quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Quinta do Seival Castas Portuguesas 2008: Um brasuca com sotaque lusitano, ora pois!

Ultimamente tenho voltado meus olhos para os vinhos nacionais de uma maneira diferente, até com certa admiração. Eu até entendo que ainda não competimos muito igualmente a alguns países em determinadas faixas do mercado, mas só de termos uma vasta gama de opções em várias faixas deste mesmo mercado já merece elogios. E um dos vinhos que eu sempre gostei, e o qual já havia provado anteriormente, voltou a minha adega e da minha adega para a minha mesa. Estou falando do Quinta do Seival Castas Portuguesas 2008.


Sobre a Vinícola Miolo não há muito mais a se dizer, seria chover no molhado, pois é sem dúvida uma das gigantes do setor no Brasil e possui uma vasta gama de opções disponíveis para o consumidor. O vinho alvo deste post, no entanto, faz parte do projeto Seival Estate, projeto este que está instalado na Estância Fortaleza do Seival, localizada no Sul do Brasil, no município de Candiota, próximo à divisa com o Uruguai. Até 2018 se preveem implantar 400 hectares de vinhedo, constituídos na sua maioria por castas francesas e castas portuguesas. A videira encontrou nestas terras sulistas os solos ideais, solos de origem sedimentar, de textura média a arenosa, muito profundos, bem drenados, pobres em matéria orgânica e naturalmente irrigados pelo regime de chuvas.

Já o vinho em si, é um corte de uvas originárias de Portugal, Tinta Roriz e Touriga Nacional, com amadurecimento de 12 meses em barricas novas de carvalho francês, e envelhecimento na garrafa em caves subterrâneas e climatizadas. Possui ainda 13,5% de graduação alcoólica. Vamos finalmente as impressões.

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor rubi violácea de boa intensidade, algum brilho e pouca transparência. Lágrimas finas, rápidas e coloridas ajudavam a tingir as paredes da taça. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas escuras maduras, quase em compota, especiarias, floral em evidência e toques lácteos. Um vinho bem perfumado.

Na boca o vinho apresentou corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos macios e redondos. Retrogosto confirma o olfato com um final de longa duração.

Mais um grande vinho nacional, que vale o seu valor (em torno de 60 reais) e que fez a alegria de mais uma noite em família. Eu recomendo.

Até o próximo!

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