Tuesday, April 30, 2013

Voltando as atividades com novidades diretamente da Itália

Prezados leitores, como vocês devem ter percebido estive um pouco off line daqui e gostaria de primeiramente me desculpar com vocês, mas o motivo desta vez foi nobre: me casei e estive em viagem de lua de mel pela Itália num período de aproximadamente 10 dias. E como voltei e logo em seguida já estava trabalhando (literalmente, pois cheguei em casa as 3 da manhã e as 6 já estava indo pro trabalho), ainda não pude colocar todas minhas idéias em ordem pra postar algumas coisas fantásticas que passei durante esta viagem. Mas posso adiantar que provei vinhos muito legais, visitei lugares encantadores e que tenho algumas dicas na manga que quero logo mais compartilhar com vocês. Enquanto isso não acontece, fiquem com um preview do que pode vir por ai:





Até logo!

Wednesday, April 17, 2013

Corbec 2009 #malbecworldday #CBE

Apesar de não fazer parte oficialmente da CBE (Confraria Brasileira de Enoblogs - Confraria virtual de blogueiros de vinho) fui convidado a participar da edição deste mês da confraria em virtude de todas as ações relacionadas ao #malbecworldday e obviamente não poderia recusar. E mais do que nunca gostaria de agradecer novamente ao grande Deco Rossi (do blog Enodeco, embaixador da Wines of Argentina no Brasil e outras facetas mais) por ter me incluído na ação.


O vinho Corbec é parte do trabalho da gigante italiana Masi em solo argentino, onde misturando todo seu know how com os terroirs da Argentina, vem galgando incrível sucesso com suas criações. Este vinho é um corte inusitado da uva italiana Corvina (70%) com a uva franco-argentina Malbec (30%) sendo que a primeira ainda passa por um processo chamado de "passificação", onde as uvas são colocadas em esteiras de madeiras e secadas ao sol a fim de concentrar o açúcar e demais constituintes (área inclusive em que a Masi é expert no assunto e marca registrada dos vinhos Amarone). Após o processo de passificação, as uvas são fermentadas separadamente em tanques de inox para depois do corte, ficarem maturando por 18 meses em barricas de carvalho. Vamos as impressões sobre o vinho.

Na taça o vinho tinha uma linda cor violácea intensa, escura e quase impenetrável. Lágrimas finas, rápidas e devidamente coloridas compunham também o aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas escuras em compota, toques de especiarias e lembrança de chocolate ao fundo. Com algum tempo em taça também pude notar toques de tostado. Os aromas pareciam se revezar na taça.

Na boca o vinho se mostrou encorpado e ao mesmo tempo aveludado, com taninos finos, redondos e macios. Acidez extremamente viva. Retrogosto trazendo muita fruta em compota com toques de especiarias. Final de longa duração.

Um baita vinho sem duvida nenhuma. Foi harmonizado com um belo bife a parmegiana e vou dizer, sem sombra de dúvida, que foi muito bem. Eu recomendo a prova. E o repeteco. E a prova de novo. Um vinho pra chamar de meu.

Até o próximo!

Tuesday, April 16, 2013

Winebar especial #malbecworldday

Conforme já havia comentado anteriormente aqui no blog, um dos eventos criados aqui no Brasil para a comemoração do Dia Mundial da Uva Malbec foi um winebar com vinhos varietais desta uva, especialmente escolhidos pela Wines of Argentina (representado aqui pelo também blogueiro, publicitário e embaixador da marca para o nosso mercado Deco Rossi) em conjunto com os também blogueiros e publicitários (não necessariamente nesta ordem) Daniel Perches e Alexandre Frias. E tive a grata oportunidade de ser parte de um dos blogueiros escolhidos para degustar os vinhos e ajudar na divulgação do evento, dos vinhos e assim por diante. Não tenho como expressar minha gratidão e alegria por mais uma vez poder fazer parte deste evento. Mas sem maiores delongas, vamos falar sobre os vinhos.


