sábado, 26 de abril de 2014

Mercado brasileiro de vinhos: futuro depende do comércio eletrônico?

Segundo uma reportagem do Jornal da Globo, as empresas estão apostando em vendas on line de vinhos para expandir o consumo de vinho no país. Isto por que a venda on line está gerando faturamentos milionários para sites especializados. E como já cansamos de falar, até mesmo por aqui, este é um mercado que tem ainda muito a ser explorado e estão surgindo diversos sites atrás deste retorno financeiro.


Se por um lado houve aumento nos números relacionados às exportações dos vinhos brasileiros (cerca de 18%) para mais de 10 países atualmente, o mercado interno também apresentou uma melhora. Prova disso são diversos produtores de vinhos de diversos lugares do mundo que vem ao país, muitos ainda sem importadores, e se aproveitam das inúmeras feiras e eventos sobre o tema para se apesentarem. A Expovinis, que aconteceu esta semana é um grande exemplo. E a ferramenta que tem se mostrado como forte aliada nesta expansão do mercado interno é sem dúvidas a internet. 

Nos últimos tempos temos visto que diversos grupos estrangeiros estão vindo ao país e aportando somas consideráveis de dinheiro em diversos sites nacionais de venda de vinhos on line. Até falei sobre isto a alguns posts atrás, quando comentei a cerca das mudanças que a loja virtual Evino viria a sofrer (relembrem aqui). As projeções, ainda segundo a reportagem, é que o crescimento médio de algumas lojas virtuais do setor de vinhos são da ordem de 30% ao mês (as mais novas) chegando a incríveis incrementos de 100% ao ano (algumas lojas já consolidadas). Isto prova que o mercado brasileiro ainda está ávido por crescimento e tem uma potencialidade enorme inexplorada.

Outro ponto falado na reportagem, este um pouco mais polêmico e discutível (minha opinião) é que com o incremento da renda das classes mais baixas (digamos a classe C, por exemplo), os vinhos também passaram a ser produtos desejados por estas pessoas que agora teriam poder aquisitivo para tal. Embora eu entenda que a economia realmente melhorou e que a renda começa a se distribuir para as classes mais baixas, ainda vejo que o vinho possa ser considerado supérfluo e elitizado para as classes mais baixas. Entretanto tenho esperança que com o aumento da renda destas pessoas, o vinho passe realmente a figurar em suas mesas, afinal é isto que buscamos todos (jornalistas, blogueiros, vendedores, etc.), não é mesmo?

E vocês leitores, que tal comentarem comigo quais são suas formas preferidas para compra de vinhos? A internet é amplamente usada ou a conversa tete a tete com um vendedor ainda é a pedida? Eu particularmente tenho usado a internet com alguma frequência, ainda mais quando a experiência é bem sucedida, mas não acho que passarei a usar 100% o meio eletrônico. Pelo menos não em um futuro tão próximo assim. 

Até o próximo!

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