domingo, 31 de julho de 2011

Baixos rendimentos nos vinhos do Porto são esperados após granizo e queimaduras solares

Voltando a lidar com o assunto de aquecimento global, sustentabilidade e afins, encontrei esta reportagem que de alguma forma poderá nos afetar, uma vez que somos grande consumidores do vinho do porto e o que aconteceu poderá aumentar preços, diminuir a disponibilidade do produto e assim por diante em terras brasilis. Reportagem traduzida e adaptada do site da revista Decanter. Espero que gostem.

Produtores de vinho do porto no Vale do Douro esperam rendimentos baixoa este ano depois de terem seus vinhedos atingidos pelo granizo e calor extremo nos últimos dois meses.

Depois de um maio incomumente quente e um começo mais ameno de junho, as temperaturas subiram até os 40 graus Celsius durante o último fim de semana do mês, causando as piores queimaduras na memória viva das vinhas.
Escrevendo no seu blog na Graham´s, o viticultor da vinícola Symington Family Estates, o Sr. Edlmann Miles disse que o calor afetou em particular o Vale da Vilariça, que também havia sido danificado pelo granizo no início do mês.

Os efeitos do sol foram piores no Douro Superior, em vinhas viradas para a região sudoeste e entre plantações de Tinta Barroca, acrescentou.
"Parcelas (de vinha), que conseguiram unir a infeliz conjunção de variedade, sub-região e exposição perderam toda a produção", disse Edlmann.

"Em outros lugares, bagas mais vulneráveis ​​foram mortas, deixando o resto da planta intacta. Nem mesmo os mais antigos caseiros lembram de ter visto queimaduras solares como as deste ano."
 
Outras variedades impactadas pelo calor extremo incluem a Sousão de pele fina e a Touriga Francesa, que geralmente se dá melhor em altas temperaturas.

A qualidade da safra 2011 não deve ser afetadas, disse Edlmann, mas o rendimento vai ser "para baixo em toda a região" como resultado.

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