quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Chianti Colli Senesi Cantina Del Cerro 2009

Fechando um domingo melancólico, que provavelmente iria abrir uma semana cheia e tensa pela frente, não poderia deixar de relaxar e tomar um vinho pra esquecer não é? E eis que me deparo com a falta de opções de onde me encontrava. Minha esperteza (na verdade, a falta de) fez com que eu não trouxesse uma garrafa de minha adega e tive que sair em busca de alguma coisa. Confesso que escolhi meio a olho, afinal, não tinha muito o que escolher e queria sair do óbvio sul americano. Vamos ver o que deu.


Este vinho é feito por uma espécie de cooperativa (Saiagricola, se entendi direito, no site deles) que dentre as várias propriedades, engloba a Fattoria Del Cerro, no coração das verdejantes colinas Toscanas. Dentre seus mais de 170 hectares de uvas plantadas, 20 se encontrem na denominação de origem Chianti Colli Senesi, uma variação menos famosa do Chianti e Chianti Clássico. Por legislação o vinho tem que ter na maior parte de sua constituição a uva Sangiovese, complementada por outras autorizadas. No caso deste vinho, 90% é Sangiovese e 10% é Canaiolo. O fermentado final passa ainda por cerca de 3 meses em barricas para afinamento e ligeiro envelhecimento, antes de ficar um tempo em garrafa e ser liberado ao mercado. A seguir, minha opinião sobre o vinho.

Na taça uma cor rubi violácea com ligeiros toques granada, bastante transparência e brilho. Lágrimas finas, rápidas e incolores.

No nariz aromas essencialmente de frutas vermelhas com toques herbáceos e terrosos. Fruta sobrepõe, entretanto.

Na boca um corpo leve, boa acidez e taninos finos e bem redondos. Retrogosto frutado num final de média duração. Ligeiro amargor final.

Um vinho simples, sem grandes pretensões e que melhorou sensivelmente quando combinado com um macarrão a bolonhesa, comprovando sua vocação gastronômica. Entretanto, entendo que o vinho por si só deve ter atrativos, o que não é exatamente o caso aqui. De qualquer maneira, ajudou a combater a solidão do final de domingo.

Até o próximo!

domingo, 14 de outubro de 2012

Palo Alto Reserva 2009

Eu fico bastante feliz e surpreso quando bebo um vinho de preço bom e que me dá muito prazer. Evidentemente que a situação era mais do que propícia: eu estava junto com meu amor, ela havia preparado um delicioso jantar e enfim, quase podia dizer que estava em família. De qualquer forma, este famoso chileno me surpreendeu de forma muito positiva. 


O nome Palo Alto é um nome popular dado a um tipo de árvore espinhosa nativa do Vale Central  do Chile e dizem os produtores chilenos que, quando num terreno se encontram tais árvores, a probabilidade de se fazer bons vinhos é enorme. Fundada no Vale do Maule em 2006, a vinícola tinha como missão explorar e mostrar ao mundo o melhor que a região poderia representar em termos vitivinícolas. O vinho em questão é um corte de Cabernet Sauvignon (60%), Carmenére (25%) e Syrah (15%) com estágio de 8 meses em carvalho. Vamos ao vinho.

Na taça uma bonita cor violácea brilhante, profunda e quase sem transparência. Lágrimas finas, levemente coloridas e bem rapidinhas completam o conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas, especiarias, toques de tabaco e madeira. Boa complexidade pra um vinho desta linha.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos finos, macios e prontos para o consumo. Retrogosto trazendo frutas e especiarias num final de média duração. Sem amargor final.

Mais um bom vinho, sinônimo de um bom custo x benefício, que eu recomendo mesmo para aqueles recém iniciados no vinho ou que queiram se iniciar, pois irá agradar em cheio. Eu recomendo!

Até o próximo!

