quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Donnafugata Sherazade 2013

A vinícola Donnafugata foi fundada na Sicília, por uma família empreendedora, com experiência de mais de 160 anos de trabalho com vinhos premium. Giacomo Rallo, sua mulher Gabriella e filhos, estão envolvidos em um projeto empresarial com foco na atenção aos detalhes e as pessoas além da sincronização com a natureza, para fazer vinhos que correspondem cada vez mais para o potencial desta área. A aventura de Donnafugata começou em caves históricas da família Rallo em Marsala, em 1983, e em seus vinhedos Contessa Entellina, no coração da Sicília ocidental. Em 1989, a Donnafugata chegou na ilha de Pantelleria, iniciando sua produção de vinhos doces naturais. Uma curiosidade diz respeito ao nome Donnafugata, literalmente "mulher em fuga" refere-se à história da rainha Maria Carolina, esposa de Fernando IV de Bourbon, que fugiu de Nápoles no início de 1800 com a chegada das tropas de Napoleão, buscando refúgio na parte da Sicília, onde a adega e os vinhedos estão hoje em dia. Este evento inspirou o logotipo Donnafugata, a efígie de cabeça de uma mulher com cabelo esvoaçantes encontrados em cada garrafa.


Sobre o Donnafugata Sherazade 2013, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito 100% a base de uvas Nero D'Ávola, da DOC de mesmo nome, mais especificamente da região de Contessa Entellina e áreas próximas. Não tem passagem por madeira, somente envelhece 2 meses em cubas e 5 meses em garrafa. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, flores, toques de especiarias e folhas secas.

Na boca o vinho tinha corpo médio, ótima acidez e taninos suaves. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um ótimo vinho siciliano por aqui, acompanhou bravamente uma pizza de linguiça de javali, fazendo a alegria de um noite ordinária. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

De Loach Vineyards Pinot Noir Heritage Reserve 2014

A De Loach Vineyards, como produtor e viticultor pioneiro de Pinot Noir, Chardonnay e Zinfandel no Vale do Russian River em Sonoma, experimenta e aperfeiçoa as melhores combinações de solo, porta-enxerto e clones por mais de três décadas na região. Em 2003, a família Boisset trouxe duas gerações de experiência vitivinícola sustentável da Borgonha, na França, para o Vale do Russian River, na Califórnia, e elevaram os vinhedos de propriedade que acabavam de produzir o vinho do ano de 2004 da Wine Enthusiast: o DeLoach Vineyards’ 30th Anniversary Cuvée Pinot Noir. Os vinhedos premiados foram replantados com culturas de cobertura, a fim de revitalizar o solo e, neste interim, a DeLoach fechou parceria com viticultores igualmente dedicados e apaixonados por práticas de agricultura ecológica e pela produção de vinhos de alta qualidade. A revista Wine & Spirits classificou a DeLoach Vineyards como a 100 maior vinícola pela décima segunda vez na história da vinícola em 2012.


Sobre o De Loach Vineyards Pinot Noir Heritage Reserve 2014, podemos ainda acrescentar que o vinho é feito com 100% de uvas Pinot Noir oriundas principalmente da região do delta da Califórnia sendo que apenas uma pequena quantidade do vinho passa por madeira a fim de manter características da fruta no vinho. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de intensidade leve para média, bem límpida e brilhante. Lágrimas finas, rápidas e sem cor também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, especiarias, couro, notas terrosas e de folhas úmidas. Com o tempo algo de caramelo apareceu também.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um delicioso Pinot Noir californiano que consegue aliar tipicidade da casta com toques mais pujantes característicos de vinhos novo mundo/americanos. Eu recomendo a prova. 

