sexta-feira, 26 de julho de 2013

Você é um discípulo da harmonização perfeita?

Devo confessar que nem sempre consigo beber o vinho perfeito para o prato que estou comendo e que invariavelmente não levo muito a ferro e fogo as regrinhas de harmonização amplamente divulgadas por ai. Afinal, o que é o vinho perfeito ou ideal? Vale ressaltar que nem vivemos em um mundo ideal, imagine beber sempre um vinho ideal para o prato perfeito. Simplesmente, em minha humilde opinião, é impossível. Vamos fazer alguns exercícios de reflexão sobre o assunto.


A harmonização não necessita de um master sommellier ao seu lado sempre que for consumir um vinho, existem alguns ABCs e regrinhas básicas que podemos levar sempre conosco. Um exemplo clássico é aquele grande Cabernet ou Bordeaux que costumamos consumir com um belo e suculento pedaço de carne ao passo que brancos mais ácidos como Sauvignon Blancs pedem algum prato mais leve e frutos do mar. Você não vai pedir um filet de peixe e acompanha-lo daquele Barolo, certo? Parece simples, mas não é.

Quando vou a um restaurante costumo sim buscar uma harmonização mais perto da ideal uma vez que existe um chef por trás do meu prato, se esforçando em entregar uma boa refeição e os preços de vinhos invariavelmente nos pedem menos erros com a complementação entre um e outro. Mesmo aqui existem desafios. Quando o restaurante oferece vinhos em taças, o que escolher? Imagine que a harmonização ideal para seu prato sugere um determinado tipo de vinho, sendo que o único disponível no local é aquele que sabidamente você não gosta. Ou ainda, se o preço da taça deste mesmo vinho for quase do mesmo preço do prato que você tiver escolhido. Vale buscar algo por similaridade e buscar outras opções que podem "fazer a vez" da harmonização ideal.

Já em casa eu sou mais relaxado, e tento apenas proporcionar prazer a mim e as pessoas que irão fazer a refeição comigo (normalmente minha esposa, que me deixa a cargo do vinho). Nestes casos, e ao menos pra mim, o vinho se torna mais especial que a refeição ou ao menos, no mesmo patamar. Mas em situações mais casuais, até nós amantes do vinho buscamos beber aquilo que nos faz bem e proporciona prazer, deixando a harmonização em segundo plano. Entretanto, costumo ir de tintos mais ou menos encorpados com pratos a base de carne e massas de molho vermelho, brancos para peixes, risotos e frutos do mar e espumante em qualquer situação mais comemorativa. Há ainda vinhos mais versáteis, como alguns Pinot Noir mais leves que pra mim vão com quase tudo (atentem a palavra quase) e rosés para descontrair e petiscar. 

Em suma, não costumo ser fiel a harmonização perfeita, busco relaxar, tentar o melhor em termos de combinação (sem neuras) e comer e beber sem medo de ser feliz. Mas e vocês, prezados leitores, como fazem em suas refeições? Quais são seus segredos sobre o assunto?

Até o próximo!

2 comentários:

  1. Victor,
    Realmente, por vezes as "regras de harmonização" são deixadas de lado, especialemnte quando se quer beber um determinado vinho e não se abre mão de seu estilo.
    Também não procuro me preocupar excessivvamente com o assunto, embora evite cometer heresias (rs).
    Mas, convenhamos que, quando o vinho e a comida se casam perfeitamente, o momento enogastronômico fica pra sempre na memória.
    Abraço!

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    1. Alexandre,

      Obrigado pela visita e pelo comentário.

      Concordo plenamente que quando os dois casam perfeitamente, ficamos lembrando por um bom tempo.

      Continue nos acompanhando.

      Abraço

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