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Degustando Bodega Sottano na Vino & Sapore

Ah se toda segunda feira fosse assim, se toda semana começasse desta maneira! Fui convidado pelo grande João Filipe, dono da Vino&Sapore e blogueiro de vinhos para participar de um encontro promovido por ele em conjunto com o pessoal da MaxBrands, uma espécie de embate entre as uvas Cabernet Sauvignon e Malbec, com os vinhos da Bodega Sottano, de Mendoza, na Argentina. O João tem uma opinião de que a tempos os vinhos feitos com a uva Cabernet Sauvignon na Argentina tem superado e muito os famosos Malbecs da região. E a idéia do encontro era de compararmos, linha por linha, os varietais de cada uma delas e elegermos o que mais agradava a maioria. Foram convidados basicamente o pessoal que participa de blogs na internet, muitos dos quais me serviram de inspiração para a criação deste espaço, e por isso mesmo não poderia deixar de comparecer. Além disso, outro motivo para o encontro seria brindar o nosso amigo Deco Rossi, do blog Enodeco, por sua nova realização: ele será o "embaixador" da Wines of Argentina no Brasil, participando e planejando todas as ações envolvendo a entidade em terras brasilis. Uma pena que no final das contas ele não pode comparecer, mas deixo aqui mais uma vez meus parabéns e votos de sucesso na nova empreitada.

Para aquecermos as papilas gustativas, fomos recepcionados com o espumante italiano Batasiolo Millesimè 2006, um belo espumante muito aromático (flores, frutos, mel, panificação) feito pelo método clássico lá no Piemonte com 75% de Chardonnay e 25% de Pinot Noir, com um perlage persistente, uma bonita cor amarelo palha com tendencias ao dourado e muito fresco no paladar. Não poderíamos ter começado de maneira melhor.


Passamos então a linha de entrada da Bodega Sottano, chamada de Clássica, com vinhos feitos com 100% das uvas descritas em seus rótulos e com passagem de 8 meses em carvalho. Nesta linha, sinceramente a madeira sobressai sobre a fruta e deixa a sensação de que falta alguma coisa. Além disso, o álcool se mostra presente na boca (teores ao redor de 14,5%) e também se nota uma falta de acidez, o que deixa os vinhos cansativos. A presença de um leve amargor final prejudica também. Com preços girando em torno de 47 dinheiros, sinceramente não compensam o investimento.



Na sequência vieram os vinhos da linha Reserva, também com vinhos 100% Cabernet Sauvignon e 100% Malbec, com passagem de 12 meses em carvalho. Nesta linha começamos a diferenciar um pouco mais a fruta, com boa vantagem para o Cabernet Sauvignon, que apesar de apresentar toques herbáceos e balsâmicos, mostra um pouco mais de extrato. O que salva também o Cabernet é um pouco mais de acidez, ao contrário do Malbec, que continua um pouco cansativo. Madeira em excesso também aparece em ambos vinhos. Esta linha gira em torno dos 70 dinheiros, e talvez valha o investimento no Cabernet.


Finalizando o embate chegamos a linha Reserva da Família, onde ai sim, a brincadeira ficou mais séria. Mais uma vez nos deparamos com varietais 100% e com 12 meses de passagem por carvalho. Aqui os vinhos apresentaram maior equilíbrio, fruta se contrapondo a madeira, tostados e outros aromas mais secundários/terciários aliados a bom corpo e taninos domados. Ainda assim o Cabernet Sauvignon me pareceu mais pronto e mais equilibrado, com a acidez levanta Se não me engano esta linha ronda os 100 dinheiros, e talvez seja interessante pra se conhecer.


Depois do embate finalizado, era hora de provar a estrela da noite: Judas 2007, um vinho 100% Malbec top da Bodega Sottano. Esse passa por 18 meses em carvalho de primeiro uso. Um vinho equilibrado, macio, bastante fruta contraposta com camadas animais, tabaco, especiarias, muita complexidade num vinho de corpo médio/encorpado, pronto pra beber, taninos domados e redondos, enfim, como um vinho top deve ser. Porém, seu preço pode assustar. De qualquer maneira, vale conhecer.

