quarta-feira, 25 de março de 2015

Você realmente deve temer a contaminação do seu vinho por Arsênico?

Muito se falou na mídia nestes últimos tempo com relação a uma ação judicial que está correndo nos EUA que acusa algum dos maiores vinhos do país (e outros nem tão grandes assim) de possuírem em sua composição uma quantidade elevada, e por que não perigosa, de Arsênico. Mas será que isso deve realmente nos preocupar e nos fazer derramar pela torneira nossas preciosas garrafas de vinho, especialmente os americanos? Vejam o que diz um químico especialista em vinho pela Universidade de Cornell, nos EUA.

A ação cita que um laboratório testou mais de 1.300 garrafas de vinhos para níveis de arsênico. Dentre estas, constatou-se que 83 teriam níveis de arsênico de até cinco vezes o montante do que a Agência de Proteção Ambiental (EPA) aprova para a água para consumo, por exemplo, mas ainda apenas a metade do padrão do Canadá para tais níveis no vinho. Mais dois laboratórios fizeram os seus próprios testes e obtiveram os mesmos resultados. Para termos uma idéia, o nível máximo da Agência de Proteção Ambiental de arsênico permitido na água potável é de 10 ppb (partes por bilhão). Isso equivaleria a dizer que você, para ser contaminado e ter problemas futuros com tal composto, precisaria beber cerca de 8 copos destes por dia. Levando em conta ainda que o recomendado para o consumo de vinho diário equivale a uma ou duas taças, os níveis de arsênico um pouco mais elevados do que a água não seriam assim tão alarmantes.

O consumo excessivo de bebidas alcoólicas, no entanto, está ligada a uma série de outros efeitos adversos para a saúde e esses perigos são vinculados ao etanol basicamente. Enquanto o arsênico é um elemento tóxico em grandes quantidades, o etanol vai lhe causar problemas em primeiro lugar se você consumir muito álcool. Ainda segundo Sacks (o químico citado no primeiro parágrafo), é possível que as vinícolas citadas no processo já soubessem de tais níveis de Arsênico uma vez que, para exportar seus vinhos para a Europa são necessários tais testes e controles. Elas (as vinícolas) são obrigadas a comunicar essas informações. E não seria rentável para as empresas produzirem diferentes vinhos para os EUA e Europa.

O arsênico é também um composto muito comum e pode ser encontrado em qualquer derivado de uma planta, de acordo com Sacks. Pesticidas baseados em arsênico foram proibidos por um longo tempo nos EUA. Mas você ainda vai encontrar arsênico em muitas coisas, porque é um elemento que ocorre naturalmente no solo. O arsênico é um composto que soa assustador. Ele (o Arsênico) remonta a romances de mistério e de assassinato. Ele também pode ser muito perigoso. A exposição prolongada a níveis elevados de arsênico pode levar ao câncer de pulmão, de pele e de bexiga, entre outras coisas.

Sacks ainda discorre sobre a relação custo x concentração de Arsênico encontrado nas amostras: dos vinhos listados na ação, muitos podem ser comprados por menos de US $ 10. Há uma razão para se encontrar uma maior concentração de arsênico nestes vinhos mais baratos, de acordo com Sacks. A maior parte das uvas usadas nestes vinhos foram cultivadas no vale central e na costa da Califórnia e não em Napa Valley. A concentração de Arsênico nas uvas será baseada na concentração encontrada no solo. Não é incomum para as regiões que dependem de irrigação tenderem a ter mais arsênico, Sacks nos disse. A irrigação é mais comum no vale central e é aí que você geralmente encontra vinhos menos caros em comparação com o Napa Valley.

Mas afinal, devemos ou não parar de consumir estes vinhos ou mesmo buscar alternativas? Segundo Sacks a resposta é não, podemos consumir sem problemas.

E você caríssimo leitor, o que acha de tudo isso?

Até o próximo, com vinho e sem problemas!

2 comentários:

  1. O que eu acho? Acho que o texto é muito mal escrito.

    "Ainda segundo Sacks, nosso químico..." esta é a primeira referência que seu texto faz ao 'seu' químico Sacks.

    "O arsênico é...", "Ela remonta..." Ela quem? O Arsênico?

    Acho que você deveria se ater a descrever vinhos, pois são textos vazios e tontos, mas pelo menos não têm pretensão.

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    1. Obrigado pela crítica, é sempre bom recebe-las para tentarmos melhorar.

      Minha intenção sempre foi compartilhar notícias relevantes e opiniões sobre os vinhos que consumo.

      Tentarei melhorar minha redação para tornar alguns pontos mais legíveis e com mais conteúdo.

      Abraço.

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