segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Intipalka Reserva Cabernet Sauvignon Petit Verdot 2012:É vinho do Peru

Este final de semana me senti o próprio conquistador espanhol quando partiu em busca de novas conquistas nas terras sul-americanas, quando chegou ao que hoje chamamos de Peru, anteriormente habitado pelo povo Inca. Tá, você ai leitor usual pode não estar entendendo nada, mas é que pela primeira vez nós aqui da redação provamos um vinho peruano e a alegria da descoberta pode ser comparada a chegada em terras mais ao sul, como os conquistadores espanhóis o fizeram. O vinho? É claro que foi o  Intipalka Reserva Cabernet Sauvignon Petit Verdot 2012.


Um dos maiores produtores de Pisco (bebida destilada a base de uvas) do mundo, o Peru também começa agora a figurar entre os países produtores de vinho, ainda que em uma menor escala. E um produtor que tem apostado e alto neste mercado, e claro, coincidentemente é o produtor do vinho de hoje, Santiago Queirolo, nas cercanias de Lima, no Peru. Sua fundação se deu em 1880, com a fabricação de Pisco e de vinhos coloniais (ou de garrafão) feitos a base de uvas de mesa. Entre mudanças da localização dos vinhedos à modernização da bodega, a terceira geração da família assume o controle da vinícola e o grande salto qualitativo acontece. E esta modernização inclui a aquisição e plantio de vinhas na região do do Vale do Ica, região mais ao sul de Lima, da onde vem as uvas Cabernet Sauvignon e Petit Verdot do blend de hoje. Existe ainda a utilização de madeira americana e francesa no envelhecimento do vinho (8 meses em barricas) e posterior envelhecimento de 6 meses em garrafa antes de libera-lo ao mercado. Vamos finalmente as impressões sobre este curioso vinho?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor rubi violácea de grande intensidade com brilho e alguma transparência. Lágrimas finas, rápidas, em grande quantidade e ligeiramente coloridas também compunham o aspecto visual do vinho. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros, baunilha e toques torrosos. 

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos finos e macios. Retrogosto confirma o olfato e o final é de média para longa duração.

Um belo vinho que me foi apresentado pelo Winelands Clube do Vinho, o clube que eu assino e recomendo. Recomendo a prova, afinal é sempre bom conhecer novidades no mundo vitivinícola.

Até o próximo!

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