Tuesday, June 11, 2013

Rosso di Montalcino Castello Banfi 2010

Como uma noite ordinária de sábado pode se tornar especial? Simplesmente com boa companhia, uma boa refeição e um bom vinho. E foi assim que eu transformei a noite do último sábado em mais um daqueles momentos em que celebramos a vida, a família e as coisas boas que nos acontecem. Minha esposa preparou um belo pernil de porco com tempero a base de alho, pimenta, sal e folhas de louro lentamente assado em forno mínimo por aproximadamente duas a três horas. E como teríamos a visita de minha sogra, resolvi tirar um vinho mais bacana da adega. Foi ai que o Rosso di Montalcino Castello Banfi 2010 chegou a nossa mesa.


O Castello Banfi é uma das vinícolas mais famosas da região da Toscana, na Itália, mais precisamente na região de Montalcino. Esta vinícola é conhecida mundialmente pela busca incessante pela qualidade de seus vinhos, pelos grandes Brunellos e atualmente pela busca em diminuir a influência extra-natureza em seus vinhos e a utilização de técnicas de cultivo e produção orgânicas. Reconhecida também pelas pesquisas clonais da uva Sangiovese, a vinícola busca os melhores clones para manter a consistência de sua produção. Além da produção de vinhos, a vinícola também conta com serviços de visitação e hospedagem em suas dependências. O vinho em questão é feito exclusivamente com uvas Sangiovese colhidas nas encostas das montanhas de Montalcino passando por um período entre 10 a 12 meses em barricas e grandes tonéis de carvalho e depois por mais 6 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor rubi com toques violáceos de média intensidade, bom brilho e boa transparência. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas completam o conjunto visual.

No  nariz o vinho abriu com aromas de frutas vermelhas maduras, toques florais e leve lembrança de madeira ao fundo.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos suaves, macios e redondos. Retrogosto confirma o olfato com frutas em evidência. Final de longa e deliciosa duração.

Um baita vinho, fruto de minha recente viagem a Itália (a qual ainda devo algumas dicas a vocês, caríssimos leitores) e que agradou a todos além de acompanhar a refeição divinamente. Eu recomendo.

Até o próximo!

Monday, June 10, 2013

Castle Rock Columbia Valley Cabernet Sauvignon 2009

Quem diria que de um jantar improvisado, grandes sabores poderíamos tirar? Pois foi mais ou menos com base nesta frase que este vinho foi tirado da adega e foi pra nossa mesa, fazendo a alegria em parceria com um fondue de carne ao vinho, outro achado que por ser simples e saboroso, satisfaz os carnívoros que nossa família é. 


O vinho alvo deste post é um 100% Cabernet Sauvignon feito em uma região dos EUA que confesso saber pouco, me mostrando que estou precisando estudar um pouco mais ultimamente. O Vale do Columbia fica na região leste de Washington, capital americana, próximo a cadeia montanhosa de Cascade. Com tal localização geográfica e proteção das chuvas cria-se um clima quente, ensolarado e quase árido. Com isso, a irrigação com auxílio do degelo das montanhas se faz necessária e ajuda a fertilizar os solos de origem vulcânica da região. A vinícola foi fundada em 1994 e desde então tem sido reconhecida pela qualidade de seus vinhos, em todas as apelações em que possuem vinhedos nos EUA. Vamos então as impressões sobre o vinho.

Na taça uma bonita cor rubi violácea com bom brilho e pouca transparência. Lágrimas finas e coloridas tingiam a taça de uma maneira até certo ponto bem rápida.

No nariz aromas de frutas negras em compota predominantemente, seguidos de toques de baunilha e madeira (bem discretos).

Na boca um vinho encorpado, com taninos macios e redondos e uma boa acidez. Retrogosto confirma o olfato e trás um delicioso e longo final.

Mais um ótimo vinho, apresentado pelo Smart Buy Wine Club, que como sempre eu venho dizendo, até hoje não me decepcionou. Este custou R$ 67,00 e vale o quanto custou. Eu recomendo.

Até o próximo!

Wednesday, June 5, 2013

Quem chegou primeiro no mundo dos vinhos: os franceses ou outros povos?

Recente pesquisa arqueológica identificou uma prensa de pedra em uma cidade mediterrânea, com cerca de 2400 anos, que pode fazer parte da primeira incursão francesa no mundo vitivinícola. A princípio se confundiu tal artefato com uma prensa de azeite, mas ao final de algumas rodadas de análises químicas provou se tratar de um instrumento utilizado na produção de vinhos. Em decorrência de tais descobertas, começou-se a questionar não só a exatidão anteriormente relatada sobre quando os franceses começaram a produzir vinho mas também quem realmente os ensinou a fazer tal.

