quinta-feira, 4 de julho de 2013

Cuvée Hommage 2003

Estava eu trocando umas mensagens com minha esposa, como de costume e foi quando ela me disse que havia preparado uma jantinha surpresa bacana pra gente. Curioso que sou, fiquei remoendo pra saber o que era mas esperei chegar em casa. Neste meio tempo comecei a pensar em possíveis harmonizações com os vinhos que tinha em casa, afinal janta especial e surpresa merece o que temos de bom em termos de vinho, vocês não acham? Chegando em casa vi que ela tinha feito um belo escondidinho de carne seca a base de purê de mandioquinha, carne seca dessalgada e um bom catupiri para completar, além de parmesão ralado pra gratinar. Coloquei meu pouco conhecimento a prova na hora de escolher o vinho, consultei meus alfarrapos e cheguei a conclusão: iria tentar um Bordeaux.


Confesso que não sou profundo conhecedor de vinhos franceses, ainda mais quando lidamos com a enormidade de particularidades que envolvem Bordeaux e Borgonha, mas o vinho escolhido por mim é um vinho produzido na região de Côtes de Bourg, situada na margem direita do rio Gironde. Tendo em vista este cenário e levando em conta também o clima e solo, a uva Merlot é a que se encontra em maioria plantada por ali em virtude da mesma ter um ciclo de maturação mais demorado que as outras tintas permitidas dentro das apelações de Bordeaux. 

Sobre a vinícola e o vinho em sim, podemos dizer que é uma vinícola um tanto quanto nova, sendo que o Château Lamblin (produtor do vinho) viria a ser criado em 1998 e a partir dai, técnicas orgânicas de vitivinicultura foram aplicadas para que se atingisse a qualidade de que hoje desfrutamos de seus vinhos. Por lá, 80% das vinhas plantadas são de uvas Merlot, seguidas de 10% de vinhas de Cabernet Sauvignon e 10% de Malbec sendo que no vinho, a proporção se altera um pouco para 60% Merlot, 20% Cabernet Sauvignon e 20% Malbec. Além disso, o vinho passa por maturação de 14 meses em tonéis de carvalho. Vamos as impressões.

Na taça uma coloração rubi violácea de média intensidade com ligeiro halo granada nas bordas. Lágrimas finas, ligeiramente mais lentas e sem cor compunham o conjunto visual também.

No nariz o vinho abriu com aromas terciários de couro e estrebaria, seguido de aromas mentolados e frutos escuros. Ao fundo da taça era possível ainda identificar aromas tostados.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, acidez ainda viva e taninos marcados, mas elegantes e de boa qualidade. Retrogosto trazendo frutas negras e mentolado, confirmando o olfato. Final de longa duração.

Um belo vinho sem dúvida, que cresce com a comida e precisou de um tempo aberto pra respirar no decanter antes de servir. Foi bem com o escondidinho. Eu recomendo.

Até o próximo!

2 comentários:

  1. Olá Vitor, mais um belo post, como sempre...
    Olha só outra bela harmonização:
    http://conservadonovinho.blogspot.com.br/2012/04/jantar-de-quarta.html
    rsrs Também achei que é um belíssimo vinho!
    Abraços

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    1. Obrigado pela visita e pelos elogios. Bom ver nosso trabalho reconhecido. Já visitei o seu blog e fiquei com muita água na boca!! Você não brinca em serviço na cozinha, hein?

      Abraço!

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