segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Beni di Batasiolo Barolo DOCG 2006

Quando a gente começa a se interessar por algum assunto, seja ele qual for, buscamos primeiramente os passos mais simples, as maneiras mais fáceis para compreende-lo e a maneira mais gostosa de desfrutarmos dos novos conhecimentos adiquiridos. Só que chega uma hora em que você começa a se forçar a conhecer mais e mais, e buscar particularidades e a buscar informações e sensações mais elaboradas por assim se dizer. E é assim também quanto tratamos de vinho, quando começamos com os famosos "Reservados" hermanos (chilenos e argentinos) e vamos apurando nosso paladar sempre buscando mais qualidade. E passamosa gastar um pouco mais, começamos a tomar vinhos mais elaborados, mais famosos, e assim por diante. E foi o que eu fiz este final de semana. Minha primeira incurssão no "Mundo de Barolo"!

Conhecido como o rei dos vinhos e o vinho dos reis, o Barolo é feito a partir das uvas Nebbiolo na região do Piemonte, mais precisamente nas proximidades da colinas de Langhe (e na própria) se extendendo por 5 comunas italianas. Um vinho de grande extração, em solos argilo calcáreos com mais ou menos presença de ferro em sua composição. Passa por pelo menos dois anos em tonéis de madeira e um ano em adega antes de ser comercializado e atualmente já vem quase pronto ao mercado, diferentemente do passado onde ainda precisava de muito tempo em garrafa para demonstrar seu potencial. Não que isso não ocorra ainda hoje, mas muitos destes vinhos já estão bem mais macios e redondos quando de seu lançamento. Vamos as impressões.


O vinho apresentou cor rubi tendendo ao granada com bordas atijoladas, légrimas finas, lentas e incolores.

No nariz o vinho se mostrou tímido, com aromas fechados a princípio mas que foram se abrindo com um pouco de tempo em taça. Recomendo aeração prévia. Enfim, aromas florais (pétalas de rosa), leve frutado (ameixa vermelha daquelas azedinhas) e fundo com tabaco e couro.

Na boca o vinho apresentou um corpo médio, taninos firmes, marcantes e em bastante quantidade mas com muita qualidade, excelente acidez,o que mostrou um carácter muito gastronômico do vinho. Aliás, conforme foi acompanhando a refeição (rabada com polenta cremosa) o vinho foi crescendo e ficando mais saboroso. Depois de um ataque inicial até meio adocicado, o vinho confirma muito floral e leve frutado na boca, com final um pouco curto lembrando também chocolate amargo.

Um grande vinho sem dúvida, ainda jovem, pode sinceramente aguentar pelo menos uns 5 anos de garrafa e tende a crescer. Minha primeira vez com um Barolo, apesar de ter sido um belo vinho não confirmou toda minha expectativa. De qualquer maneira o vinho vale o quanto custa.

Até a próxima.

6 comentários:

  1. FUGINDO DO BAROLO, ITALIANO BOM E BARATO: PELOFINO FEITO EM MAREMMA(TOSCANA) ELISABETTA GIAPETA, TRAZIDO PELA VINCI VINHOS! ENCONTRE NO EMPÓRIO MERCANTIL! ABRAÇOS!

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  2. Obrigado pela dica e pela visita! Vou ver se experimento o vinho e posto no blog depois!

    Continue conosco.

    Abraços

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  3. Obrigado pelas dicas. Ganhei dois Barolos de presente DOCG 2006 & 2007 e confesso que não conhecia o vinho. Vou provar agora com um pouco mais de conhecimento e passo em breve a minha impressão. Alguma recomendação de acompanhamento além da polenta?
    Um forte abraço
    Antonio

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  4. Prezado Antonio,

    Primeiramente obrigado pela visita.

    Agora com relação a harmonização dos Barolos, eu iria pro lado do Ossobuco, Bisteca Fiorentina, pratos mais estruturados e pesados pra enfrentar a potência do bicho.

    Mas como eu sempre digo, também vale muito o gosto e a ocasião em que o vinho for consumido. Faça sua tentativa e depois volta pra me dizer o que achou.

    Abração

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  5. Victor, mais um ótimo post, esclarecedor e que me foi bem útil. Como vc, resolvi me "iniciar" nos Barolo com este vinho depois de lê-lo. Como o vi a um preço convidativo e já gostei de outros vinhos deste produtor (o Dolcetto é muito bom), consultei a rede e vi seu post lá.
    Não que eu seja absolutamente neófito em Barolo, já degustei alguma coisa quando estive em Milão e trouxe alguma coisa de lá, mas acho que seria um infanticídio abrí-las já. Quanto às marcas mais renomadas, o preço é "um pouco" proibitivo aqui.
    Também gostei das suas dicas de harmonização, mas como tenho feito ossobuco até com certa frequência (inclusive escrevi alguma coisa no meu blog), vou arriscar a bisteca, ou talvez um cordeiro.
    Abraços

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    1. Carlos Eduardo.

      Obrigado pelas palavras e pela visita.

      Como vc vê, eu só gosto de compartilhar meus aprendizados por aqui e realmente, não há maneira melhor do que provar e nos iniciarmos nos mundos dos vinhos mais complexos, pois as descobertas são muitas!

      Vou passar lá no blog e ver as suas dicas tb.

      Um abraço e continue por aqui!

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