terça-feira, 28 de maio de 2013

Heideboden Cuvée Reserve Qualitätswein

Confesso que não sou grande conhecedor dos vinhos austríacos e que deveria me esforçar e estudar um pouco mais sobre. Contribui para meu "desleixo" a falta de opções viáveis em nosso mercado, salvo uma ou outra importadora. Enfim, nada justifica mas a questão é que hoje iremos conversar um pouco sobre um vinho vindo da região de Burgenland, na Áustria, e tentarmos juntos desenvolver o assunto.


A Áustria tem uma cultura vitivinicultora muito semelhante a da Alemanha, até pela proximidade e história comuns que ambos os países compartilharam ao longo dos tempos. Pelo que pude apurar, embora as exportações tem notado uma tendência de aumento gradativo nos últimos anos, a maior parte da produção do país é consumido no mercado interno. Outro dado interessante é que a produção de uvas e vinhos brancos ainda é maioria no país, numa proporção de 70/30 em relação às uvas e vinhos tintos, mas esta proporção tem apresentado uma tendência a mudança em direção aos tintos, mesmo que de forma tímida. 

O vinho de hoje vem da região de Burgenland,  aparentemente a segunda maior região produtora de vinho do país. Com solos propícios, boa insolação e variação de temperaturas e níveis de umidade vindos principalmente de grandes lagos na região, Burgenland é o local onde se cultiva em larga escala a uva tinta nativa Blauer Zweigelt, que juntamente com a Cabernet Sauvignon faz parte do corte deste vinho (embora não tenha conseguido determinar as proporções) e também largamente conhecido por produzir vinhos doces botritizados.

Sobre o produtor, confesso que estou um pouco confuso. O vinho aparentemente é distribuído por uma empresa vinícola alemã chamada Saffer Wine, que além de produzir vinhos de marca própria trabalha também como negociante e distribuidor de vinhos oriundos da Itália, Espanha e Áustria. O produtor por sua vez é a Vinícola Münzenrieder, localizada dentro do Parque Nacional Neusiedler. Como dito anteriormente, o vinho é um corte de uma uva nativa com uma uva internacional, sem proporções conhecidas e passa por madeira, apesar de não ter o período divulgado. Sem maiores delongas, vamos as impressões.

Na taça uma bonita cor violácea de média intensidade, bom brilho e certa transparência. Lágrimas finas, rápidas e coloridas ajudavam a tingir a taça.

No nariz aromas de frutos vermelhos e negros, toques de pimenta e lembrança de madeira. Tudo bem integrado.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos finos e redondos. Retrogosto confirma frutas e pimenta do nariz com final de média duração trazendo ainda lembrança de baunilha.

Um bom vinho, bem feito, sem defeitos e/ou arestas. Não sei se pode ser encontrado por aqui mas foi trazido por mim em viagem a Alemanha. Vale a pena conhecer. Gostaria de poder encontra-lo por aqui. Eu recomendo.

Até o próximo!

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