O primeiro vinho apresentado na noite foi o Andeluna Altitud Malbec 2010, que já no rótulo chama a atenção com a frase: "vinhas que tocam os céus". Este vinho é tem suas uvas cultivadas bem aos pés da Cordilheira dos Andes em Mendoza com altitudes beirando os 1300 metros acima do nível do mar, dai a frase do rótulo. Esta vinícola é relativamente nova, sendo fundada em 2003, mas pelo nível do vinho, creio que pode ser considerada um caso de sucesso. Mantém como consultor o famoso "flying winemaker" Michael Rolland. Esta linha (Altitud) pode ser considerada como uma linha intermediária da vinícola (se entendi bem) e tem a premissa de atingir máxima concentração e maturação das frutas para expressar todo o potencial do terroir em que se encontra. Passa por 12 meses em barrica. Um vinho de cor violácea muito forte,quase negra, com aromas basicamente de frutos vermelhos e toques de capuccino. Na boca tem bom corpo, boa estrutura e acidez deliciosamente refrescante. Um vinho que agrada em cheio e não é daqueles malbec carregados que enjoam com o passar do tempo.


Já o segundo vinho apresentado foi o Lagarde Primeras Viñas Malbec 2009, um vinho que segundo o produtor é feito com uvas de uma vinha que data de 1906 (daí o nome do vinho). A Bodega Lagarde foi fundada em 1897 e preserva muito de sua arquitetura e concepções originais, sem no entanto perder no entanto o foco na modernização e utilização das mais recentes tecnologias na área da vitivinicultura. Os vinhedos estão localizados principalmente na região de Lujan de Cuyo, em Mendoza na Argentina. O vinho em questão é considerado um dos tops da vinícola, é feito com 100% de uvas malbec e passa entre 12 a 14 meses de envelhecimento em madeira e mais 12 meses em garrafa antes de ser disponibilizado ao mercado. O vinho tem uma cor violácea muito intensa, quase intransponível. No nariz mostra aromas de frutos vermelhos, notas balsâmicas e de flores. Lembranças de madeira ao fundo. É bem encorpado e aveludado ao mesmo tempo, mostrando equilíbrio entre taninos e acidez. Um excelente vinho, meu favorito da noite.


Por último fomos apresentados ao Sottano Malbec Reserva da Família 2008, um vinho pra gente grande com certeza. Embora já o havia provado em outra ocasião (relembrem aqui), nunca é demais confirmar (ou não) nossas impressões sobre os vinhos que nos agradam. Não irei me estender muito sobre a vinícola, passando direto as impressões. Um vinho elegante, que alia a potência dos vinhos do novo mundo com a parcimônia dos vinhos do velho mundo de uma maneira incrível. Também de cor muito escura, quase que como se fosse uma tinta, trazia aromas de frutos e flores mesclados aos de madeira. Ao fundo pude notar notas minerais, que sinceramente não estou acostumado a notar nestes vinhos. Belo corpo, acidez na medida e taninos macios e redondos. Um vinho pronto pra beber.


Este winebar só apresentou vinhos que não estavam pra brincadeira. São vinhos alcoólicos que embora não deixem transparecem isto na taça, precisam de uma boa comida para acompanhar. Uma boa dica é carne ao molho madeira, que foi uma de minhas harmonizações e acho que ficou bem legal. De qualquer maneira os vinhos são de extrema qualidade e não lembram aqueles sucos de madeira que vez ou outra encontramos nos vinhos de nossos hermanos.

Mais uma vez agradeço aos organizadores por me incluirem na divulgação e posso dizer que a cada dia o winebar se torna mais profissional e além de nos possibilitar o contato com gente que entende do riscado, também nos propicia a oportunidade de trocarmos idéias com pessoas que também estão degustando os mesmos vinhos em outros lugares do Brasil. Eu apóio e não vejo a hora de acompanhar o próximo!

Até lá!

Wednesday, April 10, 2013

Filipa Pato Baga&Touriga Nacional 2009

Era o dia do meu casamento, dia festivo e de muitas emoções. Evidentemente que pedia um belo almoço de comemoração. Pois bem, escolhemos então um restaurante que nos trás boas lembranças, o portuguesíssimo Ora Pois, situado na Serra da Cantareira, inclusive já falei sobre ele por aqui. E eu como apreciador de um bom bacalhau, aproveitando estar num lugar em que esta é a especialidade da casa, nem pensei muito e em conjunto com minha esposa (os pratos de bacalhau servem duas pessoas) escolhemos o Bacalhau Assado na Brasa com Batatas ao Murro, tenros e altos filés de bacalhau assado com um delicioso molho a base de azeite e alho com muita cebola e batatas assadas ligeiramente pressionadas para dar aquela impressão de que foram sovados. E nada mais justo do que escolher um vinho português para acompanhar, no caso o Filipa Pato Baga&Touriga Nacional 2009.