Foto originalmente do site da revista WineSpectator
A evolução da produção de vinho francesa aconteceu em fases. Primeiro, antigas civilizações do Mediterrâneo, como os fenícios e os gregos começaram a vender taças e vinho para os gauleses nativos. No que se diz respeito ao sul da França, foram os etruscos que trouxeram os celtas e/ou os gauleses para o mercado de vinhos. A partir dai, tais técnicas se se espalham até o Rhône e, eventualmente, se estabelece o que é a cultura do vinho de hoje. Então, como indicado pela prensa de pedra encontrada, os gauleses iniciaram a produção de vinho em torno de 425 AC.

O sítio arqueológico em torno da prensa apoia a teoria de que o comércio e a produção de vinhos passaram de mão em mão. Os primeiros artefatos relacionados com o vinho no local consistem em recipientes de barro trazidos por comerciantes gregos e etruscos para venda aos gauleses nativos. Um século ou ainda mais tarde, a produção de vinho local, conforme indicado pela prensa, surgiu lado a lado com o comércio de vinhos. Os celtas e os gauleses importaram alguns conjuntos de vinhos muito elegantes, feitos de ouro ou bronze, que mostravam o quão rico eles eram na época. E a partir do momento que eles foram na direção da importação do vinho, se deu também o interesse pela produção própria de vinho. Os pesquisadores também encontraram sementes de uva enterradas ao lado da prensa e identificaram prensas estruturalmente semelhantes em antigas pinturas etruscas relacionadas a produção de vinho.

Apesar de 425 AC soar antigo, é mais ou menos o mesmo tempo em que Sócrates viveu. As novas descobertas implicam que a França chegou no jogo da vitivinicultura um pouco tarde. Comerciantes da Israel moderna e Líbano trouxeram conhecimentos do vinho do Oriente Médio ao norte da África, Grécia, Espanha e Itália, centenas de anos antes de os franceses estabelecerem sua primeira produção de vinhos. No entanto, com base nos vinhos que de lá vem, estes gauleses conseguiram compensar o "tempo perdido".

Tuesday, June 4, 2013

Pérez Cruz Syrah Limited Edition 2010

Mais uma noite de frio, coisa que tem acontecido com frequência neste nosso Outono, com o Inverno já batendo a porta, me vi quase que obrigado a abrir um bom vinho e curtir a jantinha deliciosa que minha mulher havia preparado. Era também o final melancólico para um belo feriado em família, então nada mais justo que comemorar e brindar a isto e a essa nova vida que eu venho vivendo desde meados de abril. O escolhido para esta tarefa "hercúlea" foi o carnudo Pérez Cruz Syrah Limited Edition, fruto de minha viagem ao Chile em Abril do ano passado. 


Como já comentei sobre a vinícola em outras oportunidades (aqui e aqui) vou poupar vocês leitores de muito lenga lenga e tentar ir direto ao ponto. O vinho é um varietal Syrah (93%) com uma pequena parcela (7%) de uva Carmenére que passa cerca de 15 meses em barricas francesas maturando e afinando. Vamos as impressões.

Na taça um bonita cor violácea de grande intensidade, quase negra, com quase nenhuma transparência e pouco brilho. Lágrimas finas, rápidas e bem coloridas também tingiam as paredes da taça.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas bem maduras, toques de pimenta e lembrança de tabaco e chocolate. 

Na boca o vinho era encorpado, com boa acidez e taninos finos porém marcados e bem presentes. Retrogosto confirma o olfato com frutas, toques apimentados e lembrança de chocolate num final de longa duração.

Já conhecia o vinho e por isso o trouxe quando fiz a visita a vinícola e só fiz confirmar sua qualidade. Excelente pra acompanhar pratos com carne e molhos mais fortes e apimentados. Foi bem também com brigadeiro de colher (não é piada, gosto da combinação de vinho tinto com doces a base de chocolate). Eu recomendo.

Até o próximo!

Monday, June 3, 2013

Namaqua Cabernet Sauvignon 2008

Com mais um feriado por aqui, nada melhor do que aventuras culinárias e um bom vinho, certo? Com isso, nasce este nosso post com este vinho sul africano, simples, para o dia a dia mas que agrada e vai bem acompanhando comida. Já comentei sobre a vinícola e a região em outro post por aqui e por isso não vou me alongar com isso (relembrem aqui), pulando para os "finalmentes"deste vinho.

Como esqueci de tirar a foto do vinho, segue imagem retirada do site oficial da vinícola (www.namaquawines.com)

Na taça uma bonita cor rubi com tons violáceos, bom brilho e alguma transparência. Fechando o conjunto visual, lágrimas finas, levemente coloridas e bem rapidinhas também se faziam notar na taça.

No nariz, aromas de frutos negros (groselha  de pele escura, em sua maioria), toques de especiarias e lembrança de baunilha (embora eu não tenha certeza de que o vinho passe por barricas, me pareceu que este aroma estava presente).

Na boca o vinho mostrou corpo médio, taninos finos e redondos e acidez ligeiramente abaixo do que eu esperava, sem comprometer o resultado final. Retrogosto confirma o olfato e a lembrança do vinho se mantém num período de média duração.

Um bom vinho, para o dia a dia, acompanhou bem um filet mignon ao molho gorgonzola e batata assada. Vale conhecer.

Até o próximo!