terça-feira, 18 de agosto de 2015

Bursôn Etichetta Blu 2011: Um curioso vinho italiano

A Azienda Agricola Randi, produtora do vinho de hoje, foi fundada no final da II Guerra Mundial, e consiste hoje de propriedades distribuídas nos municípios de Fusignano e Alfonsine, todos na região de Ravenna, na Emilia Romagna, Itália. Atualmente as vinhas que se estendem por quase 30 hectares tem como seus principais cultivares as uvas autóctones Trebbiano, Longanesi, ​​Malbo e a internacional Chardonnay. Desde 2000, a empresa está associada ao consórcio "Il Bagnacavallo" para a produção e exploração de uvas Longanesi, chamadas de Burson (nome e marca registrada do consórcio que gere a imagem e certifica a qualidade e adequação para a comercialização). Esta uva antiga deve seu nome a Antonio Longanesi, apelidado gentilmente de Burson, que salvou entre suas videiras os últimos espécimes desta uva, que atualmente leva seu nome. Esta vinha, o vinho, estão inextricavelmente ligadas ao território de Bagnacavallo e a planície vizinha Romagna. Não se sabe como tal uva chegou até lá, existindo várias teorias mais ou menos plausíveis, mas é certo que foi lá que ela encontrou o seu habitat. E a descoberta feita por Antonio Longanesi foi quase acidental. Sempre que passeava por sua propriedade e se deparava com esta até então desconhecida uva, ficava intrigado com sua capacidade de se manter longeva e saudável nos cachos mais tardiamente que as outras variedades comumente encontradas por lá. Algum tempo depois, para assegurar a prosperidade desta variedade antiga, sua família resolveu multiplicar sua área plantada mas foi com a fundação do consórcio "Il Bagnacavallo" que a uva foi finalmente reconhecida e seu produto percorreu o país.


Sobre o Bursôn Etichetta Blu 2011, só resta acrescentar que é feito com 100% de uvas Longanesi (Burson) e passa por envelhecimento de pelo menos 8 meses em tonéis de madeira. Vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor rubi de média intensidade com ótimo brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas, espassadas e sem cor também compunham o conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, floral, ervas secas e chá preto.

Na boca o vinho se mostrou de médio corpo, acidez na medida e taninos finos e granulares. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Uma bela surpresa este vinho italiano, bem diferente dos padrões comumente encontrados por aqui e que me fez lembrar do quanto é bom descobrir este nosso mundo vínico. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

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