quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Lago Ranco Sauvignon Blanc 2013: Da patagônia chilena para a taça!

Começando a ser um pouco mais específico com os vinhos apresentados na Masterclass "Os Extermos do Chile", vamos falar sobre o primeiro vinho apresentado. Para isto, dispa-se de qualquer pensamento que encontra em sua cabeça neste exato momento e viajemos até o extremo sul do Chile, onde se encontra a Patagônia chilena. É de lá que saem as uvas para este excelente Lago Ranco Sauvignon Blanc 2013, produzido pela Viña Casa Silva.


A Viña Casa Silva dispensa maiores apresentações, mas de qualquer forma vale umas linhas para ressaltar. É uma das vinícolas mais antigas do Valle de Colchágua em termos de tradição e história, e uma das mais modernas do Chile, tratando-se de inovação. Tem diferentes salas de barricas, túneis subterrâneos, construções antigas, entre outras. É uma vinícola 100% familiar, 100% chilena, a qual todos os membros da família participam do trabalho diário. A relação com a terra e o vinho é parte diária dos membros da família Silva. Cada um cumpre uma atividade específica, particular e profissional com o orgulho de quem viveu, vive e quer continuar vivendo uma estreita relação com a terra e o vinho como parte de uma forma de vida. Eles são pioneiros na plantação de vinhedos finos desde 1912 na região do Valle de Colchagua. Don Emilio Bouchon pertence a primeira geração da família que chegou de Boudeaux, França, no final do século de XIX no Chlile, em 1892. Foi nessa época que teve início a construção da vinícola, que é a mais antiga e tradicional do Valle de Colchagua.

Já o vinho em questão, o Lago Ranco Sauvignon Blanc 2013, tem suas uvas (100% Sauvignon Blanc) oriundas do Viñedo de Futrono, na Região Austral da Patagônia chilena, no extremo sul do país. Localizado no paralelo 40º 21'de latitude sul e a mais de 900 km de Santiago, capital do Chile, Futrono é irrigado pelas águas do que é até então o terceiro maior lago do Chile, o Lago Ranco (dai o nome do vinho), águas estas muito cristalinas e que tem origem do degelo da Cordilheira dos Andes. A colheita é feita de maneira manual e as uvas são prensadas inteiras, sendo que fermentam e permanecem em tanques de aço inox até o vinho ser engarrafado (aproximadamente 5 meses). Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração amarelo palha com reflexos verdeais muito claro, brilhante e transparente. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de limão siciliano, maracujá (mousse) e aspargos. 

Na boca o vinho mostrou corpo médio com uma acidez extremamente elétrica, cortante e salivante. O retrogosto confirma o olfato e adiciona um carácter mineral ao vinho, como se lembrasse a salinidade marinha (imagine-se engolindo uma boa porção de água do mar e você começa a ter uma idéia do que eu quero dizer). O final é de média duração.

Um vinho delicioso e saboroso, deixa a sensação de quero mais na boca e que deve ser uma delícia com frutos do mar e pratos a base de peixes. Eu adorei e recomendo. Começavamos bem mais este evento.

E que venham os próximos!

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