segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Winebar Península Ibérica: World Wine dando show c/ Mencía Luna Beberide 2009

Mesmo não tendo conseguido participar ao vivo do programa por motivos profissionais, assisti ao video e degustei posteriormente o vinho enviado e posto agora minhas impressões.


Primeiramente, devo dizer que o tema escolhido para o Wine Bar foi deveras interessante por alguns motivos: sou parte do vinhos de Portugal fã clube, tenho pouco conhecimento sobre a Espanha e suas "novas" (pero no mucho) regiões vinícolas, o portfólio da importadora World Wine é bem extenso e foi uma maneira de conhecer alguns de seus produtos, a oportunidade de acompanhar a "ressurreição" de regiões como o Dão e o Douro e assim por diante. Além disso, o tema também foi escolhido em virtude da feira que a importadora está promovendo durante os dias de 09 a 11 de Setembro em ambas São Paulo e Rio de Janeiro. Na ocasião, a importadora estará promovendo cerca de 18 produtores entre portugueses e espanhóis para seu público em um formato mais intimista, com direito a degustação dos vinhos, petiscos e se ainda estiver disposto, um jantar no EAT em São Paulo. Fui agraciado com a possibilidade de conhecer um vinho de uma região e feito com uma uva que não conhecia (nunca havia provado). Estou falando do Mencía Luna Beberide 2009

Do site do produtor/importador, um pouco sobre a região: "Localizada num vale ao abrigo das montanhas, na zona noroeste da Província de Leon. Situa-se na zona compreendida entre a Cordilheira Cantabrica e os montes de Leon, sendo seus limites naturais com as serras do caurel e Ancares, os montes Aquilanos e as serras de Jistredo. A montanha protege a região dos excesso do clima e das extremas temperaturas continentais. Graças as magníficas condições naturais, nessa região elaboram-se excelentes vinhos desde os tempos em os beneditinos del Cluny que assentaram nessa região no século XI. O Bierzo obteve o reconhecimento oficial como zona produtora em 1985, quando os vinhos eram elaborados com uvas locais e vinhos procedentes de outras zonas. Essa prática desapareceu com esse novo controle. Esta região faz fronteira entre a úmida Galícia e a seca Castilla y Leon, tem forte influência Atlântica que ajuda a produzir vinhos equilibrados". Confesso que preciso estudar um pouco sobre o local uma vez que não tenho muito a acrescentar. 

Sobre a vinícola: "Fundada em abril de 1987, desde sua criação caminha rumo a moderna estrutura agrária. Seus 50 hectares são vinhedos próprios, das vinhas se cultivam um bom conjunto varietal como: Mencía, Chardonnay, Gewürztraminer, Merlot e Cabernet Sauvignon. Nos últimos anos contou com a colaboração de Mariano Garcia "O Mago" da Ribera del Duero, importante para o desenvolvimento de seus vinhos tintos. Mariano que crê muito no potencial desta bodega".

Finalizando a parte de curiosidade do post, a uva Mencía é autóctone da região e acredita-se ter parentesco com a Cabernet Franc dada sua proximidade de características, apesar de alguns testes de dna não compactuarem com a tese. É plantada na região desde a Roma antiga e também sofreu muito com o golpe da filoxera que assolou a Europa no século XIX. Anteriormente esta cepa era associada a vinhos ligeiros e de pouca personalidade, o que vem mudando com os últimos anos, fazendo com que a região de Bierzo seja colocada numa posição de destaque devido a seus grande tintos. Direcionando ao vinho do post, o mesmo é feito com 100% de uvas Mencía, este vinho não passa por madeira para envelhecimento e/ou afinamento, sendo somente fermentado em tanques de inox. Vamos as impressões.

Na taça o vinho mostrou uma coloração violácea de média para grande intensidade, pouca transparência e bom brilho. Lágrimas finas, rápidas e com leve coloração.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutas vermelhas (silvestres) com toques mentolados e minerais. Uma pequena ponta de álcool apareceu na abertura da garrafa, mas arrefeceu com o tempo.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, taninos finos e macios e boa acidez. Retrogosto confirma o olfato com frutas e mineral. Uma pequena ponta de álcool também pode ser sentida no início, mas que logo arrefeceu. Final de média duração.

Um bom vinho, diferente do que estou acostumado a consumir, que valeu conhecer. Eu recomendo. Mais do que isso, mais um grande Winebar. Vida longa a este meio de divulgação e conhecimentos sobre o vinho.

Até o próximo!

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