sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Winebar: Novas subdenominações no Chile com apoio da Wines of Chile Parte 2

Agora, os vinhos!

Depois de termos comentado um pouco sobre as iniciativas do Chile em facilitar e tornar palatável uma parte dos seus terroirs e o que esperar de cada vinho oriundos destas regiões, chega a hora de comentar um pouco sobre os vinhos degustados. Devido ao curto espaço de tempo entre a entrega dos vinhos e o evento em si, vou apenas comentar sobre os vinhos que tive oportunidade de degustar, deixando para outro post os vinhos que ainda não consegui provar.

Primeiro quero falar sobre um vinho que mais me chamou a atenção: o Espumante Santa Digna Estelado Rosé, da Miguel Torres. Este é um exemplar curioso, produzido por um braço da gigante produtora espanhola em terras chilenas pelo método tradicional (segunda fermentação em garrafa) e feito a partir da casta País, tipo de uva plantada mais antiga de que se tem notícia no Chile, e que pouco é falada e utilizada em vinhos que chegam aqui no Brasil. Tem uma coloração rosada bem clara (casca de cebola) com uma perlage fina e bem persistente. Apresentou aromas de frutos cítricos e vermelhos, bem como toques de panificação. Em boca é fresco, delicado e forma um bom colchão de borbulhas. Confirma o olfato com muita fruta. Deliciosamente refrescante, acompanha entradas e pratos mais leves, mas vale ser bebido sozinho mesmo, num bom bate papo e coisa e tal. Foi meu escolhido pra acompanhar um suflê de couve flor com frango assado. Ficou divino!


Depois passamos a um best seller de todos os tempos, talvez um dos melhores vinhos que eu já provei. Gosto muito dele. Estou falando do Terrunyo Carmenére, da gigante Concha Y Toro. Segundo a Michele, presente no evento, a linha Terrunyo foi por algum tempo a linha topo de gama da vinícola e até por isso, apresenta essa consistência e qualidade sempre. É fruto de um corte de 85% de uvas Carmenére com 12% de uvas Cabernet Sauvignon e mais 1% de Cabernet Franc e 2% de Petit Verdot colhidas do bloco 27 no vinhedo denominado Peumo no Vale do Rapel e passa por 19 meses em carvalho francês (70% novo). Na taça uma bonita cor violácea. Lágrimas finas, ligeiramente demoradas e coloridas tingiam as paredes da taça. No nariz o vinho abriu com aromas que misturavam frutas vermelhas e frutas escuras, especiarias (pimenta em destaque) e toques de chocolate. Depois de um tempo em taça um ligeiro tostado também podia ser notado. Na boca o vinho se mostrou muito encorpado, taninos presentes, marcados mas de muita qualidade e boa acidez. Retrogosto confirma o nariz com frutas e especiarias. Ligeiro toque mineral ao fundo. Final de longa duração. Sem dúvida um grande vinho!


E por último, dos que tive oportunidade de degustar, surge o Pérez Cruz Reserva Cabernet Sauvignon, feito no Vale do Maipo numa composição de 95% de uvas Cabernet Sauvignon seguidos de 3% de uvas Syrah e 2% de uvas Carmenére. No nariz muita fruta vermelha, especiarias, baunilha, leve herbáceo e toques mentolados. Já em boca um vinho de corpo médio com uma boa acidez e taninos ainda bem vivos e marcantes. Confirma o olfato e tem final de média para longa duração. Outro vinho muito interessante e que eu gosto muito, sem dúvida! Fico em dívida, pois esqueci de tirar a foto deste!

Mais um grande Winebar, que contou com grandes vinhos, muita informação e diversão. Ainda não provei dois dos cinco vinhos (o que pretendo fazer logo) mas assim que o fizer, minhas impressões estarão por aqui. Fiquem de olho!

Até o próximo!

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