Até o próximo!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Pitars Prosecco Brut

A história da Pitars, produtora do vinho espumante de hoje, é a história de uma família, de seu amor pelo vinho, uma história indissociavelmente ligada à terra e vinhedos que cultivou durante décadas. A vinícola Pitars está localizada em San Martino al Tagliamento, na DOC Friuli Grave. A atual geração de família Pittaro em Friuli, na Itália, chamados de "Pitars", está a frente da empresa hoje, mantendo viva a tradição da família. A filosofia da empresa sempre foi sinônimo de qualidade: viticultura e enologia são pilares de uma unidade percebida por sua excelência. A responsabilidade ambiental, pesquisa e vanguarda tecnológica e o desenvolvimento da área a torna um símbolo de qualidade do Made in Friuli, uma qualidade que se renova a cada colheita.


Sobre o Pitars Prosecco Brut, podemos ainda acrescentar que é um vinho espumante elaborado com 100% de uvas Glera e os vinhedos que deram origem as uvas estão localizados no coração vinícola do Friuli. A segunda fermentação acontece nos tanques de inox e o vinho fica em contato com as leveduras por pelo menos 60 dias antes do engarrafamento. Ligeiro afinamento em garrafa e finalmente liberação ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante apresentou coloração amarelo palha bem clarinho, quase prateado, com reflexos esverdeados com muito brilho e limpidez. Boa formação de uma perlage fina, consistente e intensa.

No nariz o vinho espumante apresentou aromas de frutas cítricas e tropicais, flores e um que mineral no fundo da taça.

Na boca o vinho espumante tem corpo leve com excelente acidez. O retrogosto confirma o olfato e aumenta a sensação mineral. O final era de média duração.

Uma boa surpresa este vinho espumante vindo da Itália com boa tipicidade. Deve harmonizar bem com comidas mais simples e leves, com uma boa conversa ou pode ser bebido sozinho mesmo, especialmente nestes dias de calor intenso que temos presenciado por aqui ultimamente. Mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Le Petit Xavier Rouge Vin de France

Xavier Vignon, "produtor do vinho", aproveita ao máximo a sua profissão de enólogo-consultor, tendo passado por regiões como Bordeaux, Champagne, Austrália, Nova Zelândia, Califórnia entre outras, para comprar vinho de várias propriedades prestigiadas do Vale do Rhone, na França, para misturá-las com outros vinhos de alta qualidade feitos em pequenas quantidades e depois vendê-los sob a sua própria marca. Desde o final dos anos 90, Xavier Vignon passou a maior parte do seu tempo desenvolvendo técnicas modernas mantendo métodos tradicionais com um sucesso surpreendente.


Sobre o Le Petit Xavier Rouge Vin de France em si, não consegui muito mais informações mas, levando em conta o que normalmente encontramos em vinhos da região, eu apostaria num blend de Syrah e Grenache e, ao que tudo indica, sem passagem por madeira. Enfim, sem maiores delongas, vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, flores e um leve toque mineral ao fundo.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos bem macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Este vinho tende a agradar tanto a iniciantes como enófilos com alguma bagagem por ser muito fácil de beber e muito equilibrado. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

De Muller Solimar Crianza 2014

A Bodegas De Muller, produtora do vinho de hoje, foi fundada em 1851 por Don Augusto de Muller e Ruinart de Brimont, de uma família conhecida de produtores de vinho da Alsácia, que viram na província de Tarragona, na Espanha, o potencial que já em seu tempo soube apreciar as colônias gregas instaladas na região e na Espanha em geral e mais tarde, o Império Romano. Durante as quatro gerações que a empresa pertenceu à família De Muller, foi se tornando uma das empresas pioneiras na região, comercialmente e tecnologicamente falando. Desde 1995 a vinícola pertence à família Martorell, empresários catalães preocupado em obter a mais alta qualidade dos vinhos, respeitando a tradição que durante décadas foi parte do patrimônio da empresa familiar.


Sobre o De Muller Solimar Crianza 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de uvas Cabernet Sauvignon e Merlot da DO Tarragona. As variedades são fermentadas separadamente, depois feito o corte e posterior envelhecimento em barricas francesas e americanas durante 12 meses além de mais 6 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de grande intensidade com muito brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, em boa quantidade e com alguma cor também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, especiarias, caramelo, tabaco e leve tostado. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos sedosos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um ótimo vinho espanhol, trazido pela importadora mineira Casa Rio Verde, que também possui um clube de vinhos bem interessante que estou conhecendo e recomendo. Confesso que não conhecia esta denominação de origem, mas que fui surpreendido positivamente pela qualidade que o vinho apresentou. Para ter mais informações sobre o vinho acessem: VinhoSite e VinhoClube.

