segunda-feira, 6 de abril de 2009

A dança dos técnicos

É engraçado como no Brasil grande parte da culpa pelos insucesso obtidos por determinado time de futebol é atribuido exlusivamente aos técnicos, que normalmente quando encontram um período de dificuldade com alguns resultados ruins a frente de seus clubes, são demitidos sumariamente e sem muitas explicações. Este post vem de encontro até com um outro que fiz logo no início deste blog: Fritura dos técnicos de futebol.

A última vitima desta natureza se deu neste final de semana após mais um GreNal, clássico que envolve as maiores torcidas do Rio Grande do Sul, as torcidas de Grêmio e Internacional respectivamente, e atende pelo nome de Celso Roth. O técnico já vinha balançando no comando do tricolor gaúcho e bastou mais um mau resultado frente a seu principal rival para que a diretoria gaúcha perdesse de vez a paciência e demitisse o técnico.

Fico imaginando se no Brasil os técnicos tivessem a tranquilidade adiquirida por grandes nomes do futebol europeu como Sir Alex Fergusson, que por mais de duas décadas dirige o time do Manchester United entre altos e baixos, se eles teriam algum sucesso em criar trabalhos a longo prazo, criando times com padrão de jogo assimilado e mostrando sua filosofia de trabalho como marca registrada.

É claro que não há como não contar com a força financeira que estes clubes europeus tem em favor de seus técnicos, montando verdadeiros esquadrões de fazerem inveja a qualquer seleção nacional. Porém a aposta no trabalho do treinador vem rendendo os frutos esperados também, uma vez que o mesmo pode desenvolver seu trabalho e aplicar todo seu conhecimento sem a pressão dos resultados. E é claro que os resultados aparecem de forma natural.

Existem exemplos crassos da continuidade do trabalho aqui no Brasil, sendo o mais perfeito exemplo o técnico do São Paulo Muricy Ramalho, que fez com que o time se tornasse campeão por 3 vezes consecutivas do Campeonato Brasileiro entre outros feitos. Podemos observar que mesmo com a mudança de diversas peças no elenco tricolor, a mesma pegada e padrão de jogo pode ser observado ao longo dos 3 anos em que o técnio Muricy se encontra comandando o clube. Exemplos em menor escala, inclusive de tempo, podem ser também observados através do técnico Mano Menezes a mais de ano a frente do Sport Clube Corínthians Paulista, ou mesmo de Nelsinho Baptista a frente do Sport Clube do Recife.

O que falta no Brasil, é claro e evidente, são cartolas comprometidos com o bem estar dos clubes, interessados em montar times campeões e que não estejam somente pensando em obter lucros e maneiras excusas de terem quaisquer tipos de vantagens financeiras e/ou pessoais. Agora gostaria de pedir a vocês, leitores do balaio, que compartilhassem comigo suas opiniões acerca deste assunto se utilizando da caixinha de comentários do blog.


Nota do balaio: Créditos da foto pra globoesporte.globo.com

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