segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Renato Ratti Barolo Marcenasco 2008

Continuando os trabalhos da noite no El Carajo, a "brincadeira" começava a se tornar cada vez mais séria. Desta vez a escolha cairia sobre uma das regiões vinícolas mais famosa do mundo, o Piemonte. O vinho: Renato Ratti Barolo Marcenasco  2008. O que será que este vinho guardava pra gente?

Foto retirada do site do produtor que mostra alguns de seus vinhedos do Piemonte, sonho de viagem!

Pesquisando um pouco sobre a história da Cantina enato Ratti, descobri que a mesma está intrinsecamente ligada ao Brasil. Seu fundador, Renato Ratti nasceu na Itália mas um pouco após se formar em enologia imigrou ao Brasil para chefiar a produção de vermute e vinhos espumantes para a Cinzano em São Paulo. Depois de adiquirir tamanha experiência com sua passagem por aqui, ele retorna ao Piemonte onde compra seu primeiro vinhedo em Marcenasco, na região de La Morra. E foi ai que surgiu seu primeiro grande vinho, o Barolo Marcenasco. Desde então a vinícola permaneceu nas mãos da família, mesmo com o falecimento de Renato e a continuidade com seu filho Pietro. 


O que dizer do vinho então? Feito com uvas 100% Nebbiolo, obviamente, e que após todo processo fermentativo (inclusive malolático) passa por dois anos de envelhecimento e afinamento em barricas de carvalho e mais dois anos em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Dizem que o vinho é um dos mais longevos em termos de tintos e que pode durar até 20 anos em garrafa dadas condições ideais de armazenagem. Vamos ver o que vinho tinha para nos apresentar?

Na taça uma bonita cor rubi com traços granada, boa transparência e pouco brilho. Lágrimas finas, rápidas e incolores completavam o conjunto visual.

No nariz aromas de flores, frutos secos e toques terrosos. Ao fundo da taça, aromas de tostado também se faziam presentes. Muita elegância e harmonia nos aromas.

Na boca um vinho de corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos firmes, marcados e de excelente qualidade. Retrogosto confirma o olfato num final de longa duração.

Um baita vinho, que sem duvidas entre para o hall dos melhores que já provei até hoje. Além disso é extremamente gastronômico e cada gole chama um pouco de comida e te arrasta pro próximo. Eu recomendo.

Até o próximo.

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