Tuesday, May 5, 2015

Sugestões Cantu Importadora para o Dia das Mães!

A Cantu Importadora está sempre inovando e trazendo um extenso portfólio (com muita qualidade, diga-se de passagem) para o nosso mercado de vinhos. Além disso, contando ainda com a habilidade do seu sommelier e consultor, Manuel Luz, fez uma seleção especial de vinhos para o Dia das Mães que se aproxima a fim de regar as refeições desta data especial e, porque não, presentear as mães apaixonadas por vinhos. O Dia das Mães é sempre uma data especial que pede cuidado redobrado nos presentes e no almoço de domingo. A principal escolha de Manuel Luz é, até com a simbologia que esta escolha tem, um rótulo de Susana Balbo, mãe e enóloga que faz uma homenagem a seus dois filhos, que hoje trabalham na vinícola ao seu lado. Esta seleção serve como sugestão para escolher seus vinhos. Vamos a ela.


O primeiro da lista, como dito anteriormente e que não poderia faltar, é o argentino Crios Rosé Malbec, da famosa enóloga e mãe, Susana Balbo. “O Crios, da Susana, é um dos raros casos de vinho que foi feito em homenagem aos filhos de uma viticultora. O desenho do rótulo mostra o contorno da mão da Susana em volta de duas pequenas mãos de seus dois filhos, hoje executivos da vinícola Domínio del Plata, ao lado da mãe”, explica Manuel Luz. Além dessa bonita história, a versão Rosé Malbec do rótulo – que também vem em versões Torrontes, Malbec tinto e Cabernet Sauvignon - é ideal para celebrar a data porque é delicado e ideal para harmonizar com saladas, peixes e carnes brancas.

Os franceses também estão na lista de vinhos sugeridos por Manuel para o Dia das Mães. Entre eles estão o Blason de Bourgogne Chardonnay e o Blason de Bourgogne Pinot Noir. Ambos são sugestões elegantes para mães mais tradicionais. “Os vinho dessa região, Bourgogne, são alguns dos mais icônicos da França e favoritos dos mais diversos sommeliers” ressalta Manuel Luz, apreciador do rótulo ele mesmo. Para harmonizar com o almoço de domingo, ele sugere peixe grelhado com molho de branco para combinar com o Chardonnay e galeto ao forno com alho poró e purê de batata doce, e lasanha de berinjela para uma refeição regada à Pinot Noir.


Para finalizar a seleção a recomendação de Manuel Luz é o, também francês, Vive La Vie Rosé. De baixo teor alcoólico e bem macio é ideal para quem não costuma beber muito, mas ainda assim gosta de apreciar um bom vinho. Frutado e leve é certo de cativar as mães que preferem algo mais suave. O rótulo combina muito bem com queijos suaves e carne branca grelhada.

E vocês caríssimos leitores, tem alguma dica para acrescentar? Estamos sempre abertos a elas. É só deixar um comentário na caixinha ai embaixo do post! 

Até o próximo!

Chozas Carrascal trouxe ótimos vinhos espanhóis no #EncontrodeVinhos

Ainda tentando colocar em dia todo o o material que eu consegui juntar em épocas de Expovinis, Encontro de Vinhos e por ai vai, achei em meus "papéis de pão" um pouco do que vi e degustei desta ótima Bodega espanhola, a Chozas Carrascal, que estiveram no Encontro de Vinhos e mostraram muita coisa bacana por lá. Vamos lá?

A Chozas Carrascal é uma vinícola que fica nas cercanias de Valência, mais precisamente localizado em San Antonio de Requena a meio caminho entre as cidades de Requena e Utiel. A Chozas Carrascal surigu em 1990, de um ambicioso e excitante projeto da Família Lopez-Peidro: fazer vinhos de qualidade a partir de um único e exclusivo terroir. De lá até a construção da sede, recuperação dos vinhedos e a primeira vinificação se passaram dez anos. A partir de então, houve ainda a ampliação da bodega, criação de museu de rótulos e certificações para que o trabalho decolasse. Os vinhedos estão situados no topo de uma pequena colina entre 750 e 850 metros acima do Mar Mediterrâneo. É surpreendente como sendo tão perto do mar (60 km), o clima característico é claramente continental. Somados a estes fatores temos ainda o terreno calcário que aporta muita personalidade aos vinhos. Como possuem vinhos em diversas linhas em algumas DOs tais como D.O. Pago Chozas Carrascal, D.O.P. Utiel Requena e D.O. Cava, escolhi 3 vinhos que me chamaram a atenção para comentar aqui, como já estou acostumado. Vamos a eles?