Mas se achávamos que a noite acabaria aqui, nos enganamos. Ainda passamos muito tempo trocando idéias, contando histórias e apreciando a famosa pizza Obelix, que é feita com linguiça de javali e é realmente um espetáculo! Afinal, mais do que agradar o paladar, o vinho serve de agregador e como tempero de muitas amizades! Era um início de semana mais do que especial!

E que venham outros encontros!

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Raka Figurehead 2004

Já faz um tempo que eu tenho voltado os olhos para os vinhos sul africanos e sua grande vocação no quesito custo benefício, além é claro da existência da Pinotage, que na minha humilde opinião faz vinhos muito bacanas, carnudos e potentes sem aquele apelo de suco de madeira existente em alguns dos vinhos de nosso hermanitos. De qualquer forma este é mais um exemplo de que estes vinhos ainda devem ser mais explorados, quando pensamos em colocar nosso suado dinheiro em vinhos importados.


Eu confesso que não conhecia este produtor mas como obtive muitas boas indicações sobre o mesmo, resolvi arriscar. A vinícola está situada próxima a cidade do Cabo, na fazenda da família Dreyer, que a adquiriu em meados dos anos 80, sendo que a plantação de vinhas teve início no final da década de 90 com as primeiras mudas de Cabernet Sauvignon. Passado este primeiro estágio, ano após ano mudas de vinhas de diversas variedades foram sendo acrescentadas criando o que hoje já se encontra em torno de 68 ha de vinhas plantadas. A proximidade do oceano e também de terrenos elevados/montanhas criam um ambiente deveras propicio para o cultivo de uvas de qualidade e o empenho dos enólogos trazem gratas surpresas.

Falando um pouco do vinho, o mesmo é feito num corte de 45% Cabernet Sauvignon, 15% Cabernet Franc,15% Merlot, 14% Pinotage 7% Malbec, 4% Petit Verdot e é maturado em carvalho francês por 12 meses, sendo que o engarrafamento aconteceu em junho do ano seguinte. Vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou uma cor rubi já tendendo ao granada, com leve halo aquoso. Lágrimas finas, rápidas e incolores completavam o conjunto visual.

No nariz o vinho mostrou-se evoluído e complexo, abrindo com aromas de frutos escuros, especiarias, passando depois a notas balsâmicas e toques animais. Quanto mais tempo o vinho permanecia aberto e na taça, mais você conseguia extrair de aromas. 

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio para encorpado, taninos macios e redondos com uma acidez ainda viva, mostrando que o vinho aguentou bem o tempo em garrafa. Retrogosto trazendo lembrança das especiarias e frutos num final de média para longa duração.

Agradeço ao João Filipe da Vino& Sapore e ao Beto Acherboim pela indicação, afinal foi por causa deles que eu comprei o vinho. Valeu muito a pena, ainda mais que estava em promoção por volta de R$ 67,00. Eu pretendo provar outras safras e outros vinhos do produtor. Eu recomendo!

Até o próximo!

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

120 Reserva Especial “Edición Bicentenario” Carmenére 2011

No sábado, depois de um dia agitado, a noite foi marcada pela tranquilidade, descanso e boa companhia além de, é claro, um vinhozinho para ajudar a relaxar. E eu poderia até dizer que foi uma noite "típica" de hermanos, com direito a empanadas e este vinho característico do Chile para acompanhar. 


Este vinho é produzido pela gigante chilena Santa Rita, na região do Vale do Rapel, próximo a capital Santiago com a casta símbolo do Chile nos últimos anos, a Carmenére. É uma edição especial, comemorativa aos bicentenário da independência do Chile e o número 120 remete ao número de combatentes que resistiram até o final da batalha deste acontecimento. Pelo que pude apurar, cerca de 20% do vinho passa por seis meses de envelhecimento em carvalho francês e americano de segundo e terceiro usos. Sem maiores delongas, vamos a ele.

Na taça uma bonita cor violácea de grande intensidade, quase sem transparência, com lágrimas finas, levemente coloridas tingindo também as paredes da taça.

No nariz aromas de frutas vermelhas, leve toque de goiaba e especiarias (pimenta em profusão). Todos aromas bem característicos.

