quinta-feira, 24 de julho de 2014

Quinta de Alderiz Alvarinho 2011: Continuando em Terras Portuguesas!

Eu tenho em casa a melhor cozinheira do mundo. Não é brincadeira. Ela pensa sempre em mim, no tipo de comida que eu gosto e sempre que estou em casa ela faz pratos sensacionais, dos mais simples aos mais elaborados. O único requisito é: eu devo escolher o vinho pra combinar com o prato. Com o maior prazer! E em um destes finais de semana ela preparou um filé de Truta sobre cama de cebolas e com alcaparras por cima. Simples porém extremamente saboroso. E qual foi o vinho que escolhi? Este aí que está no título do post, o Quinta de Alderiz Alvarinho 2011.


O Quinta de Alderiz Alvarinho 2011 é produzido pela Sociedade Agrícola da Casa Pinheiro ou, simplesmente, o nome fantasia de Quinta do Alderiz. A vinícola está situada no coração do Alto-Minho, mais propriamente na região de Pias, sub-região vitivinícola de Monção em Portugal, com uma área total de 12 hectares de vinha continua. As vinhas, com uma idade media de 25 anos, estão plantadas em solo de origem granítico-argiloso e se beneficiam de um micro-clima excepcional. Esta região normalmente está mais associada aos vinhos verdes, mas também produz alguns varietais brancos muito frescos e que eu particularmente gosto de associar ao consumo de frutos do mar e peixes em geral. Foi fundada em 1987 pelos filhos de Joaquim Alfredo Esteves Pinheiro, eterno defensor da casta Alvarinho. Em 1988, sob a gestão de José Pinheiro, foi lançado no mercado o primeiro varietal de Alvarinho "Quinta de Alderiz" e desde então, todos os anos, é apresentado o "Quinta de Alderiz".

Falemos então sobre o vinho. É um varietal 100% Alvarinho de vinhas com idade média de 25 anos com produção de cerca de 40 mil garrafas/safra. Não passa por envelhecimento em carvalho. Tem teor alcoólico de 13%. Foi elaborado pelo competente enólogo João Garrido, uma das melhores referências enológicas da região do Vinho Verde. Vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou amarelo palha com reflexos esverdeados, bom brilho e boa transparência. Lágrimas finas, rápidas e incolores completavam o conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas tropicais, cítricas e toques florais. 

Na boca o vinho tinha corpo médio e acidez deliciosamente refrescante. O retrogosto confirma o olfato e o final é de média duração.

Mais um bom vinho apresentado pelo clube de vinhos da Winelands. Combinou divinamente com o prato de truta. Eu recomendo.

Até o próximo!

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