Até o próximo!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Château Taffard de Blaignan Cru Bourgeois 2014

A Vignobles Roux, produtora do vinho de hoje, está localizada no coração de Bordeaux, em meio as prestigiadas vinhas de Saint Emillion e Sauternes, na França. Desde os anos 2000, a produtora tem se beneficiado do savoir-faire de cinco gerações de uma mesma família assim como das mais modernas técnicas de produção, produzindo rótulos que expressam o melhor do terroir. A Vignobles Roux enquanto produtora, compreende 4 chateaus que oferecem uma boa gama de vinhos, desde os mais simples a alguns mais elaborados. Mas foi só em 2013 que Roman Roux adiquiriu o Château Taffard de Blaignan, que tinha alcançado o status de Cru Bourgeois. Hoje a vinícola possui ainda produção de vinhos no sul da França e em Champagne.


Sobre o conceito de Cru Bourgeois, em suma, podemos dizer que é uma classificação de vinhos dentro da apelação Medoc, agrupando-os em três níveis: Cru Bourgeois Exceptionnel (CBE), Cru Bourgeois Supérieur (CBS) e Cru Bourgeois (CB). Os Cru Bourgeois sofrem periodicamente uma reclassificação. Esses vinhos normalmente tem um bom custo benefício, comparados aos vinhos mais tops de Bordeaux.

Finalmente, falando sobre o Château Taffard de Blaignan Cru Bourgeois 2014, podemos dizer que o vinho é um blend de Cabernet Sauvignon e Merlot com um pouco de Petit Verdot na composição. Passa 12 meses em carvalho para envelhecimento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, distantes umas das outras, em pouca quantidade e quase sem cor também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros secos, algo de flores e especiarias. Com certo tempo em taça surgem notas de alcaçuz. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio para encorpado, taninos macios e redondos além de uma gostosa acidez. O retrogosto confirmou o olfato e o final era de longa duração.

Um ótimo vinho de Bordeaux com um excelente custo benefício associado. Nota mental: provar mais vinhos dentro desta classificação. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Champagne Nicolas Feuillatte Brut

O Centro Vinícola - Champagne Nicolas Feuillatte é uma instalação de produção excepcional, dedicada à qualidade, que nasceu em 1970 da aliança de paixão e força, a partir da inspiração visionária de apenas um punhado de produtores de uva e que hoje une mais de 5.000 viticultores. O Centro Vinícola - Champagne Nicolas Feuillatte é a maior união cooperativa em Champagne. O seu modelo econômico, social e ambiental baseia-se principalmente na solidariedade, na qualidade e na inovação. O modelo cooperativo também é uma ótima oportunidade para criar um excelente Champagne, essencialmente, como resultado da excepcional oferta de uva que abrange 2.250 hectares de vinhas.


Sobre o Champagne Nicolas Feuillatte Brut, podemos ainda acrescentar que é feito a partir de um blend das uvas consideradas clássicas de Champagne, a saber: Pinot Meunier, Pinot Noir e Chardonnay. O Champagne é envelhecido por pelo menos 2 anos nas adegas da empresa, em contato com as leveduras, mesmo que a exigência de envelhecimento mínimo legal é de apenas 15 meses. Vamos então as impressões?

Na taça o Champagne apresentou coloração amarelo dourado brilhante e bem límpido. Formação de uma perlage consistente, intensa em forma de uma espuma cremosa. 

No nariz o Champagne apresentou aromas frutas cítricas, frutos tropicais, mel, flores brancas, panificação e uma leve lembrança mineral ao fundo.

Na boca o Champagne é extremamente cremoso, fresco e frutado. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e muito saboroso.

