segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Palácio da Bacalhôa 2007

Nada como começar bem um ano novo, não é verdade? Eu ainda nem parei pra fazer uma retrospectiva do blog ainda, mas pretendo faze-lo ao longo desta primeira semana do ano. É que eu acho que isto deve ser feito com calma, de forma bem pensada e não somente por quer o ano acabou. Mas voltando ao tema deste post, resolvi que deveria começar o ano em grande estilo e já que o almoço seria igualmente em grande estilo, com direito a paleta de cordeiro, salpicão e batatas assadas com parmesão, o vinho não poderia decepcionar. E eu escolhi um vinho que já estava a algum tempo em minha adega e que sempre dava uma piscadinha pra mim mas que eu vinha guardando para uma ocasião como esta, que é o Palácio da Bacalhoa, um grande vinho português feito por uma das mais conceituadas vinícolas de Portugal, a Bacalhôa Vinhos de Portugal.  A vinícola existe desde 1922 mas ganhou um grande impulso com a parceria com o Grupo Francês Lafitte Rothschild e a aquisição de propriedades como a Quinta do Carmo, por exemplo. O Grupo Bacalhôa possui adegas nas regiões mais importantes de Portugal: Alentejo, Península de Setúbal (Azeitão), Lisboa, Bairrada, Dão e Douro, produzindo uma grande variedade de vinhos, dos mais simples aos topo de gama.


O vinho alvo do post é um dos topo de gama da vinícola, sendo produzido na região da Península de Setúbal (Azeitão) com uvas francesas, sendo que destas a composição se dá da seguinte forma: 70% Cabernet Sauvignon, 25% Merlot e 5% Petit Verdot. O vinho é então fermentado e após a separação das parte sólidas (cascas, sementes, etc.) o mesmo é transferido para barricas de carvalho francês onde passa cerca de 18 meses para maturação. Depois desta etapa há ainda o envelhecimento de 12 meses em garrafa antes da liberação ao mercado. Vamos então as impressões sobre o vinho.

Na taça uma bonita cor rubi violácea profunda, brilhante e pouco transparente. Lágrimas finas, ligeiramente coloridas e até certo ponto rápidas completam o conjunto visual.

No nariz o vinho abriu com aromas de frutos vermelhos maduros, notas de chocolate, especiarias (pimenta) e leve herbáceo. O vinho mostrava bastante complexidade, e ia mudando de acordo com o tempo que ficava na taça. Era difícil dizer que apenas estes ou aqueles aromas estavam ali.

Na boca o vinho tinha bom corpo, acidez viva, taninos finos e macios, redondos e totalmente integrados ao vinho. Na boca trazia de novo muita fruta e chocolate com leve lembrança mentolada no final, que era de longa duração.

É como eu sempre digo, os portugueses vivem me surpreendendo positivamente. Este sem dúvida é um vinhaço!! Está entre os melhores, se não o melhor, que já provei. Não é barato, principalmente aqui no Brasil (este foi comprado no free shop) mas vale cada centavo!!

Até o próximo!

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