segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Luccarelli Primitivo Puglia IGP 2013, asinhas de frango e Superbowl!

Estou em dívida com meu blog e com vocês, queridos leitores, pois semana passada, devido a uma alta demanda no trabalho, não consegui postar muita coisa. E estou tentando recapitular tudo que bebi e postar por aqui. E não tem sido fácil. Mas hoje vamos falar um pouco de um vinho italiano que eu considero um curinga, que cai bem com quase tudo que comemos ou mesmo sozinho e em boa companhia. Estou falando do Luccarelli Primitivo Puglia IGP 2013.


O vinho é produzido pela Terre di Sava, uma empresa que foi fundada em 2008 por um grupo de empresários amigos e amantes do vinho, com o intuito de fortalecer a imagem vitivinícola da região. Está localizada no sul da Itália, bem no salto da bota (alusão ao formato do território italiano), na Puglia, mais especificamente na região de Sava, uma área muito reconhecida pela produção excepcional de vinhos compostos por uvas autóctones italianas. No total, Terre di Sava apresenta 400 hectares de vinhas, onde, as principais variedades cultivadas são: a Primitivo, Negroamaro, Malvasia Nera, Malvasia Bianca e Verdeca. A enóloga responsável pela vinícola é Caterina Bellanova que tem por filosofia o compromisso pessoal com os pequenos produtores locais e com suas terras: “Isso reflete na elegância e complexidade presentes na estrutura deste vinho.”

Sobre o Luccarelli Primitivo Puglia IGP 2013 podemos complementar um pouco dizendo que o vinho é feito com 100% de uvas Primitivo e que não passa por barricas. A curiosidade fica por conta desta casta, a Primitivo, que é uma prima distante da Zinfandel americana, provavelmente oriundas da Croácia há muitos anos atrás. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor violácea de grande intensidade, bom brilho e pouca transparência. Lágrimas finas, abundantes e coloridas compunham também o aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros maduros, especiarias e baunilha. 

Na boca o vinho se mostrou de médio corpo, boa acidez, taninos macios e redondos. Retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom vinho no quesito custo benefício, macio e fácil de beber. Eu, como dito anteriormente, considero um bom curinga e daqueles pode ser usado para se introduzir pessoas que ainda não tem um paladar para o vinho. Acompanhou minhas asinhas de frango picantes e o jogo do Superbowl, embalando a noite. Eu recomendo.

Até o próximo!

2 comentários:

  1. Só não concordo que a Primitivo seja uma prima distante da Zinfandel. Elas são a mesma uva. Ambas devem ser a mesma Tribidrag, cultivada há séculos na Croácia.

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    1. Olá, obrigado por ajudar com o comentário. Como encontrei informações controversas e diferentes em minha pesquisa, deixei desta maneira. Mas é sempre bom quando aparecem pessoas querendo nos ajudar e brindando com mais informação. Continue conosco e com suas contribuições.

      Abraços

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