sexta-feira, 13 de março de 2015

Cava Negra Malbec 2013: Bom curinga para o dia a dia!

As vezes, como diz o ditado, menos é mais, certo? Eu concordo com a afirmação e é muito engraçado no mundo do vinho quando você toma um vinho simples e sem pretensões, já vem a polícia virtual esculachando e dizendo que é porcaria, que não deveria postar e coisas do gênero. Pois bem, muitas  vezes o consumo de vinho da maioria das pessoas reside nestes vinhos simples, sem pretensões mas que são gostosos e valem o quanto custam. Eu particularmente não tenho dinheiro pra tomar um Champagne todo dia, embora adoraria o fazer. Bem, falei tudo isso por que hoje vou falar de um vinho que se enquadra na região do simples e gostoso: Cava Negra Malbec 2013.


O vinho é produzido pela Bodega Barberis, cuja tradição da família no mundo do vinho começa por volta do ano 1895, no Piemonte, Itália. De lá partiram os bisavós da família, que hoje ainda se encontra em poder da vinícola, como muitos europeus em direção a América em busca de um sonho. O destino, a Argentina. A primeira bodega, ainda pequena e rudimentar, é construída em 1910 pelo avô de Humberto Barberis, Bernardo Domingo Barberis, onde começa a fazer vinho usando métodos tradicionais, métodos aprendidos na Itália. De lá para cá, entre muitas idas e vindas, vendas e compras de propriedades, chegamos a estrutura atual do que é a Bodega Barberis, em Mendoza, e seu alcance no mercado nacional e internacional.

Sobre o Cava Negra Malbec 2013, podemos dizer que faz parte de uma linha de entrada da vinícola que tem como mote vinhos jovens, harmônicos, de estrutura mediana e sem envelhecimento. Como eu disse, simples e despretensiosos como os vinhos do dia a dia podem e devem ser. É feito com uvas 100% Malbec de Mendoza, na Argentina. Vamos as impressões?

Em taça o vinho apresentou uma cor violácea muito brilhante, já mostrando toda sua jovialidade. Presença abundante de lágrimas, espassadas entre si, incolores e bem escorregadias.

No nariz o vinho apresentou um ataque inicial com frutas vermelhas sem conseguir identificar claramente qual seria e depois de um tempo algo de floral também. Álcool levemente perceptível no início, mas que arrefeceu com o passar do tempo.

Na boca o vinho se apresentou de corpo leve para médio, taninos quase doces e macios com acidez na medida. Retrogosto confirma o olfato. Final de curta para média duração.

O vinho acompanhou bem uma conversa de fim de noite e uma refeição composta de pintado na brasa com arroz a grega. Não esperem muito, mas bebam e sejam felizes. Vale a prova.

Até o próximo!

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