O primeiro que irei comentar por aqui é o LAS DOSCES, el blanco joven de Chozas Carrascal, um vinho feito a partir das castas Macabeo e Sauvignon Blanc. Achei curioso o blend e as uvas utilizada, uma vez que costumamos ver a Macabeo sempre no corte de um bom Cava e a Sauvignon Blanc reinando em Bordeaux o no Chile, em menor número na Espanha. De qualquer forma é um vinho para ser consumido jovem e não passa por barricas. Na taça tinha uma bonita coloração amarelo palha com reflexos verdes, bom brilho e boa limpidez. Nos aromas, muita fruta tropical e flores brancas com um toque de mineralidade ao fundo. Na boca tinha corpo médio mas com uma certa untuosidade aliada a um bom frescor. Retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração. Delicioso e refrescante, um vinho perfeito para o verão e para acompanhar alguma refeição sem muito peso ou condimentos.


Depois passamos ao LAS DOSCES, el tinto barrica de Chozas Carrascal, um vinho feito a partir das castas Bobal, Tempranillo e Syrah sendo que depois da fermentação tanto o vinho base de Tempranillo como o Syrah passam por envelhecimento (separadamente) de 5 meses em barricas de segundo e terceiro uso culminando com o corte final pré engarrafamento. Na taça uma bonita cor violácea de média para grande intensidade com um bom brilho e boa limpidez. No nariz aromas predominantemente de frutas vermelhas com algo de especiarias e notas de madeira. Na boca tem corpo médio, boa acidez e taninos macios. Retrogosto confirma o olfato e o final era saboroso e longo. Belo vinho para o dia a dia. Beberia de caixas!


Para fecharmos com chave de ouro passamos ao LAS OCHO, cujo nome faz menção as oito variedades de uva neste corte, cuja proporoção entre elas é variável de acordo com a safra. Tais castas são: Bobal, Monastrell, Garnacha Tinta, Tempranillo, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Syrah e Merlot. É um vinho de uma gama superior onde cada variedade é fermentada em separado e depois do corte, 75% do vinho passa por 14 meses em barricas francesas e os outros 25% ficam nos tanques. Após este período, o corte final (das duas partes do vinho) é feito e o mesmo descansa por 12 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Na taça o vinho mostrou uma coloração rubi violácea de média para grande intensidade, ligeiro halo de evolução com um bom brilho e bastante limpidez. No nariz percebemos aromas de frutos escuros e vermelhos, baunilha, especiarias e algo de tostado. Na boca é volumoso, taninos marcados mas de boa qualidade, integrados com o vinho e uma acidez que aporta muito frescor ao vinho. Retrogosto confirma o olfato e adiciona algo de capuccino. Final de longa duração. Um belo e complexo vinho, sem dúvidas.

Saldo final? Bons vinhos, boas opções para pessoas que assim como eu, ainda precisam descobrir mais sobre este país, no caso a Espanha, e seus encantadores vinhos que tem aparecido no mercado brasileiro. Eu recomendo.

Até o próximo!

Monday, May 4, 2015

Espumante Peneca Rebula Brut: Eslovenia & espumantes combinam?

Eis que volto aqui no blog para falar de um vinho espumante, no mínimo diferente. A começar por sua origem, vindo da Eslovênia, um lugar do qual não se fala muito quando o assunto são vinhos espumantes. Depois, o que falar de uma casta bem pouco difundida por aqui mas que compõe o vinho espumante, que é a Ribolla Gialla. Enfim, novidades, curiosidades não faltam e portanto, vamos falar sobre elas por aqui?


