terça-feira, 8 de julho de 2014

Angheben Teroldego 2008: Comemorando mais uma vitória brasileira!

Para comemorar a passagem da seleção brasileira para as semi-finais da Copa do Mundo de 2014, nada mais justo e necessário do que tirar um belo vinho brasileiro da adega para acompanhar uma boa refeição. E o escolhido para esta "árdua" tarefa foi o Angheben Teroldego 2008.

Angheben Teroldego 2008

A história da Vinícola Angheben é bem bacana e curiosa. Explico. O seu Idalêncio Angheben, fundador da vinícola, trabalhou por 20 anos na Chandon, famosa fabricante de vinhos espumantes, mas que em determinado momento da vida, decidiu que queria prosseguir com um negócio que pudesse chamar de seu, fundando assim em 1999 a Vinícola Angheben. A vinícola não possui vinhedos próprios, pois entenderam que no momento a prestação de assessoria em vinhedos de terceiros traria maior vantagem e tempo/investimento dedicados a elaboração dos vinhos, com a ajuda de seu filho, Eduardo Angheben. Há controvérsias, mas me parece que no caso a decisão fora acertada dada a qualidade dos vinhos por lá produzidos. Aliando técnicas modernas de enologia com produções limitadas e de alta qualidade além do uso moderado e consciente da madeira (em média de 4 a 6 meses) os resultados demonstrados tem sido excelentes lembrando em muitas ocasiões mais vinhos do velho mundo do que do novo mundo.

Sobre o vinho, o Angheben Teroldego 2008 é varietal elaborado com uvas 100% Teroldego, originária da região de Trentino na Itália e que, segundo o produtor, também se adaptou bem ao terroir de Encruzilhada do Sul, de onde vem suas uvas. Passa por algo entre 6 a 8 meses em barricas de carvalho para afinamento e depois ainda um pouco nas caves antes de ser comercializado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com algum brilho. Apresentava certo halo de evolução tendendo ao granada. As lágrimas eram lentas, finas e com quase nenhuma cor.

No nariz o vinho mostrou aromas de de frutas escuras (ameixa preta), couro, tabaco, especiarias e também de algo de terroso/fungos. Tudo muito austero, elegante, aquela sensação de vinho do velho mundo.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos marcados, porém macios e de boa qualidade. Confirma em boca tudo que foi encontrado no olfato.

Desta vez acompanhou uma boa pizza e o final de noite aqui em casa, além é claro de comemorar a vitória da seleção brasileira ante a colombiana. Um bom vinho sem dúvida nenhuma, o que me faz imaginar que estamos evoluindo também a nossa indústria quando falamos em vinhos tintos. Eu recomendo.

Até o próximo!

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