas caramelizadas com a qual minha esposa nos presentou. Eu recomendo.

Até o próximo!

2 comentários:

  1. Victor, sempre tive vontade de comprar esse vinho, também pelo rótulo!
    Realmente esse corte de uvas é bem incomum, talvez seja para dar maior complexidade ao vinho.
    Vou arriscar uma garrafa.
    Abraço,

    Ale Esteves
    www.damadovinho.com.br

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    Respostas
    1. Alê,
      Obrigado pela visita e por deixar um comentário.

      Prove o vinho e depois conte o que achou, entendo que você não irá se arrepender.

      Abraço

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