segunda-feira, 6 de abril de 2009

O derradeiro fim do império?


Adriano Leite Ribeiro, ou simplesmente Adriano, atualmente jogador da Internazionale de Milão e conhecido principalmente por seu apeplido “ O Imperador”, ultimamente tem sido sinônimo de confusão e atrasos em suas reapresentações à equipe italiana. O que estaria acontecendo com este jogador?

Adriano foi revelado pelo Flamengo do Rio de Janeiro em 1999 com apenas 18 anos e como a maioria dos jogadores de sucesso no Brasil, teve uma infância muito difícil semeada de pobreza e incertezas na vida. A carreira como jogador de futebol parecia ser a luz no fim do tunel para uma criança / adolescente que vivia em contato iminente com o crime, tráfico e coisas relacionadas. Somente parecia.

Ao invés de aproveitar a sorte que a vida lhe sorriu, com a transferência para a Europa e oportunidade de fazer o tão falado “pé de meia”, Adriano tem aparecido constantemente na mídia mas não por seu futebol ou conquistas na carreira e sim por seus atos de indisciplina fora das quatro linhas. Fotos reveladas em festas intermináveis regadas a muita bebida, cigarros, mulheres, travestis e sabe-se-la o que mais tem sido divulgadas com frequencia pela midia, atos que não combinam com um atleta. Somente nesta temporada já foram 4 atrasos em reapresentações a seu atual clube que culmiaram com 4 multas financeiras ao atacante. O que tudo indica, é mais um caso de deslumbramento que o futebol costuma nos contar. Atualmente seu nome tem sido atrelado até ao de traficantes, com festas em favelas financiadas com dinheiro do tráfico de drogas em sua cidade natal, o Rio de Janeiro.

Uma das ultimas tentativas de sua recuperação foi um empréstimo sem qualquer ônus ao São Paulo Futebol Clube no final de 2007 e que perdurou até meados do ano de 2008. Conhecido internacionalmente por seu centro de recuperação de atletas, o SPFC tentou em vão ajudar este atleta que mesmo aos 27 anos parece mais um ex-jogador em atividade. Na sua volta a Inter de Milão todos acreditavam em sua plena recuperação e entendiam que a volta do futebol que lhe rendera o apelido de imperador era questão de tempo. Mas o que se viu foi exatamente o contrário.

Fico me perguntando e tentando entender o que se passa na cabeça de uma pessoa que, por mais problemas que possam existir em sua vida, tem a chance de tentar resolve-los em sua maioria além de ter todas as possiblidades de ajuda possíveis a sua disposição. Infelizmente o que eu noto é que falta vontade por parte do ser humano Adriano em querer ser ajudado, em querer algo melhor para sua vida. Agora peço a vocês, leitores do balaio, que façam este mesmo exercício que eu fiz e dividam comigo suas opiniões a cerca desta triste constatação sobre a carreira outrora promissora do centroavante Adriano.

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