Apesar de ser um Champagne considerado de entrada, é muito didático pois demonstra claramente todas as características esperadas em um Champagne de peso além é claro do custo benefício inegável quando falamos de mercado brasileiro. Se tiver a oportunidade, eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Ponto Nero Celebration Brut

Se você é daqueles que gostam de um bom espumante no dia a dia, que se mostra imprescindível nestes dias quentes que vivemos no verão brasileiro mas que ao mesmo tempo são descontraídos, descomplicados e leves, o vinho espumante de hoje é uma dica que você não pode perder. 


A Domno Importadora nasce em 2008 de um novo projeto do Grupo Famiglia Valduga, reconhecido por seu padrão de excelência e pela tradição, como um projeto ambicioso que caracteriza-se por duas frentes de negócios: a importação de vinhos e a elaboração e exportação de espumantes. Só um grupo seguro do crescimento do setor de vinhos e espumantes no Brasil poderia efetuar tal movimento. O empreendimento esta localizado na cidade de Garibaldi (RS), terra dos espumantes, em uma área de mais de 60mil m2.

Já falando do Ponto Nero Celebration Brut, podemos falar que o vinho espumante é feito a partir das uvas Chardonnay, Riesling, Pinot Noir e Prosecco pelo método Charmat, onde a segunda fermentação ocorre dentro de tanques de inox. O vinho espumante fica em contato com as leveduras por dois meses antes do envase. Vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante apresentou coloração amarelo palha com reflexos esverdeados com bom brilho e limpidez. Boa formação de um perlage fino e persistente.

No nariz o vinho espumante apresentou aromas de frutos cítricos e tropicais, principalmente abacaxi e pêssego, leve toque floral e de mel.

Na boca o vinho espumante mostrou corpo leve para médio e muito frescor. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Mais um bom vinho espumante nacional degustado por aqui, uma opção bem econômica e que demonstra todo o potencial do sul do país para a fabricação de espumantes. Um vinho espumante que deve cair bem em qualquer ocasião, até pra ser bebido sozinho.

Até o próximo!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Manz Douro Tinto 2010

A família Manz mudou-se para a pacata vila de Cheleiros, Oeste de Portugal, em 2004 e rapidamente se apaixonou pelas pessoas e pelo local. O passado vitivinícola da região, de paisagem campestre e costumes perdidos, depressa cativou André Manz que, com o auxílio e conselhos dos locais, decidiu experimentar produzir vinho para consumo próprio. Praticamente esquecidas no pomar adquirido, repleto de uva tinta Castelões, existiam cerca de 200 cepas de uva branca, de uma casta que nem os jovens enólogos envolvidos no projeto conseguiam identificar. Descoberta a sua origem e nome – Jampal – André foi desaconselhado a prosseguir com a sua produção. Os motivos residiam na restante oferta, em abundância, e na fraca rentabilidade em larga escala de Jampal – motivo pelo qual estava quase extinta no país. Mas o objetivo do produtor estreante não seria o de produzir em quantidade: “Eu não quero fazer muito vinho, quero fazer bom vinho”, explicou. O resultado foi surpreendente: o seu vinho era diferente de tudo o que se havia provado até então, constituindo uma oportunidade de negócio inesperada e o mote para a produção de outras castas portuguesas tintas mais antigas, assim como para a exploração de vinhas nas regiões nobres do Alto Douro e Palmela.


Sobre o Manz Douro Tinto 2010, podemos ainda afirmar que é um vinho feito a partir de um corte das uvas Touriga Nacional e Tinta Roriz (50% cada) com Maturação e estágio de 20 meses em depósito de inox e sem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de média para grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e sem coloração também faziam parte do conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos em compota, notas florais e algo de especiarias.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um bom vinho português degustado por aqui, que é uma boa opção em sua faixa de preço. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Monte das Ânforas Tinto 2014

A Bacalhôa Vinhos de Portugal existe desde 1922, mas ganhou um grande impulso com a parceria com o Grupo Francês Lafitte Rothschild e a aquisição de propriedades como a Quinta do Carmo, por exemplo. O Grupo Bacalhôa possui adegas nas regiões mais importantes de Portugal com um total de 1200 ha de vinhas, 40 quintas, 40 castas diferentes, a saber: Alentejo, Península de Setúbal (Azeitão), Lisboa, Bairrada, Dão e Douro, produzindo uma grande variedade de vinhos, dos mais simples aos topo de gama.


