quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Tara Red Wine 1: Vinho Base Pinot Noir 2012: Do deserto para a taça!


Imaginamos sempre o deserto como uma paisagem desolada, sem fim e sem maiores atrativos, salvo quando alguns Oásis podem ser vistos a longa distância. Mas não é que até vinhos estão saindo de lá? Bem, quero dizer, estão plantando uvas lá pelos lados do Deserto do Atacama, no Chile, e os vinhos feitos com estas uvas estão ficando interessantes. Dúvida? Vamos ver o que o Tara Red Wine 1: Vinho Base Pinot Noir 2012, produzido pela Viña Ventisqueiro, pode nos mostrar então.


Só relembrando que a Viña Ventisqueiro é uma velha conhecida do público brasileiro, seja pela grande variedade de vinhos disponíveis mas também por uma inegável qualidade associada a estes. A vinícola começou suas atividades em 2000 e desde então com o lançamento de cada novo vinho, vem se consolidando como um grande player no mercado. Hoje a vinícola possui vinhedos em todas as grandes regiões vitivinícolas do Chile: Maipo, Casablanca, Leyda e Colchágua. Já o projeto "Tara Atacama" é uma linha de vinhos extremos, que nasce deste mundo misterioso e silenciosoque é o Deserto do Atacama, um desafio tão complexo como a sua geografia, um convite para deliciar-se com o sabor do desconhecido, uma viagem para a fonte.


Sobre o vinho destaque do post de hoje, o Tara Red Wine 1: Vinho Base Pinot Noir 2012, é um vinho produzido com 100% de uvas Pinot Noir da DO Atacama onde o mosto foi então fermentado com leveduras nativas em tanques abertos pequenos, 300 quilos sem quaisquer aditivos. No final do processo de fermentação, não havia uma única adição de SO2. O vinho foi então envelhecido em barris do tipo Borgonha(228 litros) de quinto uso,  por 14 meses. O vinho não foi nem clarificado nem filtrado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma cor rubi de média intensidade, bom brilho e excelente transparência. Lágrimas finas, incolores e rápidas também estavam presentes.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos vermelhos frescos, toques terrosos e algo que lembrava champignon.

Na boca o vinho apresentou uma entrada ligeiramente adocicada, boa acidez, corpo de leve para médio e taninos finos e delicados. Retrogosto confirma o olfato e adiciona um certo elemento mineral que lembra salinidade. Final de curta para média duração. 

Um belo e diferente vinho chileno feito a base de uvas Pinot Noir, mas que é delicioso e se não tomar cuidado, bebe-se uma garrafa num piscar de olhos. Eu recomendo.

Até o próximo!

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