sexta-feira, 16 de agosto de 2013

3o Tasting Wines of Chile & Masterclass: Abundância, diversidade e qualidade!

Na última quarta feira aconteceu o 3o Tasting Wines of Chile e também uma belíssima Masterclass com o objetivo de elucidar mais um pouco sobre as novas subdivisões do vinho no Chile. Ouso dizer que no entanto, estas novas divisões saem mais como conjuntos maiores em relação as denominações já existentes. Tá, eu usei um termo comumente aplicado a aviação (conjunto maior), mas a idéia é que agruparam-se os vinhos em conjuntos de mesmas características e localização geográfica mais abrangente, não se limitando a vinhedos e denominações específicas (como Colchágua, por exemplo). O evento teve como palco o já comentado por aqui Hotel Unique, em São Paulo, e nem preciso dizer como o local é apropriado pra estes eventos. Além disso, o evento contou com organização da CH2A Comunicação em conjunto com a Wines of Chile.


A masterclass teve como guias Jorge Lucki, um dos maiores conhecedores de vinho no Brasil, e também Oscar Paéz, do escritório de comércio do Chile aqui no Brasil (o Chile é o maior exportador de vinhos para o Brasil). A idéia foi mais uma vez tentar desmistificar as novas divisões do vinho no Chile mostrando que para o consumidor, esta será uma maneira mais simples de encontrar um vinho chileno de seu agrado de acordo com a região a que este pertença, uma vez que cada um destes três grupos maiores possuem vinhos com características semelhantes entre si dentro de seu respectivo grupo. E digo mais uma vez por que a uma semana aproximadamente tivemos uma degustação virtual da Wines of Chile em conjunto com o Winebar cujo tema era este mesmo (relembrem aqui e aqui). Desta maneira irei apenas elencar alguns destaques pessoais da feira neste post, deixando a discussão das novas regiões para os posts anteriores.


Foram degustados 11 vinhos para a masterclass, divididos em alguns blocos, sendo 5 da subregião Andes, 3 da subregião Entre Cordilheiras e 3 da subregião Costa. Destes, meus destaques são: da região Costa o belíssimo Sauvignon Blanc Cipreses da Casa Marín, perfumado, intenso, fresco, enfim, um dos melhores da casta que já provei; da área Andes o Intriga Cabernet Sauvignon da Montgrass, classudo, opulento, clássico cabernet com um final longo e saboroso em boca e o já conhecido Finis Terrae da Cousiño Macul, complexidade, finesse em um vinho que vale conhecer; por último, da subdivisão Entre Cordilheiras eu fico com o Vertice da Viña Ventisquero, blend de Carmenére e Syrah com bastante complexidade e boa acidez, já pronto pra beber. Era a hora de irmos para o tasting propriamente dito.




Como o próprio título do post já propõe, eram 38 vinícolas trazendo muito vinho, muitas curiosidades e claro, muita qualidade que fica muito difícil provar e tratar sobre tudo aqui, entretanto existem alguns campeões já consagrados e algumas surpresas, ao menos para este que vos escreve.

Uma uva pouco falada por aqui mas tem entrado em cortes ou gerado vinhos varietais interessantes é a Carignan, que conduz o corte do grande Éclat, da Viña Valdivieso, um vinho opulento, saboroso, complexo e pronto pra beber. Outro vinho encorpado e musculoso, fazendo a linha mais oputlenta é o Pangea, 100% Syrah da Viña Ventisquero e que é um convite a cada taça. Já na linha um pouco menos encorpada e mais versátil surge o Pinot Herú, também da Ventisquero e que considerei um bom custo benefício. O que falar então dos grand crus da Caballo Loco, também da Viña Valdivieso? Os dois Maipo e Apalta, segundo o importador, são um projeto único para o Brasil e são extremamente elegantes, complexos e merecem a fama que os precedem. Da Viña San Pedro vem o impressionante e complexo Cabo de Hornos, grande blend guiado pela Cabernet Sauvignon que impressiona pela quantidade de aromas e pelo longo final que demonstra em taça. 



Agora se você é um seguidor da vitivinicultura orgânica, por que não provar os vinhos da Emiliana, como o Coyam, por exemplo? Este um blend de algumas uvas e seus aromas frutados, especiados e toda sua complexidade aliada a sua elegância trás muita vontade de repeteco pra sua taça. Da Santa Helena destaco o Vernus Pinot Noir e sua cor mais parecida com os borgonheses, sua sutilidade e elegância além é claro de um bom custo benefício. E pra finalizar quem sabe o Catalina, da Viña Santa Ema, muito estruturado, harmônico e intenso, pronto pra beber.


Evidentemente existem muitos outros vinhos, muitas outras surpresas e assuntos a serem tratados mas espero que possa ter mostrado um pouco do que foi e do que vi durante a feira. Fica também o registro de como os Carmenére chilenos evoluíram, foram domados e aprenderam a lidar com a complexidade que estes vinhos podem entregar. Fico feliz com a oportunidade de provar e conhecer tanta coisa, afinal só a litragem e estudo faz a gente conhecer um pouco sobre o assunto, certo?

Até o próximo!

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