Falando um pouco mais especificamente do Monte das Ânforas Tinto 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir das castas Aragonez e Trincadeira, plantadas em diferentes vinhas do Alentejo. O vinho não tem passagem por madeira. Como curiosidade, o vinho Monte das Ânforas deve o seu nome à Herdade das Ânforas, em Arraiolos, que possui como elemento decorativo uma coleção de ânforas ou “talhas” notável. Tradicionalmente na região do Alentejo recorria-se a ânforas de cerâmica para a produção de vinhos. Foi a solução encontrada para driblar a dificuldade de utilizar boas madeiras para a construção de barricas, ocorrência que se fazia sentir em toda a bacia mediterrânea. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de média para grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, espaçadas e com ligeira cor também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos frescos, especiarias e algo de flores.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos fininhos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um vinho português simples, sem defeitos, feito para o dia a a dia e que deve agradar até as pessoas que não são consumidoras costumeiras de vinho, pois tem aquela leve sensação de dulçor durante a degustação. Eu recomendo a prova, especialmente se você está naquela transição entre os vinhos de mesa e os vinhos finos.

Até o próximo!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Vinha do Monte Tinto 2013

A grandeza do Alentejo inspirou esta determinada aposta da Sogrape na Herdade do Peso, produtora do vinho de hoje, no conselho da Vidigueira, numa zona exclusiva onde os diversos microclimas e relevos atípicos criam uma rica e impressionante variedade de terroirs. A essência deste Alentejo mais profundo é revelada nos vinhos, extraída com paixão por quem trabalha cada palmo desta terra. A Sogrape Vinhos é uma gigante do mundo do vinho Português, que nasceu da vontade e ousadia de um grupo de amigos que, no difícil ambiente econômico e político de 1942, decidiram apostar forte no talento de um homem visionário para criar e desenvolver uma empresa de vinhos diferente, inovadora, capaz de divulgar e impor os vinhos portugueses nos mercados internacionais. A verdadeira dimensão da Sogrape dos nossos dias exprime-se na amplitude e no peso do seu portfólio.


Falando agora do Vinha do Monte Tinto 2013, o vinho é um típico blend de uvas portuguesas, a saber: Aragonez, Alfrocheiro, Alicante Bouschet, Syrah e Trincadeira. Tudo bem que vocês irão dizer que a Syrah não é uma casta portuguesa e sim, vocês estão corretos, mas como a grande maioria é, juntei todas em uma mesma frase e espero que vocês não se importem. O vinho estagiou em cubas de aço inox durante cerca de 6 meses e depois foi liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas ligeiramente coloridas e finas, também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros e vermelhos, flores e leve toque de especiarias.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom vinho português, fácil de beber e que olha, cabe no bolso. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Rivus Rosso Toscano 2014

O vinho de hoje é produzido pela Poggio Nardone, uma pequena propriedade no coração da Toscana, na Itália, fronteiriça com a propriedade de Mocali, na região de Tavernelle em Montalcino. Lá, a modesta propriedade (menos de 10ha), de solo compacto e calcário combinado a vinhedos de alta altitude (quase 1,500 pés) produz vinhos tintos densos e que tendem a envelhecer muito bem. Fundada em 1996 e mesmo com a família Ciacci sendo proprietária da vinícola por algum tempo, não foi até Tiziano e Alessandra, então recém-casados, com a ajuda de velhos manuscritos, que se conseguiu determinar o real tamanho e valor da propriedade.


