quinta-feira, 16 de julho de 2009

Libertadores: futebol brasileiro o melhor do mundo?

Nas últimas 10 decisões da Copa Libertadores da América, em 8 tivemos times brasileiros disputando o título e apenas por duas vezes um time brasileiro se sagrou campeão. Verdade que nestas duas oportunidades, a final foi time brasileiro contra time brasileiro ( em 2005 o São Paulo venceu do Atlético Paranaense e em 2006 o Inter venceu em cima do São Paulo). Nas outras oportunidades sempre o time de fora venceu, e na maioria das vezes no Brasil. Pior ainda se a estatística for contra a Argentina, com o Boca Júniors derrotando o Grêmio, Santos e Palmeiras e o Estudiantes, no jogo de ontem, derrotando o Cruzeiro. Diante disso me pergunto, por que ainda achamos que o futebol brasileiro é o melhor do mundo se nossos clubes, os melhores dentro do país cada qual em sua época, não conseguem superar os rivais latinos?

É indiscutível que os times latino americanos, com ampla vantagem para os argentinos, demonstram uma garra insuperável dentro de campo, correndo os 90 minutos de partida sem demonstrar-se cansados ou desanimados, mesmo atrás do placar em algumas oportunidades. Entendo ainda que intimamente ligado a este fator está a tarimba dos argentinos principalmente neste tipo de competição, pois eles sabem como provocar e desgastar o adversário emocionalmente de uma forma que o mesmo se desestabilize na partida e perca o rumo de vez, gerando expulsões e confusões dentro de campo. Não vejo maldade, simplesmente malícia de jogar o jogo como ele deve ser.

Evidentemente um outro fator que pesa é o fato de que a América Latina (com grande destaque para Brasil, Argentina e Uruguai) é um grande celeiro de grandes jogadores para o mundo, e aliado a todo o diferencial emocional que os times argentinos tem, por exemplo, une-se então uma técnica muito apurada de diversos grandes jogadores, como foi o caso por exemplo do jogador Veron na partida de ontem, um verdadeiro “maestro” de seu time, que sabe muito bem dosar e acelerar o ataque de seu time quando necessário.

Outro destaque, este sem sombra de dúvida vencido de longe pelos argentinos, é a forma como a entusiasmada torcida portenha empurra o time os noventa minutos em todo jogo, seja dentro ou fora de casa, estando em maioria ou minoria. Ontem, desde muito cedo já se faziam ouvir os poucos mais de 3 mil torcedores do Estudiantes no mineirão sob uma imensa maioria celeste. Digno de nota 10 para nossos hermanos.

Muitos são os argumentos, muitos irão concordar comigo, muitos não, mas a verdade esta ai, em números, goste quem gostar. E nada melhor do que um bom vinho tinto, Malbec de preferência, um bom assado e um Tango pra comemorar!!!

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