Na boca um vinho de corpo médio, boa acidez, taninos finos e bem domados. Retrogosto traz muita fruta vermelha e pimenta num final de média duração.

Um bom vinho para o dia a dia, sem defeitos e gostoso para acompanhar as empanadas. Eu recomendo.

Até o próximo.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Crianças francesas aprendendo os pilares da vitivinicultura em Bordeaux

Apesar do assunto ser controverso, eu achei bastante interessante e mostra a preocupação do povo francês com a criação e manutenção da cultura em torno do vinho. O Bordeaux Wine Bureau (CIVB) lançou um programa chamado La Gironde Verte com escolas infantis da região, com o intuito de que as crianças com idades entre os seis e os dez anos possam ser encorajadas a aprender os primeiros passos da vitivinicultura e que sejam enviadas para ter contato com os vinhedos por lá existentes.

Com a ajuda de apostilas intituladas Mon Cahier des Vignes (Meu Livro das Vinhas, numa tradução livre), os alunos podem identificar diferentes estações do ano nas videiras assim como lhes é solicitado provar uvas para ver se estas estão maduras e  perguntas lhes são feitas pelos enólogos tais como "Qual é o seu equipamento? "e" O que você  mais gosta  e o que menos gosta sobre o seu trabalho?" Apostilas separadas são fornecidas para os professores, enólogos e prefeitos locais, explicando os objetivos do programa e o que isso significaria para criar uma Escola de Vinhos.

A iniciativa visa portanto a manutenção do patrimônio vitivinícola de Bordeaux, introduzindo os jovens para a importância econômica e social da vitivinicultura. Além disso, o objetivo também é de criar  compreensão da civilização do vinho como um todo. Tudo isso é 100% financiado pelo CIVB, que paga pelo transporte das escolas para as vinícolas e fornece materiais, a partir de folhetos e adesivos para o seguro.

Num país como o nosso, onde existe a falta de identidade cultural com o vinho é enorme, estas e outras iniciativas poderiam ser copiadas embutindo assim nas novas gerações além de conhecimento, respeito e  atitudes em relação a esta cultura do vinho. 

E você, prezado leitor, o que acha de tais iniciativas? Apóia? É contra? Deixem suas opiniões nos comentários do blog.

Até o próximo!

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Confraria Pane, Vinum et Caseus: Entre tapas & vinhos!

E chegamos àquela data especial de todo mês quando a confraria se reúne para degustar bons vinhos, comer belas comidas e mais do que isso, ter o convívio de pessoas incríveis e anfitriões de fazer você se sentir como se estivesse em casa conversando em família. O mais engraçado é que a cada mês o enfoque nos vinhos e na comida acaba sendo menor e as conversas, histórias e o enfoque na possibilidade de rever os amigos se torna mais evidente. E foi assim que fomos convidados a nos juntarmos para uma noite com apelo espanhol na Maison Piquet (apelido carinhoso que acabo de inventar).

O capricho e o carinho com que somos recepcionados desde o início da noite é de um prazer inenarrável aqui. Já que a temática da noite era espanhola, obviamente teríamos muitos vinhos e comidas típicas para apreciar. Mas nem por isso os recém iniciados no mundos dos vinhos ou que tem preferência pelo novo mundo são deixados de lado, com opções para todos os gostos. Eu seria muito pretensioso se quisesse discorrer sobre todos os vinhos por nós provados na noite, por isso resolvi apenas destacar alguns vinhos que me chamaram a atenção.


Começo então pelo rosé  Inurrieta Mediodía 2011, um vinho da região de Navarra e feito com a uva Garnacha, bem vivo e de coloração mais escura do que os rosés tradicionais, trazendo ainda aromas de frutas vermelhas em abundância com leves toques florais; já dos tintos uma boa pedida para o dia a dia foi o Paternina Banda Azul Crianza 2006, um Rioja bem típico feito com a uva Tempranillo e que apresentou aromas de frutos escuros, toques de especiarias e terrosos com um bom corpo e acidez na medida e segundo o "presidente da confraria" um vinho para algo em torno de 30 dinheiros, um baita custo benefício; para finalizar os vinhos destacados, o Pequeñas Bodegas Malbec, um bom exemplar de nossos hermanos (ainda sem importador aqui no Brasil), sem muita madeira aparente e com os típicos aromas de frutas escuras e flores em evidência, num corpo mediano com taninos já domados e boa acidez. Ainda tivemos muitos outros vinhos interessantes, mas estes foram meus destaques pessoais.


