terça-feira, 20 de agosto de 2013

Confraria Pane, Vinum et Caseus: Vinho e Golf "Harmonizam"?

Essa era a dúvida que deveria ser sanada na fria tarde de domingo em São Paulo. Era tarde de mais uma reunião da Confraria Pane, Vinum et Caseus e desta vez em um local diferente. Era a primeira vez (ao menos pra mim) que iríamos a um restaurante/bar anexo a um campo de golfe. O Local escolhido era o Eagle Golf Point, nas proximidades do aeroporto de Congonhas, em São Paulo. E para o cardápio, iguarias hermanas: bife de chorizo, chimichurri e papas fritas. Teríamos grande lotação, a maioria dos confreiros e confreiras havia confirmado presença. Vamos ver o que deu?


Chegando ao local já era possível ver as redes de proteção e os barulhos das tacadas. A vista do salão em que a confraria seria acomodada era incrível, dava a sensação de estarmos fora de São Paulo não fosse pelo barulhos espaçados dos aviões pousando em Congonhas. Muito verde em um espaço enorme davam a sensação de paz e tranquilidade necessários para que o encontro dos amantes do vinho se passasse da maneira mais agradável possível.


Fomos recebidos pelo "presidente" Fabio, que logo nos apresentou a alguns vinhos diferentes. Primeiro um exemplar vindo do Vale do Rhône, na França: Château d`Or et de Gueules Costières de Nîmes 2010. Com uma composição típica da região (corte de Grenache, Carignan, Syrah e Mourvèdre) o vinho se mostrou de cor rubi violácea escura, meio opaca e com lágrimas finas e sem cor; aromas um pouco fechados de frutas negras e toques terrosos; na boca um tanto quanto ligeiro, de corpo médio e com taninos finos e suaves. Em seguida, um vinho patrício: Quinta da Pedra Alta Tinto 2007, representante duriense que auxiliou nas boas vindas. Composição típica para um português de respeito (Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinta Barroca e Touriga Franca). Mais fragrante que seu antecessor, mostrou toques de frutos silvestres, flores e ligeira lembrança de madeira. Em boca é de médio corpo, macio e fácil de beber. Como curiosidade, o vinho é feito em lagar com pisa a pé e envelhece por 6 meses em barrica. A partir daí foi um desfile de vinhos e comida.


Entre alguns petiscos e muita conversa, alguns outros vinhos nos foram servidos, sendo que a maioria já esteve por aqui em uma ou outra postagem e por isso pouparei meus leitores de muita repetição. O embate do almoço entretanto se daria entre dois argentinos: o Dolium Malbec 2010, um vinho que se mostrou jovem, bem violáceo e que trouxe no nariz aromas de frutas silvestres e lembrança de baunilha. Taninos macios e fácil de beber. Para o dia a dia; do outro lado vinha o Sotano Reserva da Família Malbec 2008, esse já conhecido por aqui e mais elaborado e afinado, trouxe bela cor violácea de grande intensidade, aromas de frutos escuros em compota, florais e chocolate ao fundo. Encorpado e redondo, se mostrou mais do que pronto pra beber. Acho que já tínhamos um vencedor. 

Ao final, o Sotano acabou por agradar a maior parte das pessoas e harmonizou de forma clássica com os pratos de bife de chorizo. E para adoçar a vida, um mousse de chocolate para encerrar com chave de ouro mais uma esbórnia enogastronomica. 

Vocês devem estar perguntando: Mas e o golfe? Confesso que depois de tudo isso, o golfe acabou sendo esquecido. Alguns corajosos ainda tentaram dar umas tacadas mas eu não sei a resposta se o este esporte e o vinho harmonizam. Quem sabe alguém possa nos ajudar?

E que venham as próximas reuniões da Confraria.

Até lá!

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