terça-feira, 11 de agosto de 2015

Primogénito Pinot Noir 2012: Elegância aliada a uma pegada hermana!

Se existe um lugar na América do Sul que eu tenho muita vontade de conhecer, este lugar é a Patagônia. Seja em sua parte argentina como em sua parte chilena, as imagens e descrições que vejo e ouço a respeito só me fazem sonhar em um dia lá visitar. E, como bom enófilo, tenho provado algum de seus elegantes vinhos e, sem sombra de dúvidas, só tenho tido boas impressões. E é este o caso deste Primogénito Pinot Noir 2012 que recentemente provei na Wine Weekend aqui de São Paulo e que, nesta oportunidade, pude provar com mais calma em casa na companhia de minha esposa. Vamos ver o que o vinho nos mostrou?


A explosão do vinho na região da Patagônia nos últimos anos é devido aos seus excelentes resultados na produção, bem como a utilização de matérias-primas soberbas, juntamente com as características únicas do solo patagônico e a tecnologia mais avançada empregada. A Bodega Patritti nasceu em 2003, quando as primeiras videiras foram plantadas em San Patricio del Chañar, na província de Neuquén, na Argentina. A adega tem uma capacidade de produção de 1,5 milhões de litros. Ela foi projetada por um prestigiado grupo de arquitetos que alcançaram um excelente resultado na combinação de critérios estéticos sutis com recursos técnicos avançados. Por meio da gravidade, o movimento suave das uvas e do vinho durante o processo de elaboração, com agitação mínima, preserva a expressão máxima de cada variedade. Todo projeto tecno-enológico foi feito pelo prestigiado enólogo argentino Mariano Di Paola, que trabalha em conjunto com Nicolas Navío, enólogo residente. Para fermentação dos vinhos tintos, são utilizados tanques de aço inoxidável de pequeno volume com a forma de cones truncados que geram uma superfície de contato maior, aumentando a eficiência na extração de taninos, sabores, cor e aroma, que é completado por um tratamento rigoroso e personalizada de vinhos novos. O resto do equipamento de arrefecimento inclui pias de concreto para controlar temperaturas de fermentação, e um porão com capacidade para 500 barris.

Sobre o Primogénito Pinot Noir 2012, só nos resta acrescentar que é um vinho feito com 100% Pinot Noir e que passa por 12 meses em barricas de carvalho francês. A curiosidade fica por conta do símbolo que representa essa linha de vinhos, que é o Garabato. Ele é uma vara de madeira dura, que se assemelha a um número um. Em tempos antigos foi usado como uma ferramenta, como é até hoje, pra limpar erva daninha, abrir estradas, etc. Bom, vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor rubi suave, com bom brilho e excelente limpidez. Lágrimas finas, rápidas, em grande quantidade e sem cor também faziam parte do aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos silvestres, toques terrosos que lembram cogumelos, algo de floral e leve lembrança de baunilha.

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um excelente vinho, soube através de pessoas que trabalharam na Wine Weekend que foi um dos campeões de vendas por lá. É trazido pela importadora La Charbonnade. Vale a prova, eu recomendo.

Até o próximo!

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