quarta-feira, 22 de abril de 2015

Briego Tiempo Crianza 2009: Um belo Ribeira del Duero na taça!

Preciso confessar a vocês que me acompanham que eu estou descobrindo cada vinho bom vindo da Espanha que estou me surpreendendo. Como é difícil conhecer e escolher vinhos! É muita coisa de produtores diferentes, lugares diferentes, importadoras diferentes que fica impossível saber o que virá pela frente quando compramos um vinho. As indicações de amigos e de pessoas confiáveis é claro que fazem toda a diferença mas, mesmo assim, não paro de me surpreender. E hoje será dia de falarmos de mais uma destas boas surpresas espanholas, o Briego Tiempo Crianza 2009.


O vinho é produzido pela Bodegas Briego, na região de Valladolid, na Espanha, dentro da Denominação de Origem de Ribeira Del Duero. Os irmãos Hernando- Benito Gaspar, Fernando e Javier, desenvolveram o projeto da Bodegas Briego, recuperando assim a tradição que seu pai havia perseguido quase cinquenta anos atrás. Depois de reestruturar e restaurar as vinhas em ruínas, em 1988 foram realizadas novas plantações nos municípios de Curiel de Duero, Peñafiel e Fompedraza. Foi apenas em 1992 que o primeiro vinho da bodega é liberado ao mercado com o selo da DO Ribeira Del Duero: 20.000 garrafas de um vinho jovem com 6 meses em carvalho. A empresa familiar tem atualmente 77 hectares, todos eles da variedade Tempranillo, exceto uma pequena parcela de Merlot.

Por legislação, um vinho com a inscrição Crianza em seu rótulo, na região de Ribera del Duero (assim como em Rioja), necessita passar um mínimo de 12 meses em barricas de carvalho e outros 12 meses repousando em garrafas, antes de ser liberado ao mercado. No caso do Briego Tiempo Crianza 2009, esse período é de 14 meses em barricas francesas e americanas. Esse 100% Tempranillo tem ainda suas uvas colhidas de um vinhedo denominado Solanas. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração rubi violácea de média intensidade, bom brilho e boa limpidez. Ligeiro halo granada, denotando evolução. Lágrimas finas, rápidas, em pequena quantidade e quase incolores também podiam ser notadas nas paredes da taça.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros maduros, toques mentolados, chocolate e tostado.

Na boca o vinho mostrou corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos macios e sedosos. Retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração. 

Mais um belo vinho espanhol que passou aqui pela minha taça e que eu fiz questão de comentar por que eu acho que os espanhóis estão cada vez mais trazendo boas opções para o nosso mercado. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

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