Sobre o Rivus Rosso Toscano 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com base na uva Sangiovese (cerca de 70% do vinho), acrescido de uvas Canaiolo e Trebbiano. Até por isso é um vinho que não recebe uma DOC específica, sendo um IGT toscano. Como a proposta do vinho é ser mais jovem e fácil de se beber, não tem passagem por madeira. Vamos então as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi de média intensidade, bom brilho e boa limpidez. Presença de leve halo granada. Lágrimas finas, espaçadas e sem cor também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, toques terrosos, chá preto e algo de ervas.

Na boca o vinho tinha corpo médio, ótima acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e muito saboroso.


Um ótimo vinho italiano, trazido pela importadora mineira Casa Rio Verde, que também possui um clube de vinhos bem interessante que estou conhecendo e recomendo. Foi harmonizado com pizzas caseiras como esta, da foto acima, de muzarela de búfala e tomate seco.Para ter mais informações sobre o vinho acessem: VinhoSite e VinhoClube.

Até o próximo!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Shabo Brut Sparkling Wine: Da Ucrânia para o Balaio para a #CBE

Chegamos ao dia da #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs, aqui no Balaio, sendo que o tema deste mês, janeiro, o primeiro de 2017 ficou a meu cargo, uma honra levando em conta que o primeiro de janeiro é bem emblemático por marcar o início de um novo ciclo de vida. Bom, eu sugeri o seguinte: "Pensei no tema e cheguei à conclusão de que, como o post acontecerá no dia primeiro de janeiro, na virada do ano, e sempre buscamos coisas novas no ano que entra, deveríamos provar um vinho de um país que nunca provamos, branco ou tinto, e se possível propormos uma harmonização. Espero que gostem do desafio!" Levando isso em conta, por aqui provamos o Shabo Brut Sparkling Wine, vindo diretamente da Ucrânia.


A empresa industrial e comercial Shabo, localizada a 70 km de Odessa e 5 km do resort Zatoka, na Ucrânia, cria bebidas finas da mais alta qualidade desde 2003, respeitando a tradição da vinificação, mas também aplicando as tecnologias mais avançadas. Com isso, os vinhos Shabo incorporam as melhores propriedades naturais de uvas, preservando o sabor e aroma das mesmas, recém-colhidas, as suas características varietais brilhantes. O nome da empresa é derivado de um dos mais antigos terroirs na Europa - Shabo. Os progenitores da vinificação em Chabot são considerados os gregos antigos, que nos séculos VI-II eram baseados na aldeia da costa do Mar Negro de Tiro e as primeiras videiras plantadas por lá, há 2500 anos atrás. No século XVI nesta região começou o "período turco". O assentamento turco foi nomeado "Asha-Abaga", que se traduz em "abaixar as vinhas". O nome não foi escolhido por acaso - geograficamente localizado abaixo dos vinhedos de Ackerman (mais tarde Belgorod-Dniester). Existem diferentes variedades de uvas cultivadas, mas entre elas havia uma que até hoje cresce em Chabot, e é considerada autóctone - "Teltow Kuruk", que em turco significa "cauda raposa". Para salvar estas videiras únicas na empresa "Shabo", um programa especial foi criado.

Já sobre o Shabo Brut Sparkling Wine, podemos ainda acrescentar que é um vinho espumante feito com base nas uvas Pinot Noir e Chardonnay cultivadas em uma região chamada Kuban, produzido pelo método charmat, onde a segunda fermentação acontece em tanques de aço inox. Fica em contato com as leveduras por um período de 6 a 12 meses, sob avaliação do enólogo. Vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante apresentou coloração amarelo palha com reflexos dourados com muito brilho e limpidez. Boa formação de uma perlage fina, consistente e intensa.

No nariz o vinho espumante mostrou aromas de frutos cítricos, flores, panificação (fermento) e algo de nozes.

Na boca o vinho espumante mostrou bom corpo e bom frescor. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e muito fresco.

Uma boa surpresa este vinho espumante vindo da Ucrânia, boa tipicidade e uma boa maneira de começar com perna direita este ano e as postagem para a #CBE. Deve harmonizar bem com comidas mais simples e leves, com uma boa conversa ou pode ser bebido sozinho mesmo. Mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!