segunda-feira, 21 de abril de 2014

Vinhos & amigos: harmonização perfeita!

A amizade, segundo o dicionário, tem alguns significados: sentimento de estima ou de solidariedade entre pessoas, grupos etc; pessoa amiga; relação de caráter social; sentimento ou estado de entendimento entre pessoas, grupos, países etc; apego de alguns animais pelo homem e benevolência. Entretanto, em minha opinião, tais significados tem pouco importância. O que mais importa é estar entre pessoas que você gosta, se sente bem e quer sempre estar junto. Imbuído deste sentimento, aproveitei a passagem de mais uma primavera de minha vida para reunir pessoas que entendo fazerem parte deste sentimento de vários significados, reunidos ao redor de uma boa mesa, bons vinhos e boas conversas.


Naked cake de brigadeiro, foto by Cuecas na Cozinha

E para receber amigos, nada melhor do que a inspiração de minha esposa para montar um cardápio de dar inveja: das entradas com lascas de polvilho, manteigas aromatizadas e queijos aos pratos principais como cogumelos recheados e o famoso "Coq au Vin", que ficou cozinhando por 3 horas e soltava do osso com o fechamento com chave de ouro com o "naked cake de brigadeiro e coberto de frutas silvestres", tudo foi meticulosamente pensado com o intuito de fazer os amigos se sentirem em casa. E claro que tudo isso regado a vinhos muito especiais, vinhos estes que falaremos um pouco na sequência.

Estrelas do Brasil Nature Rosé Champenoise

Para brindarmos a presença de todos por aqui, o primeiro vinho a ser degustado foi o Estrelas do Brasil Nature Rosé Champenoise, obtido pelo método champenoise (segunda fermentação em garrafa), a partir de um corte das uvas Pinot Noir, Chardonnay, Viogner e Rieslig Itálico. Este espumante é encorpado e volumoso em boca, apresentou uma coloração rosa clara com perlage persistente e de bolhas minúsculas. Aromas terciários em evidência, lembrando terroso, fermentação, defumado e com frutas em segundo plano. Ótima acidez, sem se tornar agressiva, conta ainda com um final de longa duração. Às cegas diria se tratar de um bom champagne.

Ferrari Maximum Brut

Continuando a sequência de brindes, foi a vez de abrirmos um espumante que carrega um sobrenome de peso: o Ferrari Maximum Brut. Este espumante foi trazido diretamente da Itália por nossa amiga Evelyn, do blog Taças e Rolhas. A Ferrari é o maior nome italiano quando falamos da produção de espumante pelo método clássico. Possui mais de um século de história ligada a esta bebida festiva, o vinho espumante, que tem sido a base de todas comemorações e festividades em seu país, a Itália. Foi fundada em 1902 por Giulio Ferrari na região do Trento. Teve seu controle passado a família Lunelli pouco mais de 50 anos depois e vem escrevendo seu nome no mercado de vinhos de maneira brilhante desde então. Existe ainda o reforço a marca pela associação, mesmo que errônea, a famosa escuderia da fórmula 1. Voltando ao vinho, este é produzido 100% com uvas Chardonnay e passa por 36 meses de contato com as leveduras. Um espumante de cor amarelo com toques dourados, perlage fina, pequena e muito persistente. Aromas de frutos cítricos, panificação, mel e toques tostados. Na boca é cremoso, de bom corpo e com acidez refrescante. Retrogosto confirma o olfato. Final de longa duração. Um delicioso espumante, sem dúvida, um dos melhores e deve fazer frente a bons champagnes.

Canepa Finisimo Sauvignon Blanc 2012


Para fecharmos esta noite de celebração, passamos a um vinho produzido por um país vizinho e por uma cepa bem conhecida por aqui: o Canepa Finisimo Sauvignon Blanc 2012. Este vinho é produzido pela chilena Canepa, e é um exemplar 100% Sauvignon Blanc sem passagem por madeira. A Vinícola Canepa tem sua história datada de 1930, quando Giuseppe Canepa Vacarreza veio de Gênova na Itália e aportou em Valparaíso, no Chile. De lá para os dias de hoje, diversas inovações e marcos importantes fizeram a Canepa figurar entre as principais vinícolas do Chile. O vinho em questão apresentou uma coloração amarelo brilhante com reflexos verdeais. No nariz aromas de frutos cítricos, grama recém cortada e toques minerais (ok, esta discussão de que existem ou não aromas minerais pode ter me confundido um pouco, mas o que se aproxima do que senti é aquele aroma de pedra molhada, maresia e tais aromas são classificados como minerais, portanto...). Na boca um vinho de médio corpo, boa acidez e com um retrogosto que confirma tudo que o olfato nos mostrou com um delicioso e duradouro final. Não poderíamos ter fechado de melhor forma a parte "etílica" da noite.


Para rebater os vinhos (uma mera desculpa, na verdade) aproveitamos para nos esbaldar com o "naked cake" e nos despedirmos dos amigos, com a certeza de que mais encontros como esse virão. A "Confraria Ainda Sem Nome" voltará a se reunir e quem sabe até lá, poderemos chama-la pelo seu nome. 

Até o próximo!

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