sexta-feira, 25 de julho de 2014

Venâncio Costa Lima Vale Pereiro Tinto 2012: Um brinde português!

O sucesso tem como definição uma consequência favorável, um resultado bom, um acontecimento favorável, enfim, quando algo planejado sai como esperado ou excede as expectativas. O sucesso também tem sido motivo de brindes ao longo do tempo e o vinho que irei falar hoje nasceu de uma ocasião de sucesso. Lembram que a alguns dias atrás postei sobre uma degustação de vinhos portugueses que tive a oportunidade de participar na loja Vinhos de Bicicleta de São José dos Campos (relembrem aqui)? Então, devido ao grande sucesso que o evento foi (praticamente esgotado em seus dois dias), o proprietário da loja, Rodrigo Ronconi Ferraz, sacou o Venâncio Costa Lima Vale Pereiro Tinto 2012 e ao final do evento propôs um brinde para celebrar.


A Vinícola Venâncio da Costa Lima, produtora do Venâncio Costa Lima Vale Pereiro Tinto 2012, é uma das adegas mais antigas da região de Palmela, em Portugal, com início das atividades ainda em 1914. Sendo um negócio familiar, esta adega já estas nas mãos da quarta geração. Seu fundador, Venâncio da Costa Lima, nasceu em 1892 , na povoação de Quinta do Anjo e em 1914 fundou a Casa Agrícola de mesmo nome. Durante a sua vida, tornou-se pessoa muito considerada e estimada na região, ocupando inclusive a posição de prefeito de Palmela. É produtora de vinhos de mesa, Vinhos Certificados (Regional Península de Setúbal e DO Palmela) e Moscatel de Setúbal, tendo inclusive sido reconhecida recentemente como produtor do Melhor Moscatel do Mundo (Muscats du Monde 2011). Sobre o vinho, um corte de 80% de Aragonês e 20% de Castelão com estágio em madeira que lhe confere maior estrutura e complexidade. Atinge 13% de graduação alcoólica. Vamos às impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor rubi violácea de grande intensidade, bom brilho e pouca transparência. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também faziam parte do conjunto visual.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos vermelhos maduros, baunilha e toques florais. 

Na boca o vinho apresentou corpo de médio para encorpado, boa acidez e taninos macios e redondos. Retrogosto confirma o olfato e o final é de longa e saborosa duração.

Mais um bom vinho português que provo por aqui, fechou com chave de ouro uma noite bem bacana. Eu recomendo.

Até o próximo!

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