quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Dióxido de enxofre bom para as uvas? O que diriam os biodinâmicos?

Um recente estudo australiano aponta que o dióxido de enxofre, comumente apontado como um dos vilões pelas técnicas de cultivo biodinâmicas, poderia ser sim um grande aliado no cultivo de uvas, ao invés de somente ter esta conotação nociva a saúde. A seguir vem a matéria traduzida e adaptada da original, para que vocês leitores possam tirar suas próprias conclusões. Eu particularmente não tenho conhecimentos suficientes para taxar de que lado eu ficaria, mas gostaria de suscitar a discussão.

Pesquisadores australianos teriam descoboberto que o dióxido de enxofre poderia beneficiar as uvas.

Um estudo da University of Western Australia descobriu que o dióxido de enxofre poderia realmente ter um efeito positivo sobre a composição de uma baga da uva. O produto químico é amplamente utilizado na produção de vinho em todo o mundo para uma variedade de propósitos, e é muito mal visto pelo movimento crescente de vinho natural, que o considera desnecessário.

O professor assistente da universidade, Michael Considine, disse ao site Decanter.com: "O interessante é que o dióxido de enxofre aumenta os níveis de antioxidantes e níveis de antifúngicos na baga, além de melhorar suas respostas próprias de defesa. Ele deixa a planta ajudar a si mesma".

Considine admitiu porém que há "evidências irrefutáveis de que o dióxido de enxofre causa problemas de saúde nos seres humanos" incluindo aí problemas de pele e respiratórios. Mas, segundo ele, existe um entendimento sobre vinhas e dióxido de enxofre onde seria possível se encontrar uma alternativa viável.

"Se pudermos entender um pouco melhor como a planta está respondendo ao dióxido de enxofre do que pudermos costurar alternativas, não existiriam conotações relativas a problemas de saúde neste caso".

Considine sugeriu que o ozônio poderia ser uma alternativa possível, bem como a lisozima, que algumas vinícolas já usam, em vez de dióxido de enxofre para inibir a fermentação maloláctica. A pesquisa foi realizada em uvas de mesa, mas poderia gerar conseqüências de longo prazo para os produtores de vinho em sua busca para reduzir ainda mais os níveis de enxofre empregados hoje em dia em suas produções.

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