Já no lado das tapas, mais um deleite. A começar pela salada de frutos do mar com molho de limão siciliano sobre folhas de endívia preparada pela confrade Lucinéia, de cair o queixo com a textura dos moluscos/crustáceos utilizados (polvo/lulas/etc) e o toque amarguinho da endívia para quebrar um pouco da força do prato, passando por totillas preparadas pelo confrade John e sua esposa chegando ainda aos pães recheados (puxando o lado italiano da confraria, sempre presente) feitos pelo confrade Luiz, muito macios, recheados hora com calabreza, hora com queijo e presunto deixando a noite de todos muito agradável. E não foi só isso, ainda tivemos brusquetas deliciosas, embutidos típicos e deliciosas sobremesas feitas pelo casal anfitrião. Se eu fosse comentar individualmente de cada prato, precisaria de muitas outras linhas...

E assim que se passou mais uma agradável noite da confraria, com a certeza de que a cada reunião, amizades se fortalecem, descobertas gastronômicas e enofílicas são feitas e a vontade de que o mês se passe rápido para que a nova reunião aconteça. E eu estarei lá.

Só me resta agradecer mais uma vez aos anfitriões da noite por abrirem as portas de sua residência e nos receberem de uma forma tão calorosa e amigável, aos confrades pela oportunidade de nos reunirmos de novo e a todos envolvidos pela grande noite que tivemos.

Até o próximo!

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Kiara Private Reserve Syrah 2007

Eu sempre busco uma maneira de fechar com chave de ouro um final de semana que foi incrível. E nesta busca sempre incluo um vinho bacana como uma maneira de comemorar tudo de bom que tem acontecido comigo ultimamente. E desta vez parei nos EUA com este Syrah de Paso Robles.


O vinho é produzido pela Le Vigne Winery, da família  Filippini, cuja a propriedade situada na Califórnia, data desde os anos 60 mas que somente iniciou  sua produção nos anos 80, durante o boom dos vinhos em Paso Robles. De início, aquela coisa básica: Chardonnay e Cabernet Sauvignon. Com o tempo porém perceberam que o potencial da folclórica região ia muito além disso e para tal, expandiram sua produção para outras variedades como Syrah, Sangiovese, Tannat, etc.

Sobre o vinho em si, pouco consegui reunir de informações, mas é feito com uvas 91% Syrah, 4 % de Petit Syrah & 5 % de Cabernet Sauvignon, porém é considerado por legislação um varietal Syrah. Não encontrei informações sobre tempo em madeira mas pelos aromas e sabores, deduzo que sim. Ainda sobre isso, o produtor diz que foi engarrafado em janeiro de 2009, mais um indicativo de um envelhecimento em carvalho.  Possui teor alcoólico de 14,2%. Vamos as impressões.

Na taça uma bonita cor rubi com tons ainda violáceos e leve halo de evolução nas bordas. Lágrimas finas, rápidas e incolores complementam o conjunto visual.

No nariz o vinho trouxe aromas de frutas vermelhas maduras, pimenta e côco. Todos muito integrados sem se sobressaírem um aos outros.

Na boca o vinho se mostrou de médio corpo, taninos marcados porém de muita qualidade e uma acidez que considerei um pouco baixa. Retrogosto trazendo muita fruta e pimenta num final de média duração.

Mais um bom vinho, este trazido pela SmartBuyWines com valor de R$ 101,00. Confesso que o preço me deixou um pouco confuso, acho que se estivesse na faixa de uns R$ 80 estaria mais condizente. De qualquer forma, eu recomendo.

Até o próximo!