A família Pato há cinco gerações que se dedica à criação de vinhos na Bairrada. A filosofia comum a todas as gerações sempre incidiu na inovação da viticultura e enologia em cada colheita, numa busca incessante pelo aperfeiçoamento dos nossos vinhos baseados na casta Baga. Os vinhos são equilibrados e sem “maquiagem”, com ênfase no carácter de cada vinha. Pratica-se uma viticultura amiga do ambiente. Filha do famoso e experiente Luis Pato (que já foi citado por aqui em 3 oportunidades: aqui, aqui e aqui), Filipa tem formação em Bordeaux, estágios na Argentina , Austrália e França, hoje lidera o projeto FP Wines. Com o conceito que o vinho é uma questão de origem, a enóloga procura que os vinhos demonstrem a forte identidade com o local onde são produzidas as uvas, isto adaptado ao consumidor internacional.

Sobre o vinho, o mesmo é composto de 75% de uva Baga e 25% de Touriga Nacional, sendo que 50% do vinho fermenta em lagar de carvalho Frances e os 50% restantes fermentam em tanque de inox. Estagia uma parte em pipas usados de 650 ltrs. Possui 13% de álcool. Vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou uma cor rubi com leve tendência violácea. Lágrimas finas, rápidas e quase incolores preenchiam as paredes da mesma.

No nariz o vinho se mostrou austero com aromas de frutos escuros, toques terrosos e animais e algo de chocolate ao fundo.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos finos e redondos. Retrogosto trazendo frutos escuros e os toques terrosos, confirmando o olfato. Final de média duração.

Um bom vinho e que fez um bom casal com o prato de bacalhau. Fez jus ao motivo de sua escolha e brilhou na comemoração do meu casamento. Eu recomendo.

Até o próximo!

Greystone Cellars Chardonnay 2011

Em mais uma tentativa de invencionices culinárias, sempre surge a necessidade de se acompanhar com um bom vinho. Desta vez, eu e minha esposa pensamos em fazer um risotto e um peixe para comemorarmos também o meu aniversário. E ai surgiu aquela já velha pergunta: que vinho vamos utilizar para o risotto e para degustar? Uma rápida procura em minha adega e me deparei com o Greystone Cellars Chardonnay 2011. O risotto seria de shitake e para acompanhar, filés de pangassius temperados com pimenta, limão siciliano e cobertos com uma crosta de pistache. Pronto, estava decidido. E convenhamos, que belo banquete de aniversário, não?!


Este vinho é feito a partir de um corte das uvas Chardonnay, Viogner, Muscato e Malvasia, sendo que a Chardonnay dá nome ao varietal do vinho por ser a maior constituinte do mesmo.  Todas estas uvas são colhidas nas regiões próximas a Sta Barbara, na Califórnia. Tem um curto período de passagem por barril (aproximadamente 4 meses). Sem maiores informações da vinícola ou mais histórias interessantes, vamos as impressões.

Na taça uma bonita cor amarelo palha com reflexos ainda verdeais com muito brilho. Lágrimas finas, rápidas e sem cor ajudavam a compor o aspecto visual. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas como abacaxi, pêssego e cítricas. Além disso, pude notar também toques de baunilha e leve lembrança mineral. O vinho era bastante perfumado.

Na boca o vinho apresentou bom corpo e acidez. Retrogosto trouxe muito abacaxi e fruta cítrica com toques adocicados de baunilha. Final de média duração.

Outro bom vinho trazido pela Smart Buy Wines através de seu clube de vinhos. Agrada em cheio para acompanhar comidas a base de frutos do mar e risottos mais leves. Não preciso nem dizer que foi muito bem com nossos pratos! Eu recomendo a prova! Este foi adquirido 79 reais e vale o quanto custou.

Até o próximo!