segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Da Vinci Chianti Classico 2008: Direto da Toscana para a #CBE

É mais uma vez aquela época do mês em que os enoblogueiros espalhados por este Brasil (e mundo) afora se unirem em mais uma degustação virtual, a já conhecida por aqui #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs. Neste mês a gente teve que escolher um "Um Chianti, valendo Classico, Riserva e qualquer sub região e sem limite de preço". Desta vez o culpado foi o Jorge Alonso, do blog Contando Vinhos. E o vinho que nós escolhemos por aqui? O Da Vinci Chianti Classico 2008.


Ainda hoje existe muita confusão entre Chianti em geral e Chianti Clássico, e no passado a região chegou a sofrer por excesso de fama, por um lado (com uma superprodução de vinhos demasiadamente comerciais, engarrafados naqueles típicos "fiascos" de palha) e, por outro lado, pelas regras excessivamente restritivas da denominação de origem. Os acontecimentos em Chianti Clássico nas últimas décadas marcaram indelevelmente o vinho italiano pra sempre - com o surgimento dos supertoscanos, a transformação das exigências da DOCG e o ressurgimento de Chianti Clássico como uma das mais prestigiosas e elegantes denominações de origem da Itália. Lá a Sangiovese brilha em plena elegância, em contrapartida à potência dos Brunellos di Montalcino, produzidos mais ao sul. A área entre Florença até Siena, toda coberta de vinhas e olivais, é uma das mais famosas regiões vitivinícolas do mundo. Embora feito a partir da uva Sangiovese local, vinhos Chianti podem variar muito de um para o outro. Alguns produtores adicionam frequentemente outras variedades de uva com a Sangiovese, enquanto outros preferem métodos mais tradicionais . Existem alguns nomes famosos , mas a melhor coisa a fazer é explorar a região e provar vinhos diretamente de pequenos produtores de vinho.

A Cantina Leonardo da Vinci (produtora do vinho em questão) é uma espécie de cooperativa, que nasceu da união de cerca de 30 fazendeiros que tomaram esta decisão buscando enfrentar de forma mais racional e conjunta os problemas que passavam nos anos 60. A partir daí o que se viu foi o crescimento da cooperativa e a busca pela qualidade e foco em vinhos de mais alta gama. A cooperativa possui diversos vinhedos na região da Toscana sendo que a sede operacional da mesma se encontra nos arredores de Vinci, onde o famoso inventor italiano Leonardo da Vinci nasceu (dai o nome em sua homenagem). Sobre o vinho em si, é um vinho feito com 95% de uvas Sangiovese e 5% de uvas Colarino. O vinho é envelhecido em barricas novas e usadas porém sem maiores informações sobre proporções e tempo de envelhecimento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de média intensidade com alguma tendência granada (mostrando evolução), algum brilho e boa transparência. Lágrimas finas, espassadas, rápidas e incolores compunham também o aspecto visual.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos vermelhos com toques florais e de madeira.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, acidez ainda viva e salivante e taninos finos e macios. Retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um ótimo vinho que provamos para a  #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs, este proveniente de uma das regiões que mais gosto do mundo, a Toscana na Itália! E que venham os próximos pois este eu recomendo.

Até o próximo!

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