sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Stag's Leap Wine Cellars ARTEMIS Cabernet Sauvignon 2010

Dando continuidade ao post sobre o El Carajo, vamos agora falar sobre o primeiro vinho da noite. E como estávamos "na casa deles", ficou por conta do pessoal da empresa escolher o vinho a ser degustado. E os caras não brincam quando o assunto é vinhos e prontamente puxaram um "prata da casa", o Stag's Leap Wine Cellars ARTEMIS Cabernet Sauvignon 2010. 


A Vinícola Stag's Leap ficou mundialmente conhecida em 1976 em virtude do Julgamento de Paris, onde em uma prova a cegas bateu grandes Chateaux de Bordeaux e acabou se tornando o 3o melhor vinho tinto do mundo. Falei um pouco desta história por aqui no blog quando assisti o filme feito a respeito deste evento (aqui). Portanto para não me tornar cansativo nem nada, não vou falar muito sobre o produtor, talvez um dos mais famosos e maiores do EUA.

Já o vinho teve seu nome inspirado em Artemis, deusa da mitologia Grega da caça. Segundo o produtor o nome simboliza bem o que o vinho trouxe de trabalho pra eles, afinal foram buscar as melhores uvas Cabernet Sauvignon da propriedade para fazer este vinho. Uma verdadeira caça em busca das melhores uvas por assim se dizer. Apesar de por legislação poder ser considerado um varietal, tem em sua composição 86% Cabernet Sauvignon e 14% Merlot. O vinho estagia por 18 meses em barricas de carvalho francês, sendo 48% barricas novas. Vamos as impressões.

Na taça uma coloração violácea de grande intensidade, quase sem transparência e impenetrável. Algum brilho. Lágrimas finas, rápidas e coloridas tingiam também as paredes da taça.

No nariz uma mistura de frutas vermelhas e negras, toques de baunilha, flores e especiarias. Muito harmônico e balanceado, o vinho mudava de nuances com o tempo em taça.

Na boca um vinho encorpado, taninos firmes, marcados porém redondos e de excelente qualidade com uma acidez interessante. Retrogosto confirma o olfato em um final de longa duração.

Um baita vinho sem dúvida alguma. Agradeço a oportunidade de provar um vinho desses, pois aqui no Brasil seria altamente improvável que isso acontecesse. Eu recomendo!

Até o próximo!

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