O vinho espumante é produzido pela Vinícola "Vinska Klet Goriška Brda", um dos produtores de vinho esloveno mais renomados e importantes, continuando e melhorando a tradição da produção de vinhos de séculos com sucesso. A "Vinska Klet Goriška Brda" foi fundada em 1957 como uma cooperativa e ainda hoje é completamente propriedade de seus membros. Desde o seu início a vinícola teve um grande impacto sobre o desenvolvimento econômico da região e do estilo de vida do povo local. A "Vinska Klet Goriška Brda" possui 1.000 hectares de vinhas que se espalham a meio caminho entre o mar Adriático e os Alpes. Em média, cada viticultor cooperado cultiva menos de 2 hectares e, portanto, cuida de cada videira com devoção.

Sobre o espumante Peneca Rebula Brut, conforme dito anteriormente, é feito com 100% de uvas Ribolla Gialla, uva oriunda da região norte da Itália, no Friulli, mas que também é utilizada pelos eslovenos em seus vinhos, como este por exemplo. Os vinhedos se encontram nas encostas da fronteira com a Eslovênia, numa região viticultura chamada Goriška Brda. As duas fermentações acontecem em tanques de inox, onde o vinho, após a segunda fermentação, passa 3 meses em contato com a leveduras. Vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante apresentou uma bonita coloração amarelo palha com nuances verdes, bom brilho e boa limpidez. A perlage era fina, abundante e persistente.

No nariz o vinho espumante apresentou aromas de frutas cítricas, leve lembrança de pão na chapa e algo de pêssego também.

Na boca o vinho espumante era fresco, volumoso e saboroso. Retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom vinho espumante para o dia a dia, principalmente quando quisermos fugir do comum. Me parece que vai bem sozinho, só com um bom papo ou uma boa companhia (ou mesmo ambos). Se quiser harmonizar, entradas e pratos leves fariam um bom par. Eu recomendo. Mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo. Ah, eu já ia esquecendo: respondendo a pergunta do título do post, acho que combinam sim!

Até o próximo!

Saturday, May 2, 2015

Esteva Douro 2011 & Costelinha Suína ao Barbecue do Outback!

Dia desses em que a vontade de fazer uma refeição mais simples e rápida, sem ter que cozinhar em casa nem nada disso, resolvemos fazer uma visita ao Outback, famosa rede de steak houses americana que se espalhou pelo mundo e que possui várias lojas em São Paulo e região. A questão seria: será que encontraríamos algum vinho que pudesse acompanhar a refeição e que pudesse proporcionar algum prazer por si só? Eis que nos deparemos com o Casa Ferreirinha Esteva Douro 2011.


O vinho em questão é produzido pela Sogrape Vinhos, uma gigante do mundo do vinho Português. A Sogrape Vinhos nasceu da vontade e ousadia de um grupo de amigos que, no difícil ambiente econômico e político de 1942, decidiram apostar forte no talento de um homem visionário para criar e desenvolver uma empresa de vinhos diferente, inovadora, capaz de divulgar e impor os vinhos portugueses nos mercados internacionais. A verdadeira dimensão da Sogrape dos nossos dias exprime-se na amplitude e no peso do seu portfólio, onde desde logo sobressaem as duas grandes marcas de vinhos portugueses no mundo – Mateus Rosé e Sandeman –, para além dos prestigiados Vinhos do Porto Ferreira e Offley, a que se juntam marcas especialistas de renome representativas das principais denominações de origem: Barca Velha, orgulho da Casa Ferreirinha (Douro), Quinta dois Carvalhais (Dão), Herdade do Peso (Alentejo), nos frescos Vinhos Verdes Quinta de Azevedo e Gazela, e no multi-regional Grão Vasco, isto só para citar os mais renomados.

Sobre o Casa Ferreirinha Esteva Douro 2011, podemos acrescentar que é um vinho jovem, honesto produzido com as castas típicas do Douro como Tinta Roriz, Tinta Barroca, Touriga Franca e Touriga Nacional. Passam a época do inverno maturando nos tanques de inox e depois são engarrafados. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração violácea de média intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, espassadas e sem cor também podiam ser notadas nas paredes da taça.

No nariz o vinho apresentou aromas essencialmente de frutos vermelhos, toques florais e algo de tabaco.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. Retrogosto confirma o olfato e o final é de média duração.

Um bom vinho para o dia a dia e que claro, foi um bom parceiro para uma bela costelinha suína ao molho barbecue, afinal, este é o prato carro chefe da casa e também o nosso preferido. Eu recomendo.

Até o próximo!

Friday, May 1, 2015

Lafleur Mallet Sauternes 2007 & crème brulée: É harmonização pra #CBE

E chegamos àquele dia que sempre esperamos com entusiasmo todos os meses, que é o primeiro dia do mês quando os membros da #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs numa gostosa brincadeira postam todos sobre um mesmo tema. Neste mês, o tema foi super desafiador, proposto pelo Gil Mesquita, do blog Vinho para Todos, e foi "qualquer vinho de sobremesa, mas com uma dica de harmonização no post (de preferência com foto)". E digo que o tema foi desafiador por que, apesar de gostar muito de vinhos de sobremesa, eu consumo muito menos do que eu gostaria de consumir e não tinha pensado muito sobre harmonizações com eles. Até que este dia chegou. O vinho escolhido por aqui foi o Lafleur Mallet Sauternes 2007 e o escudeiro, o creme brulée. Vamos ver o que aconteceu?


O vinho em questão é produzido pelo Cheval Quancard, que possui diversas propriedades ao longo da região de Bordeaux. Desde 1844, a história da família Quancard tem sido associada as vinhas de Bordeaux. Nos anos anteriores a famosa classificação de 1855, Pierre Quancard criou o seu negócio de comércio de vinhos em Sainte-Antoine, localizado no coração das vinhas de Saint-André de Cubzac. Em 1985, orgulhosa do seu rico patrimônio, a empresa mudou seu nome para Cheval Quancard, em homenagem ao seu fundador e para afirmar a sua longa tradição familiar. Hoje, Cheval Quancard é uma das principais empresas de gestão familiar no mercado de Bordeaux. O seu envolvimento na região é reforçada pela personalidade e qualidade excepcional dos vinhos das 10 fazendas de propriedade familiar, que abrangem mais de 500 hectares de vinha das denominações de Sainte-Estèphe, Haut-Médoc, Lalande-de-Pomerol, Montagne -Saint-Émilion, e Bordeaux Supérieur. A sua gama de qualidade é ainda reforçada pelo afiliações de longa data com quintas e castelos, que dão lugar ao preço de qualidade - que combina tradição com técnicas de vinificação que são o estado da arte.

Sauternes, especificamente, fica a 65 km aproximadamente da cidade de Bordeaux e é uma região reconhecida por seus vinhos doces. O Lafleur Mallet Sauternes 2007 é um vinho feito da seleção dos mais nobres grãos de uvas das variedades Sémillon, Sauvignon Blanc e Muscadelle (50%, 20%, 30%) que foram "atacados"pela "podridão nobre". O vinho foi fermentado e envelhecido em tanques de inox. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma linda cor amarelo palha com reflexos dourados, brilhante e límpida.

No nariz, entretanto, é onde o vinho começou a se revelar. Aromas cítricos de casca de laranja, toques de damasco seco, mel e toques de madeira. Um verdadeiro perfume engarrafado.

Na boca o vinho foi outro deleite. É untuoso e com uma deliciosa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo, saboroso e sem dulçor excessivo.

Como dica de harmonização, buscamos fazer um emparelhamento com uma receita francesa. E o escolhido foi o crème brulée. A receita é a base de ovos, baunilha e creme de leite fresco. A untuosidade do creme foi um bom par para o vinho e a citricidade do vinho combateu a doçura da sobremesa. Por fim, a textura da "casquinha" de açúcar queimado que recobre o creme dava um "que" a mais. Eu gostei. De qualquer forma foi uma ótima experiência e mais uma missão cumprida com louvar para a #CBE.

Até o próximo!